sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

PINGA AGUA ARDENTE CURIOSIDADES

(As cachaças de hoje)

História contada no "Museu do Homem do Nordeste", Recife.

Antigamente no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-do-açucar em um tacho e levavam ao fogo.
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora?
A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.
Resultado: o "azedo" do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.
Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome de "PINGA".
Quando a pinga batia nas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de "ÁGUA-ARDENTE".
Caíndo em seus rostos escorrendo até à boca, os escravos perceberam que, com tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.
E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo!

Nota: Escrito conforme o original brasileiro.

Nota do Curso OC: Sobre esta "estória", aqui trazida pelo OCeano Speedy, parece haver alguma controvérsia sendo considerada, por alguns, como um "mito urbano". Nada melhor do que dirigir os nossos leitores para este "sítio", onde o assunto é escalpelizado, para que possam formar a vossa opinião. 
Moral da "estória": é preciso ser cauteloso com o que se lê na Internet!

1 comentário:

O Fernão disse...

A propósito de pinga

Duas viúvas conversam
-O meu marido morreu por causa da gota.
Diz a outra
-O meu também se foi com uma doença parecida, a PINGA!