quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Fundo de Pensões

Fala-se agora em passar o Fundo de Pensões dos militares para a Caixa Nacional de Aposentações. É estranho, porque o fundo foi criado precisamente para proteger os militares da CNA. Assim, será entregar o ouro ao bandido.
Por falar em bandido, dizem que a Galp já leva 48% de aumento dos lucros este ano. E o petróleo a descer...

3 comentários:

O Nunes da Cruz disse...

Transcrevo, com um ligeiro acrescento, o comentário que deixei sobre o mesmo assunto n'"A Voz da Abita":

Esta notícia, cuja autoria não é indicada, suscita desde já algumas questões, entre as quais:
1 - Antes de mais, se a notícia tem ou não fundamento;
2 - Em caso afirmativo:
a) Se os actuais subscritores do Fundo e os que para ele descontaram até à situação de Reforma, mantêm as perspectivas que contratualmente lhes foram proporcionadas, continuando para tal a descontarem a quota fixada;
b) Se não forem asseguradas essas perspectivas, quais as consequências materiais da denúncia unilateral deste contrato em relação aos seus subscritores (convém notar que a esses subscritores, quando de idade superior a 50 anos, foi retirada a possibilidade de saírem do Fundo, quando para ele tinham entrado voluntariamente);
c) O que se irá passar quanto àqueles que já estão a beneficiar dum complemento mensal suportado pelo Fundo.
d) Qual a posição dos actuais chefes militares quanto ao assunto.

Como é sabido, este Fundo tem as características de um fundo de capitalização e não de repartição e desde a sua constituição nunca chegaram a ser canalizadas para ele na totalidade as tranches financeiras previstas (e se não estou em erro fixadas em alguns anos em Portarias ministeriais).

O Orlando Temes de Oliveira disse...

Afinal aminmha cruzada (já longa)contra a Galp tem alguma razão! Como é possível admitir que uma empresa, lá por é privada, que trata dum bem comum possa ter os lucros que bem entender (ainda por cima está em situação de monopólio!! Claro que falo da refinaria. E depois o Dr Ferreira de Oliveira (Presidebñte da dita) vem dizer que fica muito aborrecido quando lhe chamam nomes menos abonatórios da sua conduta (entrevista ao Expresso no verão de 2008). Realmente assim isto não tem cura...

O Ramiro Soares Rodrigues disse...

São as consequências lógicas e inevitáveis das teses da neutralidade da política económica. As que, quase sem solução de continuidade,defendem a sua morte porque,como afirmam, é desnecessária, negativa e sem qualquer sentido. O velho mito da dicotomia estado/economia e estado/sociedade. Em que a economia é mister exclusivo da iniciativa privada (da sociedade civil - da sociedade económica). Ao estado caberá única e exclusivamente a garantia da liberdade individual ( a liberdade económica, a de adquirir e de possuir sem quaisquer entraves) o que, no limite, proporcionará a igualdade de oportunidades a todos os cidadãos. É o resultado consequente do projecto de sociedade que tem por essencial o impedimento do controle pelo estado da actividade económica, seja sob que forma fôr, para inviabilizar a concentração e detenção de mais poder no seu âmbito de acção. É, o desejo da prevalência da disseminação da propriedade privada e da riqueza pelas pessoas, possibilitando-lhes assim serem mais livres e potenciando a sua aptidão para fazerem frente ao poder político do estado. Resultado decorrente das ideias e práticas que, ao declararem o princípio da responsabilidade social colectiva, uma premissa subversiva da ordem estabelecida, defendem que o estado tem de ser neutro. É a resultante da premissa do estado mínimo, mas que tem de ser suficientemente forte para realizar a privatização de todos os serviços públicos, a desregulação das relações laborais, a limitação do poder sindical, o óbito do estado social. Lógica que, determinando a paralisia da política e o desaparecimento da política económica, se posiciona como um perigo para o regime democrático. Sem estado responsável, a quem responsabilizam os cidadão eleitores? A responsabilização, por parte dos cidadãos eleitores, de quem governa só é possível se o estado tiver meios e vontade política para governar com valores, ética, transparência e responsabilidade!