segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

... a penúltima crónica.


Anda por aí um Oceano encartado, que costumava “ondear” no nosso blogue, que lê os jornais com um certo atraso. Eu também sou assim. Leio as “gordas” rapidamente mas deixo para depois, às vezes muito depois, as leituras mais especializadas. Vem isto a propósito da penúltima crónica (4 de Dez passado) de Luís Fernando Veríssimo (LFV)* que aparece nos confins do “Actual”, um suplemento do “Expresso” . Leio sempre com prazer os escritos deste escritor/jornalista brasileiro que, na minha opinião, são geralmente muito interessantes e recheados de fino humor. É claro que também tem dias maus como acontece a qualquer mortal. Pois na sua penúltima crónica LFV alude a dois factos que me levaram a fazer esta “onda”. O primeiro refere-se ao pagamento da última prestação da indemnização devida pela Alemanha aos países aliados vencedores da 1ª (!) Guerra Mundial. No Tratado de Versalhes ficara estipulada a quantia de 33 milhões de dólares que foi paga até 1983 … faltavam os juros que foram finalmente liquidados no mês passado. 33 milhões que hoje não davam para comprar o pé esquerdo do Messi. Levou algum tempo, mais de 90 anos, mas foi tudo pago (presumo que de 1939 a 1945 não foram feitos quaisquer pagamentos). Aqui há uns anos também me garantiram que a comissão liquidatária da Sociedade das Nações ainda não tinha terminado os seus trabalhos … enfim a História tem a sua velocidade própria e não há nada a fazer. E isto traz-me ao segundo facto da crónica de LFV. Diz ele que se lembrou da frase atribuída a Mao Tsé Tung (ou será Mao Zedong?) “quando lhe perguntaram quais tinham sido as consequências da Revolução Francesa: “Ainda é cedo para dizer”, respondeu Mao”.

*LFV é filho do grande escritor brasileiro Erico Veríssimo, o autor de "Olhai os lírios do campo".

1 comentário:

O Nunes da Cruz disse...

Já não me lembro quem me disse ou onde li, que a contribuição alemã ao abrigo da indemnização da 1ª GM para construção do AA, foi interrompida unilateralmente em 1933. Adivinham por quem?
Saberá alguém se foi registado o crédito em saldo e se foi depois retomado o seu pagamento?
LSN, queres perguntar ao jornalista?