ESTORIAS OCEANICAS - 8
Dois Oceanos estavam a circular pela 5ª Avenida em NY, quando deram com uma enorme geladaria que estava a fazer uma promoção; tirava-se um balão que indicava lá dentro o preço do gelado (enorme) e que variava entre 10 cents e qualquer coisa como 1 dólar. Estavam a saborear os gelados sentados ao balcão e perto estava um casal de velhinhos que os observava sem eles repararem. Entretanto um dos Oceanos sujou o uniforme do outro com um pouco de gelado. A reacção não se fez esperar e a vítima largou um chorrilho de palavras em bom vernáculo português. A velhota começou a chorar e virou-se para os Oceanos dizendo quão feliz estava por ouvir alguém estranho a falar a sua língua pátria. Eram imigrantes há 20 anos e nunca tinham voltado a Portugal nem sequer tinham familiares. Falou, falou e os Oceanos envergonhados pelo seu palavreado aguentando. Por fim a senhora chamou a empregada e com um pano embebido em detergente lavou a nódoa no uniforme. Os Oceanos passado algum tempo de conversa foram embora com um misto de vergonha pelas asneiras e de regozijo por ao menos terem proporcionado ao casal de velhotes a felicidade de ouvirem falar realmente português sem sotaque.
sábado, 21 de setembro de 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Convite
Onda do
Curso OC
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17:30 –
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Polaco a bordo
Às vezes temos uns flashes que nos trazem à memória coisas incríveis. Nos idos de 1973, estava eu em S. Tomé, escalou a ilha em viagem inaugural um navio mercante nacional de cujo nome não me recordo. O navio fora construído na Polónia e trazia a bordo um técnico do estaleiro de origem para dar a assistência normal da garantia. O pobre homem, ao fim de tantos dias de mar, também gostava de ir a terra. Ora isto era um problema, porque polaco era equivalente a comunista e a DGS não deixava. O problema subiu até ao Governador, que terá ponderado que numa escala de 24 horas não havia perigo de contaminação dos indígenas e lá o deixou vir espairecer para terra.
Foi um fait divers que deu muito que falar lá na terra, onde nunca acontecia nada...
Onda do
J.N.Barbosa
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16:21 –
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Costa Concordia
Onda do
Luís Silva Nunes
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07:56 –
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
ESTÓRIAS OCEANICAS - 7
Quando a Sagres chegou a New York, ficou fundeada 3 dias ao largo e com bastante mau tempo. Em seguida fomos atracar a Brooklyn, local pouco apetecível devido à perigosidade dos seus habitantes. Finalmente fomos atracar ao cais em Manhattan, numa localização bem melhor. Logo na primeira manhã apareceu um camião da Coca Cola e de lá saiu um individuo que pediu para falar com o Imediato. O assunto era que a Coca-Cola queria oferecer ao navio um carregamento de "Cocas" mas teria que ser da responsabilidade do navio a faina de embarque da bebida. E lá iniciamos a faina, Cadetes e Praças com a faina; só que a certa altura alguém reparou que os americanos estavam a filmar a faina. O Imediato deu logo ordem para suspender a faina e chamou os americanos. Veio a saber-se que pretendiam fazer um filme de publicidade à nossa custa. Depois de muita discussão ficou assente que o filme serviria para fazer uma notícia a passar em algumas "TVs". Do mal o menos lá ganhamos nós uns bons litros da bebida par o rancho. Relembro que o médico da Sagres (Jervis Ponce) à nossa chegada a NY recomendou que bebêssemos muita Coca Cola para revigorizar o nosso organismo.
Onda do
speedy
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10:56 –
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