segunda-feira, 28 de abril de 2008

Defesa Europeia (2)

Em artigo de opinião no último Expresso , Nuno Severiano Teixeira analisando as novas disposições introduzidas pelo Tratado de Lisboa no campo da política de segurança e defesa, defende que as cooperações estruturadas permanentes constituem uma grande oportunidade e um grande desafio, que podem impulsionar o desenvolvimento das capacidades de defesa dos estados membros. Para corresponder a todos os critérios de adesão, Portugal, para além de continuar presente em missões internacionais, precisa de fazer um esforço acrescido em despesa militar, indústrias de defesa (!) e uma cultura estratégica de partilha de meios (!!). Terminado o periodo de consolidação orçamental, será necessário aproximar o orçamento de defesa à média dos nossos parceiros e aliados e investir nos sectores mais dinâmicos da indústria de defesa ... de modo a estar na pimeira linha, que é um designio nacional.

Acontece que este articulista é Ministro da Defesa Nacional e, portanto, o que aqui diz não deve ser diferente do que pensa na sua função oficial, coincidindo com declarações recentes do M.N.E. sobre o mesmo assunto. Teve, porém, o cuidado de introduzir a ressalva da consolidação orçamental, o que pode significar "não me comprometam". Assim, temos dois ministros a opinar no sentido de uma viragem completa da política de defesa deste país ( se é que isso existe), mas que, sabemos todos, não são os donos da massa nem influenciam as decisões. Seria interessante saber o que pensam sobre isto o primeiro-ministro e o das finanças. Isto, se não saltaram por cima deste capítulo na leitura do tratado.

1 comentário:

O Orlando Temes de Oliveira disse...

O Sr. Severiano Teixeira fez parte do meu Curso de Defsa Nacional (1987-1988), sendo que era o benjamim do curso.
Portanto, n�o me espanta nada a sua habilidade.
Realmente a vida n�o � nada f�cil