sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Está declarada a guerra

Ofensa de Advogados no exercício da profissão
21-02-2008

O Conselho Geral, reunido a 18 de Janeiro de 2008, deliberou "prestar todo o apoio necessário em termos de patrocínio" em defesa dos Colegas que no exercício da profissão sejam ofendidos nos seus direitos e garantias.

A deliberação aprovada por unanimidade estabelece que "A Ordem dos Advogados, através do seu Bastonário e Conselho Geral, manifesta o mais firme e intransigente apoio a todos os Colegas que, no exercício das suas funções ou por causa delas, sejam objecto de ofensa aos seus direitos, bem como a quaisquer ofensas dirigidas contra o prestígio e dignidade da advocacia e o Estado de Direito, desde já deliberando prestar todo o apoio necessário em termos de patrocínio, bem como o pagamento das taxas de justiça e despesas inerentes à lide."

Em causa estão, nomeadamente, actos de prepotência e de arbitrariedade sobre Advogados sobretudo condenações de Colegas em taxas de justiça por actos praticados no âmbito do patrocínio forense em nome e no interesse exclusivo dos respectivos clientes.

A Ordem dos Advogados tudo fará para que prevaleça nos tribunais portugueses uma cultura de respeito pela lei e pelas prerrogativas funcionais de todos os participantes na administração da Justiça.

3 comentários:

O J.N.Barbosa disse...

Caro L.G., isto hoje deu-te forte! Espero que continues com embalagem.

O MPM disse...

mas ainda bem...só não percebi se concordas ou não com o acto corporativo.

Eu , embora não morra de amores pela corporação em causa , concordo em absoluto , e só tenho pena que os militares não façam o mesmo , até porque a solidariedade e camaradagem foram sempre o nosso apanágio.

O Marinho Pinto , que foi meu colaborador na ANOP , como jornalista da delegação de Coimbra (chefiada pelo saudoso e recentemente falecido Fausto Correia-deputado europeu pelo PS), é um herói

O J Lourenço Gonçalves disse...

Se acto corporativo é desenvolver todas as diligências para que os advogados não sejam condenados, por dá cá aquela palha, quando requerem determinadas diligências em defesa das posições dos seus clientes, numa tentativa de os amordaçar e intimidar, então concordo!