E NÓS PARADOS!!!! é à vela....
Os comandos militares das armadas de Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste querem deixar de ter marinhas de guerra "simbólicas", razão pela qual pretendem apostar no reforço da cooperação com Portugal e Brasil.O Brasil, representado no simpósio pelo comandante de operações navais, almirante Aurélio Ribeiro Silva Filho, já está em contato com Moçambique para estudar a possibilidade de cooperação militar.Muitos países de língua portuguesa sofrem com a falta de meios técnicos operacionais, de navios de vigilância e de fiscalização, de recursos humanos e de uma estratégia voltada para o mar, por onde passa, atualmente, 95% do comércio mundial.Nos casos de Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, as Marinhas de Guerra "podem ser vistas como simbólicas".O ponto foi realçado pelo chefe do Estado-Maior da Marinha de Guerra de Moçambique, almirante Patrício Concuta Yotamu, que diz que os cerca de 3 mil quilômetros de costa do seu país são fiscalizados por "poucas embarcações" de "pequeno porte" e "reduzida autonomia".SegundoYotamu, em tempos de paz, "o mar tem efeitos negativos" que não devem ser ignorados, situação agravada em Moçambique pelas cíclicas catástrofes naturais e por fenômenos ilícitos, como o tráfico de seres humanos, armas e drogas."A situação é complicada e, apesar de pertencermos a um conjunto de organizações ligadas ao Mar e às Marinhas de Guerra, apenas participamos das reuniões, pois não temos meios para participar em ações de treinamento", sublinhou, lembrando, porém, estar em curso a formação de um batalhão de artilharia costeira em Moçambique.Se a situação em Moçambique é gritante, em São Tomé e Príncipe, cujas águas territoriais são cerca de 162 vezes maiores do que o arquipélago, o problema ganha ainda maiores contornos, sobretudo por se encontrar em pleno Golfo da Guiné, "zona de grande atividade de pirataria marítima", segundo o tenente Hamilton Nascimento Sousa, comandante da guarda costeira são-tomense.A guarda costeira são-tomense é, na verdade, uma força paramilitar subordinada ao Exército, já que o país não possui uma Marinha de Guerra. A força é formada por apenas 87 efetivos - 10 oficiais, 16 sargentos e 51 praças.Uma lancha, três semi-rígidos e dois botes infláveis são todos os meios dos quais dispõe a "Marinha" de São Tomé e Príncipe, não se prevendo alterações no horizonte próximo, "a menos que haja vontade política nesse sentido", acrescentou Hamilton Sousa.Em Timor Leste, a situação é ainda "mais gravosa", assinalou o capitão-de-fragata Donaciano Gomes, comandante da componente naval das Falintil - Forças de Defesa do Timor Leste (F-FDTL). Tal como São Tomé e Príncipe, o Timor Leste conta com apenas 87 homens para patrulhar uma área de cerca de 75 mil quilômetros quadrados (área quatro vezes superior à do território).Com apenas seis anos de existência, a esquadra timorense se limita a duas lanchas de patrulha doadas por Portugal, que não conseguem evitar perdas anuais de US$ 30 milhões a US$ 40 milhões pela pesca ilegal.Portugal, que apresentou também nesta quinta-feira sua intervenção no encontro, destacou a importância da Marinha de Guerra do país em operações militares, de manutenção de paz ou de interesse público.Segundo o comandante Novo Palma, chefe da Divisão de Planejamento da Armada, Portugal tem a seu cargo uma área marítima 63 vezes superior ao espaço terrestre, dispondo da frota naval e aérea "possível".Além das missões militares, em colaboração com organizações internacionais como a Otan, a Armada portuguesa também faz operações de combate à poluição, ao narcotráfico e ao terrorismo, além de busca e salvamento.Atualmente, a Marinha de Guerra portuguesa conta com cerca de 13.200 homens e é responsável pela maior parte da cooperação militar com CPLP depois do Brasil.O Timor Leste se colocou à disposição para acolher o próximo encontro das marinhas dos países lusófonos, em 2010.outras notícias
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