Após 4
meses de tratamento na Oncologia do Hospital das Forças Armadas (HFAR) verifiquei
que, na especialidade de Oncologia a situação é próxima duma possível ruptura:
Médicos
pró-bono com horário residual - 1
Enfermeiros -
sempre com destacamentos e sem reposições
Auxiliares - com visível redução em número sessão após
sessão
Não sei o
que a tutela pensa sobre o futuro do HFAR. Sei o que pensou quanto à existência
simultânea do Hospital da Marinha, do Hospital da Estrela e de Belém e Hospital
da Força Aérea.
Esse pensamento
deu como consequência o HFAR!
Supor-se-ia
que seria uma melhoria qualitativa, já que quantitativa era impossível.
Os
tratamentos oncológicos são críticos, altamente especializados, e muito caros.
Tem o HFAR
capacidades materiais próprias e protocolos de cooperação com instituições
muito avançadas em conhecimento e tecnologia (Fundação Champalimaud, IPATIMUP -Instituto de
Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto)
com benefício direto e importante para os doentes, coisa que muitos hospitais
civis não têm.
Mas com a
situação actual a ideia com que se fica é que a especialidade de oncologia está
a caminho da extinção em ritmo acelerado por carência de meios humanos.
Verdade
seja dita que os acordos na área da saúde entre as Instituições militares e as Seguradoras
minimizam o problema.
Mas há que
ter em conta que, quando o teto financeiro do seguro é atingido, o doente é
“descartado” sendo deixado à sua sorte.
É de
lamentar que existindo os meios materiais técnicos (equipamentos e acordos com
entidades de excelência) a oncologia do HFAR esteja com tal carência de meios humanos!