quarta-feira, 10 de junho de 2009

O 10 de Junho


Vi pela televisão a cerimónia militar do 10 de Junho, em Santarém. Nenhuma novidade em relação aos anos anteriores. As mesmas caras de pau na tribuna, a mesma insistência em pôr as meninas de Odivelas a marchar (de quem será a brilhante ideia?), o mesmo ministro a querer mostrar serviço, os mesmos comentários pelos relações públicas dos ramos, que nos massacram sem descanso horas a fio. Repete-se o mesmo mote até à nausea, que é: somos muito modernos, fazemos muitas missões de interesse público, somos muito conjuntos, rentabilizamos ao máximo os meios. Ou seja, sempre que falam parece que é para justificar a existência das Forças Armadas, quase pedindo desculpa por existirem. Se o alvo da mensagem é o público em geral, este não percebe nem o conteúdo, nem a insistência; se o alvo é a Assembleia da República, não é aqui que se trata disso.

2 comentários:

O J. Teixeira de Aguilar disse...

Sempre me fez alguma confusão que se considerasse que as Forças Armadas tinham de aprender a comunicar para explicar a sua razão de ser e o que fazem. Parecia-me que as FFAA são uma emanação do povo e um vector insubstituível na defesa e afirmação da soberania, e como tal não tinham nada que se explicar e ainda menos, como muito bem dizes, "quase pedir desculpa por existirem". Receio, porém, que, com o final do SMO e algum esbatimento da noção de soberania, o alheamento da população em geral relativamente às FFAA tenda a aumentar. Só espero que essa distância não se transforme num abismo.

O Orlando Temes de Oliveira disse...

As meninas de Odivelas a marchar ainda é como o outro. Mas a fazer a continência é que me parece exagero!. Volta Mocidade Portuguesa que estás perdoada.....