"Estórias da nossa vida"
A Crise. Persiste!...
A “Crise” teima em persistir, apesar dos abnegados e genuínos esforços que, conforme afirmam amiúde e diariamente, vêm fazendo para que “ela se vá de vez” (?). Como se de maleita passageira, não congénita, exógena e não inerente ao sistema ela fosse. Mas, a história das crises periódicas e não periódicas, infelizmente, indiciam que de maleita crónica endógena e inerente ao sistema se trata. Apesar dos esforços que desenvolvem para nos convencer do contrário, a realidade diz-nos que tentam justificar o injustificável. Tentam, e pelo que nos é dado ver, têm conseguido convencer-nos da “bondade” e “justeza” dos argumentos que engendram e debitam, repetida e sistematicamente, cumprindo a “máxima” de que “uma mentira tantas vezes de repetida, se torna verdade”. Mas, até quando?...
Permitam-me que compartilhe com todos os “OC’s”, um momento de convívio e boa disposição que apesar dela - a “CRISE” – este bom Povo ainda consegue ter, apesar das dificuldades e sacrifícios que lhe são impostos arbitrária e persecutoriamente. Como de culpados, primeiros e últimos, da “Crise” se tratassem. Estranha “justiça” a deste país. Já agora, a propósito, pergunte-se como anda a propriamente dita – a Justiça – deste país?
Mas, vamos ao que interessa, o momento de convívio em terras de Trás-os-Montes, no país profundo e real, na extrema da Vila de Pedras Salgadas, com a aldeia de Rebordochão, ambas na freguesia de Bornes de Aguiar, concelho de Vila Pouca de Aguiar, distrito de Vila Real. O convívio foi com gentes deste Portugal “distante” e “profundo” num fim de tarde calmo e ameno, onde tivemos oportunidade de ouvir os anseios, os desejos e as frustações de pessoas da nossa geração que, durante o lanche “ajantarado” onde se comeram “iguarias” e se beberam “néctares” dos perseguidos pela ASAE, por falta de embalagens e rótulos sofisticados, nos transmitiram muito dos saberes ancestrais, do bom senso e sabedoria de experiência feita que os pretensos “iluminados”, conjunturalmente alcandorados, por artes e manhas “inconfessáveis, aos “nichos” do poder capturado pelos interesses egoístas dos que tudo dispõem, determinam e mandam, em prejuízo da sociedade e dos cidadãos em geral, teimam em ignorar e, pior ainda menosprezar e ridicularizar. Enriquecemos os nossos conhecimentos, solidificámos as nossas convicções e mais conscientes ficámos da necessidade imperiosa de tentar reverter a actual situação que se vive neste país. Reversão favorável a todos, e não só a alguns, como tem sido a regra sempre que de superação de “Crises” se trata. E, já são muitas, em que as medidas (“receitas”) mais não fazem que salvaguardar os interesses de alguns, em prejuízo de todos os outros, não evitando novas crises, antes pelo contrário, induzindo todos as causas necessárias ao despoletar de outras, com a inovação de menor periodicidade entre cada uma delas. Não é disto que precisamos. Precisamos de combater a “CRISE” com medidas e actuações que, corrigindo a situação, permitam caminhar na senda do crescimento e desenvolvimento sustentados que de uma vez por todas deixem de ter por lema: “maximizar os lucros e criar valor para os accionistas”. Para passarem a ter por lema: “utilizar a natureza e o trabalho para satisfação das necessidades básicas do HOMEM”. Só assim, em nossa opinião, num mundo finito poderá haver justiça social, melhor qualidade de vida e um mundo menos desigual.

