ENFRENTANDO OS RUSSOS
Nota prévia: devido à extensão, o escrito é dividido em duas partes.
Guiné, 1973; o Cte. da LFG é chamado ao Estado Maior do Comando da Defesa Marítima da Guiné. O Sub-CEM (LF) entrega-lhe um volumoso dossier para estudar. Era acerca da problemática das águas territoriais da Guiné, a sul, e que Conakry reinvidicava como suas. Houve discussões na ONU e Conackry não ganhou pois a linha de demarcação das águas territoriais não respeitava as regras internacionais.
Dois dias depois o oficial é chamado ao Comodoro (AB) que estava acompanhado pelo Chefe do EM (GL). O Comodoro diz ao oficial que vai escoltar um batelão dos Serviços de Marinha que segue para o ilhéu do Poilão, para reabastecer de gás o farolim. Por sinal este farolim só era importante a quem navegasse para Conackry. O ilhéu situava-se nas águas reinvidicadas como suas por Conackry. Para tal a guarnição da LFG foi reforçada com 2 marinheiros fuzileiros que iam armados de uma bazuca, um oficial fuzileiro, e o imediato foi (a seu pedido) substituído por outro oficial RN. O Comodoro informou que os navios russos que navegavam ao largo de Conackry ( fragatas e lanchas) estavam armadas com mísseis superfície-superfície. Portanto muito cuidado. O Cte da LFG disse que iria tentar cumprir com êxito a missão e que se os navios russos estivessem nas nossas águas receberiam ordem para saírem, caso não obedecessem seriam aprisionados. O comodoro então aconselhou o oficial a não provocar muitos feridos neles pois seria um problema diplomático grave.
E lá regressou o Cte ao seu navio para aguardar ordens.



