sábado, 8 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Cuidado! A economia provoca surdez e alucinações.
Não resisti a transcrever, bem fresquinho, este pedacinho de prosa de Nicolau Santos, articulista do "Expresso". Vale a pena ler e ... rir um bocadinho. A crise também se trata com humor ... negro!!!
"O facto de desde 2008 não se falar de outra coisa se não de economia está a ter efeitos nocivos sobre a saúde de milhões de pessoas.
O caso mais exemplar aconteceu esta semana com o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Junker, e o primeiro-ministro e o ministro das Finanças portugueses, Pedro Passos Coelho e Vítor Gaspar, terem dito publicamente que as novas condições dos empréstimos concedidos à Grécia deveriam ser estendidas a Portugal e à Irlanda, tendo em conta o princípio da igualdade.
Dois dias depois, Junker constatou que está surdo. "Percebi mal a pergunta e nem sequer a ouvi", disse. Pois mesmo assim respondeu, o que é extraordinário. E pode alguém dizer uma coisa que não queria dizer só porque não percebeu a pergunta? Pode, claro. Para Junker pode.
Por sua vez, Gaspar explicou vagarosamente, como é seu hábito, que as afirmações de Junker e de Passos "estão inteiramente corretas e foram descontextualizadas de forma pouco cuidadosa por alguma informação".
Quanto às afirmações que ele próprio, Gaspar, tinha feito no Parlamento português no mesmo sentido, não explicou.
Suspeita-se, contudo, que há remédio para estas alucinações coletivas e para a surdez de alguns. Com efeito, assim que o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, explicou que Portugal faria muito mal em pedir o mesmo que a Grécia obteve, toda a gente percebeu. E toda a gente corrigiu o discurso.
Há esperança, pois. Os efeitos podem ser graves mas se todos os políticos falarem em alemão, qualquer problema linguístico será liminarmente afastado."
Onda do
Luís Silva Nunes
@
14:38 –
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Os nossos deputados
O professor Marcelo,
do alto da sua cátedra, afirma que a declaração de voto do grupo parlamentar do
PSD, negociada pelo respectivo chefe do grupo parlamentar com os 18 deputados
que se queriam manifestar em relação ao seu voto favorável à aprovação do orçamento
para 2012, sendo um forte ataque ao orçamento é ao mesmo tempo uma brilhante
manobra do chefe do grupo parlamentar.
Como é possível
dizer-se isto sobre um comportamento, digo comportamento, dos deputados,
pretensamente representantes do povo e portanto devendo votar em favor desse
povo e em consciência.
É desta forma que se
avalia a canalhice, a falta de coragem e de carácter dos deputados que têm um
comportamento destes.
Com aquela
declaração só havia dois comportamentos aceitáveis. O abandono do lugar ou, então,
votarem a favor do orçamento, tal e qual, e não fazerem qualquer declaração.
Agindo como agiram,
não passaram de répteis procurando esgueirar-se das nossas vistas.
Mas o professor
Marcelo ao avaliar da forma como avaliou o comportamento dos deputados, mostra
também como vai mal a politica deste pais, pois tudo o que se passa não vai
além de meras jogadas de bastidores em que a dignidade, o carácter das pessoas,
a defesa de uma opinião livre e consciente não têm qualquer lugar.
Inicialmente tinha
escrito professor Martelo. Estive para deixar ficar, mas acabei por recuar.
Será que também eu começo a sofrer da mesma doença dos deputados?
Onda do
Ferreira da Silva
@
17:55 –
tem 3
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domingo, 2 de dezembro de 2012
EXPOSIÇÂO
Está esta exposição na Ordem dos Engenheiros, até ao dia 14 de Dezembro.
Aconselho os camaradas a visitá-la um pouco antes da hora do Jantar de Confraternização no dia 7.
Onda do
Gago
@
21:05 –
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