quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Estou Contra, Visceralmente Contra

Li com espanto, num artigo do Diário Económico de hoje, cuja cópia transcrevo com a devida vénia, que os "sindicatos" dos militares se querem manifestar no próximo dia 12 de Novembro, mas querem fazê-lo separados dos outros manifestantes, incluindo os das forças de segurança.
.
Concluo, tavez erradamente, que, agora, os "sindicatos "dos militares são elitistas e não querem misturar-se com outros manifestantes.
.
Lembro-me que, em tempos idos, os "sindicatos" dos militares se manifestavam escondidos atráz das saias das mulheres.
.
Porque é que os "sindicatos" dos militares não se auto-extinguem?
.
Jorge Beirão Reis escreve de acordo com a antiga ortografia,

4 comentários:

O Ramiro Soares Rodrigues disse...

Olhe que não! Olhe que não!... Sr. engenheiro. Até amanhã.
Um abração amigo e camarada Jorge

O Ferreira da Silva disse...

Embora discorde do que aqui é dito, penso que o importante é discutirmos o problema de fundo que está em causa.

Qual o papel e o estatuto do militar e cidadão na sociedade "democrática" em que vivemos?

Tal como as coisas estão, de há muito tempo a esta parte, temos vindo a representar a personagem do "mexilhão" quer quando o país entra em crise quer quando as coisas correm bem. Quando há crise levamos com o mar, quando o mar está calmo apanham-nos e comem-nos.

Parece-me que temos de repensar os nossos paradigmas de comportamento, que adquirimos quando o país vivia sob um regime autoritário e posteriormente durante o processo de transição para a democracia em quer representamos o papel de garantes dessa transição.

Por isso, é melhor dizer e fazer qualquer coisa (mesmo que duvidemos da sua correcção ou eficácia) do que nos ficarmos pelo muro das lamentações, chorando o "estado a que chegamos"".

O Ramiro Soares Rodrigues disse...

Já que ninguém, nem nada garante a defesa dos direitos dos militares, apesar de lhes exigirem o cumprimento dos respectivos deveres, acompanho a argumentação e apoio a sugestão/recomendação do Ferreira da Silva.

O José Aguilar disse...

Conheço há muito a posição do camarada e amigo Beirão Reis sobre o assunto. Na minha modesta opinião, ele continua a alimentar o sonho corporativista (ou legalista?) de que é aos chefes que compete defender os interesses dos seus subordinados. E, pergunto eu, quando aqueles não podem, não querem ou se vêem impedidos de o fazer? Devemos entregar-nos cegamente aos Fados? Como não tenho vocação para mártir, nada me repugna que haja associações de militares. Por isso me filiei numa, sem quaisquer problemas de consciência. Sei que com isso poupo aos chefes algumas preocupações que deveriam ser suas, mas as coisas são como são...