terça-feira, 17 de abril de 2018

TERMOS MARÍTIMOS


DENTONEIRA era uma embarcação de pesca do alto, algarvia. Tripulado por uma dezena de homens que pescavam com “palangre”. O palangre é uma linha de pesca muito comprida, pode ter 1km, com anzóis. Fica no fundo presa por duas poitas, os anzóis são presos à linha entre as poitas. Uma das poitas, a ltima a ser arreada ao mar tem uma linha que termina numa boia.

5 comentários:

O Jorge Goncalves disse...

Então, agora, percebes de pesca?

O speedy disse...

Olha que desta pesca que se faz no mar, tanto o meu Avô como os meus tios-avôs maternos andaram nas campanhas do bacalhau. Um destes meus tios ficou grande amigo do Allan Villiers.
Quanto a outras “pescas” abstenho-me de comentar.

O Jorge Goncalves disse...

Quanto à tua ascendência já sabia, mas desconhecia que te tinham legado os conhecimentos técnicos.
Já agora uma dúvida? Esta arte do palangre é a que é internacionalmente denominada por "long-line"?
Abraço

O speedy disse...

A “Long-line” é um tipo de palangre, o maior. Há palangre não tão grandes que não são considerados palangre.
Nos últimos tempos da pesca à linha, o bacalhoeiro “Lutador” da praça de Lisboa, foi modificado para passar a pescarmos “long-line”; para tal substituíram os Dóris por embarcações a motor com dois tripulantes-pescadores. A experiência durou dois anos, porque não deu resultado. Diariamente havia um prémio para quem pescasse mais e quem pescasse o maior bacalhau. Com os Dóris, como só tinham um tripulante, não havia problemas, agora as embarcações com dois deram muitos problemas porque qualquer um deles dizia que tinha pescado mais que o outro e que o maior bacalhau era pescado por ele. A seguir à discusstpassou-se à fase de agressão.
E assim acabou a pesca com estas embarcações sendo o Lutador mais uma vez modificado mas agora para usar redes de emalhar.

O Nunes da Cruz disse...

Era assim que os pescadores de polvo das Cabanas e de Santa Luzia, na extensa baía de Monte Gordo, os apanhavam, só que na ponta de cada estralho em vez de anzol estava amarrado um alcatruz de barro, onde o animal se escondia.
O cabo, extenso, era todos os dias içado para a embarcação, com esta em andamento e depois, em sentido inverso, recolocado no mesmo sítio. Alguns mestres nem colocavam a bóia num dos extremos, orientando-se por sinais em terra, para evitar que outros, de má fé, fossem ao local mais cedo e lhe roubassem o pescado.
Ainda tive oportunidade de assistir a esta faina e era interessante ver a destreza e rapidez com que um dos pescadores fazia "saltar" o polvo do alcatruz e o matava imediatamente para o impedir de se agarrar a qualquer coisa com um tentáculo que fosse, donde era muito difícil arrancá-lo.