Hoje tive a grata oportunidade de ter almoçado com dois camaradas de curso.
Claro que na 1ª página das conversas, as memórias desde o primeiro minuto em que nos conhecemos não poderiam faltar, com relevo para a viagem na Sagres e para outras lembranças já na vida profissional, focando até o Complemento de Pensão que foi retirado (e não mais reposto) pelo Governo Passos Coelho a alguns de nós (assunto ainda em resolução nos tribunais competentes).
Mas voltando ao almoço: um facto que unia este trio, entre outros, foi o de termos pertencido os três à equipa de vólei da EN do nosso tempo.
Daí, a recordação do episódio que se segue.
Jogávamos, no âmbito dos campeonatos universitários, já não sei com quem, no IST.
Às tantas, para defender um remate da equipa adversária, um de nós, como mandavam e continuam a mandar as boas práticas desportivas da modalidade, atirou-se para a frente e para o chão, fazendo a bola ressaltar com os antebraços unidos, não a deixando bater no chão.
Imediatamente o árbitro com um sonante apito mandou parar o jogo e marcou falta à EN, dizendo que a bola havia primeiro ter batido no chão. O autor da defesa, surpreendido com tal atitude, já que tinha defendido a bola e sabia que assim não tinha acontecido, não ficou satisfeito e talvez num acto certamente instintivo e repentino, elevou um dedo indicador à têmpora ao mesmo tempo que o fazia rodar para um lado e para o outro. E sempre olhando para o árbitro!
Ora este não achou nenhuma piada à brincadeira e deu-lha ordem imediata de expulsão, a que o nosso camarada disciplinadamente aceitou, saindo da zona de jogo mas não sem repetir o acto e agora... intencionalmente continuando a olhar para o árbitro!