domingo, 25 de outubro de 2009

Apúlia

Recebido do OCeano Fernando de Sousa Maciel o seguinte:

"Com muita mágoa li a notícia sobre a " Estação Radionaval Almirante Ramos Pereira", na Apúlia, inserida no Jornal de Notícias, que agora recebi por correio electrónico.
Fui Director daquela estação de 1978 a 1982. Sei bem do orgulho de todos os oficiais, sargentos e praças que ali prestaram serviço até ao fecho da estação em 1991. Adivinho a tristeza e a revolta que todos sentirão pelo estado de degradação a que as Autoridades Portuguesas deixaram chegar aquele património. Imagino a revolta e a repugnância das populações da Apúlia, em particular das de Criaz, pela deserção e irresponsabilidade evidenciadas pelas entidades competentes. Algumas vezes foi necessária a intervenção do Director da Estação para negar ou embargar construções na Área de Servidão, frustrando a realização de sonhos e investimentos, muitos deles de emigrantes.
Como poderão essas pessoas compreender tanto desleixo, tanto abandono, tanto desprezo por um património que, afinal, em tempos idos, muitas vezes lhes causou prejuízos?
Junto a minha voz de protesto à dos autores da notícia.

Lisboa, 25 de Outubro de 2009

Fernando de Sousa Maciel
"

Nota: A notícia a que se refere o Fernando Maciel pode ser lida aqui. Embora nunca tenha estado na Apúlia não posso deixar de compreender o estado de espírito deste nosso camarada e amigo e concordar com ele em toda a linha. É simplesmente deplorável o estado de degradação a que deixaram chegar as instalações da Estação Radionaval Almirante Ramos Pereira.

2 comentários:

O LSN disse...

Recebido do OCeano Joaquim Leal Martins o seguinte comentário/desabafo:
"Olá amigo,
Claro que também junto a minha voz.
(Também é claro que continuo o mesmo "chato": só vozes não chegam,
é preciso fazer algo. Que poderemos fazer?)
Um abraço
Leal Martins"

O LSN disse...

Recebido do OCeano Ramiro Soares Rodrigues o seguinte comentário:
"Bom dia Camaradas e Amigos,
Infelizmente, neste País o que não falta são situações degradantes como a objecto da notícia.
Este caso, a mim toca-me especialmente, na medida em que sou da "Briosa" e ela também não fica bem na fotografia.
A propósito. No passado sábado, dia 25 de Outubro de 2009, passei na EN10 junto das instalações do ex-GN1EA, cujos portões estavam trancados, e verifiquei que já havia vidros partidos na área dos pavilhões gimnodesportivos e muitas janelas de alguns edifícios abertas. Julgo, que no final do mês de Agosto p.p. a "Briosa" deixou definitivamente a utilização daquelas instalações. Estaremos dentro em pouco, a constatar a existência de instalações com história e mais valias para as populações locais barbaramente tratadas?
Com estes (des)governantes tudo o que cheira a negócio de muitos milhões é para avançar, mesmo que o país fique de pantanas e a "ganir" por muitos e bons anos. A recuperação e manutenção do edificado com história e mais valias para os cidadãos não interessa. Não liberta "lecas" para os cofres dos decisores e respectivas organizações.
Estranho que a Marinha não tome posição e esclareça o que se passa com casos que dão uma péssima imagem junto da opinião pública e põem em causa o seu Bom Nome.
Para que servem as chefias? Só para exigir o cumprimento dos regulamentos, responsabilizar e punir os seus subordinados? Postura e comportamento pouco alinhados com os princípios enformadores da moral, da ética e da doutrina disciplinar da Instituição Militar.
Porque não se tentar fazer o levantamento de todas estas situações e levá-las ao conhecimento do CEMA. Ou, será que já as conhece e não toma posição pública?
A propósito deste caso da Apúlia, aproveitando o facto de ter sido notícia na comunicação social, porque não uma crónica para a Revista da Armada? E com fotografias. Será que a publicam?....

Um Abraço,

Soares Rodrigues"