sexta-feira, 18 de setembro de 2026

OCEANOS

Há 83 anos nasceu o OCeano Pereira Vale, o LINDINHO. Desde o concurso à E. Naval que o seu percurso teve factos inéditos. Durante o concurso, e estando a cumprir o serviço militar como Cadete RM, foi dado como refratário pelo Exército. Durante uma sessão de estudo, havia alguém que queria entrar na sala de estudo e o PV não deixava abrir a porta e dizia “o Sr Cadete tem força para car….” Quando ele deixou que abrisse a porta, entra o Oficial de Dia “Gaguinhas” furioso e que o premiou “ir para o livro “.

Já em 1972, quando ia para a Guiné com outro OCeano para assumirem o comando de LFG, o avião da FAP avariou e aterrou de emergência na ilha do Sal. Sem perspectiva de transporte para Bissau, veem um avião de carga da FAP e pedem boleia para Bissau, o Piloto acedeu e deu-lhes boleia. E assim aterram em Bissau sem a Marinha saber, depois pediram boleia ao condutor de uma carrinha da Marinha que os levou ao Comando. Depois teve uma actividade variada na Marinha, sempre com eficiência e com o reconhecimento devido. Agora a saúde não é famosa mas vai aguentando a borrasca com mar na amura.

Passa um feliz dia com os teus e que repitas mais vezes com a saúde possível e a tua boa disposição.

Um Abraço.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A mulher do comandante

 Encontrei um velho livro de contos navais da autoria do Cte, E. Emílio da Silva um conto com o título em epígrafe, que aqui resumo.

Depois de passarem os meses de verão em Sintra, os reis costumavam instalar-se em Cascais, no outono, a gozar as delícias da estação. Durante a permanência de D. Luís em Cascais era costume conservar-se fundeada na baía um navio de guerra às ordens de sua majestade, que servia para passeios e deslocações mais rápidas para Lisboa.

Certo ano coube a vez a uma canhoneira comandada por um oficial que tinha um fraco pelo belo sexo. Não resistiu às tentações de Cúpido e transportou às escondidas uma dama das suas íntimas relações para adoçar a monotonia da comissão, já que o rei pouco ou nenhum uso dava ao navio.

Um dia porém e com aviso de poucos minutos, D. Luís com a Rainha decidem visitar a canhoneira. Quando os reis já embarcavam na Cidadela ocorreu ao comandante que a situação da senhora a bordo era irregular. Escondê-la não era opção. Com a audácia que lhe era própria disse-lhe que vestisse o melhor vestido e com ela aguardou a chegada de suas Majestades.

O navio levanta ferro para o passeio e a mulher do comandante,  ilustrada e falando mais do que uma língua, agrada ao rei e entretém a raínha com o seu espírito, ainda qeu esta lhe achasse excesso de desenvoltura.

Fundeia novamente o navio: o comandante e a companheira riem da partida. Só que chegou aos ouvidos de D. Luís de que a mulher do comandante não era a sua mulher legal, que estava em casa a cuidar dos filhos.

A canhoneira, substituída por outra, deixou a baía sem que o rei recebesse o comandante para  cumprimentos de despedida. Foi exonerado do cargo e aconselhado a pedir a reforma.


OCEANOS


 Hoje temos “rancho melhorado”. Dois OCeanos celebram os seus 82 anos. Um o Silva Serrano que veio das campinas para a E. Naval. Excelente camarada. Uma carreira naval completa e variada. Agora goza os seus tempos de velho marinheiro com toda a justiça. O outro, o Temes de Oliveira, também conhecido como “OTO”. Discreto foi subindo na hierarquia do curso, com toda a justiça, sendo agora o líder da classe de Marinha. Camarada excelente, procurou sempre a máxima eficiência no desempenho das suas funções, quer em terra, quer embarcado onde foi o primeiro Comandante da nova Vasco da Gama. Agora embora na reserva, não  deixa de estar activo em várias atividades relacionadas com o mar.

A ambos os desejos que passem um feliz dia junto com os seus e que repitem muitas mais vezes com saúde e boa disposição. 

Um Abraço.