sexta-feira, 5 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Carta
Carta que remeti ao senhor dr- Lomba
O senhor doutor Pedro Lomba , no
seu artigo “Os militares e povo”, peço licença, não está a ver bem a coisa.
Parte de vários pressupostos
incorrectos donde a falta de visão. Os militares nunca foram, em Portugal, um
braço político, nem em 1910, nem em 1926 e muito menos em 1974. Nessas datas
marcantes, 5 de outubro, 28 de maio e 25 de abril, foram sim instrumento, mais
ou menos consciente, da interpretação de condições socio económicas e outras
que os obrigaram, em último recuso, a possibilitar uma mudança politica,
necessária em consequência da incapacidade dos regimes, que nessas datas soçobraram,
se auto regenerarem.
É certo que houve e há militares
com “apetência política” donde os Paiva Couceiros versus Machado dos Santos,
Sinel de Cordes versus Cabeçadas, Spinola versus Costa Gomes, para não nomear
vivos, e dai também os pequenos golpes e contra golpes de que a época recente
terá sido a mais fértil embora menos prolongada.
Obviamente que tomar ou tentar
tomar o poder politico pela força das armas é um acto eminentemente politico
mas isso não faz das dos militares políticos nem das Forças Armadas um braço
politico. Braço de que corpo? Em 1910 do Partido Republicano, em 1926 da Acção
Católica, em 25 de Abril do Partido Comunista, em 25 de Novembro do Partido
Socialista? Saberá certamente que, talvez com excepção da última data, os
intervenientes militares operacionais eram uma percentagem menor dos efectivos
das Forças Armadas que só posteriormente, enquanto corpo, aderiram à nova ordem.
Uma coisa é a percepção que o
exterior pode ter de uma instituição e outra a sua real natureza. Se o doutor
Pedro Lomba acha que as Força Armada Portuguesas “há muito tempo perderam
consciência da sua própria excepção e autoridade” engana-se, desde logo porque
elas nunca tiveram a autoridade, no sentido politico, como um valor e por outro
não deixaram de cultivar princípios que as mantem na excepcionalidade. Excepcionalidade
que resulta também, como bem afirma o general Loureiro dos Santos, de terem
obrigações, direitos e deveres que as diferenciam doutros corpos, máxime, o
juramento solene de defender a Pátria com o sacrifício da própria vida. Não me
admiraria, nem levo a mal, que o senhor doutor Pedro Lomba já se esteja a rir.
Mas é assim, os militares acreditam nisto. Claro que não deveria haver pátrias
nem força armadas e todos deveríamos ser filhos de uma fraterna humanidade. Mas
deveremos ser nós os primeiros a acabar com as Forças Armadas e com a Pátria? Porque
não começa a Holanda, por exemplo?
Mas o general Luís Araújo também
tem razão e, embora não reconhecido com sumo pontífice, é dogmático e infalível
para os militares quando afirma que eles também são cidadãos atentos.
O perigo de uma ruptura não vem deste
“abaixamento” dos militares à condição terrena de cidadãos e de seres humanos
com alma, é desta dialéctica entre naturezas que coexistem nos militares; serem
cidadãos e estarem empenhados na defesa da Pátria, amarrados por um solene
juramento que querem honrar, que por vezes pode resultar a interpretação que
conduz a essa ruptura. Daqui também que os militares, enquanto “seres humanos
com sentimentos, família e alma” se dividam sobre a existência ou não de
associações profissionais.
Acredite senhor doutor que o 25
de Abril de 1974 não resultou meramente do descontentamento da tropa e nem todos
receiam que a Europa retaliará a sério.
Bom será que as Forças Armadas, a
Guarda Nacional Republicana e as policias respeitem a Constituição da República
Portuguesa mas o poder politico tem a obrigação de também as respeitar e
dignifica-las, nomeadamente não compelindo os seus membros, enquanto cidadãos,
a virem para a rua ataviados ou não e muito menos, enquanto corpos,
armados.
Com os melhores cumprimentos
Luís
A N Paiva de Andrad
Capitão de Mar e Guerra REF.
Capitão de Mar e Guerra REF.
Onda do
Fernão
@
16:53 –
tem 5
comentários
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Última hora. Lionel Messi raptado.
Embora já publicado no "...por tudo e por nada!" não resisto a informar os OCeanos que a águia Vitória raptou Messi ... o jogo desta noite não vai ser a mesma coisa sem a estrela argentina do Barcelona. De acordo com o "Inimigo Público" Pinto da Costa parece estar envolvido ... e a "troika" também (digo eu) pois o resgate a pedir terá influência decisiva nas contas públicas. Para mais detalhes podem ir aqui!
Carrega Benfica!!!
Onda do
Luís Silva Nunes
@
13:34 –
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