sábado, 3 de setembro de 2022

Um per(curso) de 60 anos

                                                     (Para ampliar, "clicar" na imagem)

Na manhã do dia 3 de Setembro de 1962, um grupo de seis dezenas de jovens que tinham sido admitidos na Escola Naval como cadetes do Curso Oliveira e Carmo, embarcou na Doca da Marinha numa vedeta do SPT e atravessou o Tejo em direcção ao Alfeite. Os elementos do grupo percorreram a rampa de acesso à Escola Naval, subiram a respectiva escadaria e foram recebidos no átrio do edifício escolar por um grupo de cadetes do Curso Nuno Tristão, que tinha a missão de os enquadrar nos primeiros contactos com a vida escolar-naval.

Depois juntaram-se alguns cadetes daquele curso, entrados no ano anterior e que, portanto, já se encontravam na Escola Naval, os quais por razões escolares tinham transitado para o curso que iniciava agora o seu percurso, reforçando-o em mais 26 unidades.

Passaram 60 anos sobre esse dia verdadeiramente inesquecível nas nossas vidas de Homens e de Marinheiros. Cada um de nós seguiu o seu percurso, uns na Marinha, outros fora dela. Frequentámos escolas em busca de saberes e de especializações. Navegámos por mares agitados e por rios sinuosos. Alguns, vestiram um fato camuflado e andaram por matas e bolanhas de arma na mão. Outros, foram reconhecidos pelo seu mérito e alcançaram o Almirantado. E todos conhecemos um espaço de portugalidade que não resistiu aos “ventos da História” assistindo à reconquista da liberdade e da democracia.

A cultura naval deixou marcas profundas em cada um de nós, nos nossos hábitos sociais, nas nossas memórias e no nosso imaginário mais profundo. 

A Marinha faz parte da nossa identidade.  Nós não fomos da Marinha, nós pertencemos orgulhosamente à Marinha!

Como escreveu Pessoa na Ode Marítima:

             Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!

            E quando o navio larga do cais

            E se repara de repente que se abriu um espaço

            Entre o cais e o navio,

            Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente,

            Uma névoa de sentimentos de tristeza 

            Que brilha ao sol das minhas angústias [...].

Hoje, nas instalações do Clube Militar Naval, lembrámos os que já nos deixaram e recordámos o dia em que há 60 anos nos encontrámos para iniciar o nosso percurso marinheiro. Foi um encontro simbólico e um abraço - que a covid-19 vinha adiando – mas foi, sobretudo, uma afirmação de fraternidade entre companheiros de viagem. 

OCEANOS 60 ANOS

Foi a 3 de Setembro de 1962 que um grupo de jovens depois de transportados da Doca da Marinha até à Base Naval, numa vedeta, subiram a pé com as suas bagagens, a rampa de acesso à Escola Naval. Assim começou a saga do Curso Comandante Oliveira e Carmo. A estes jovens juntaram-se outros destacados do Curso Nuno Tristão.

Parabéns a todos nós.

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

 A 2 de Setembro de 1822, Maria Leopoldina, esposa do Príncipe D. Pedro (IV) reunida em Conselho de Estado assina o decreto da Independência do Brasil. O Infante vinha a caminho mas atrasou-se na viagem.

OCEANOS

 Hoje celebramos mais um aniversário dum OCeaano. Nasceu em 2 de Setembro de 1945, o Simões Teles. Desde pequenino interessado nas actividades náuticas, aos seus 5 anos era vê -lo a remar com mestria, uma bateira. Praticante do Remo, foi membro da equipa de Yole de 8 do Vianense. Entra na E. Naval continuando a praticar remo, mas também vela num Vouga do CNOCA, aliás foi num Vouga que ele e mais dois OCeanos invadiram a Base Aérea do Montijo em Junho de 1963. Faltaram à formatura do jantar, ninguém sabia deles até ao momento em que se recebeu uma chamada da base do Montijo a informar que estavam lá e que no dia seguinte seriam levados para a Base Naval. Forma-se em Engenharia Oceanográfica em França. Passa à reserva relativamente cedo e dedica-se ao seu ramo de Engenharia, com trabalhos vários não só em Portugal como no estrangeiro. Ainda teve tempo para ser Professor na Escola Náutica Infante Dom Henrique.

Que tenhas um óptimo dia de aniversário junto com os teus, aí na Costa Nova, e que repitas muitas vezes com saúde e boa disposição.

Um abraço.

terça-feira, 30 de agosto de 2022

SAGRES - OCEANOS

5 anos depois, numa viagem de instrução da Sagres, viagem ao Brasil, 3 OCeanos fizeram parte da guarnição: Soares Rodrigues, Bastos Jorge e Simões Lopes. O Imediato era o então Cap. Tenente Martins e Silva que tinha sido o Navegador na nossa viagem. O Capelão era o mesmo, o Capelão Melo. Nesta viagem recordamos os tempos dessa outra de 1964.

SAGRES - O. C.

 A 30 de Agosto de 1964, depois de 11 768 milhas navegadas, 1 746H 31M de navegação das quais 1 011H 38m de navegação exclusivamente  à vela, a Sagres atraca no cais d’Honra na Base Naval de Lisboa. É a despedida dos OCeanos. Foi gratificante como a guarnição se despediu de nós, abraços, algumas gotas nos olhos. Entramos uns jovens na barca e saímos de lá uns autênticos lobos do mar.

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

SAGRES - 1964

 Está a aproximar-se o fim desta viagem memorável para os OCeanos. A 29 de Agosto de 1964 a Sagres suspende de Sesimbra e segue para a baía de Cascais onde fundeia depois de almoço.