quarta-feira, 30 de abril de 2008

Lanchas no Leste de Angola (III)

Mais "correio" do Leste de Angola (ver esta "onda"):

"Caros Camaradas do Curso Oliveira e Carmo,

Como visita regular do vosso Blog tenho lido o que se tem escrito sobre as Lanchas de Desembarque que foram para o Leste de Angola.
Posso dar mais alguns elementos, como antigo Cte da LDG “Aríete” (FEV 67/FEV 69):

- A LDP 105 foi embarcada, 17 de Julho de 1968 na “Aríete” que, para o efeito, atracou ao cais comercial de Luanda, tendo nessa altura também embarcado a plataforma WHITE, onde seria transportada por terra, e o respectivo tractor, material da Região Militar de Angola (RMA). À tarde, nas INIC, embarcou-se um UNIMOG e um Auto-tanque e, ainda, o Agrupamento de Apoio e Transporte (AAT) constituído por pessoal de Marinha, do Exército e das Oficinas Navais, sob o comando do, então, 1.º Tenente EMQ Nunes dos Santos. Este material foi desembarcado em Moçâmedes, a 20 de Julho, com o auxílio de um vagão grua, sendo necessário o navio mudar de bordo, durante o desembarque, por a grua não ter lança suficiente para descarregar todo o material com o navio atracado do mesmo bordo. O AAT também desembarcou e acompanhou o transporte da LDP, por combóio e por terra, até ao Leste Angola. Aliás na Foto Chicove 2 parece-me ser o Eng.º Nunes dos Santos, de camuflado, o 3.º a contar da direita. A 12 de Agosto a “Aríete” passou por Moçâmedes para trazer de regresso a Luanda o Eng.º e pessoal do AAT. E a 18 de Outubro voltou a Moçâmedes para embarcar e trazer para Luanda a plataforma e o tractor da RMA.

- Sobre uma segunda Lancha, não encontrei, ainda, elementos e estou a valer-me apenas da minha memória. Fui ao Lobito, penso que na segunda metade de Setembro de 68, embarcar uma lancha, construída na Sorefame, que embarcou dividida em duas partes, do que resultou alguma dificuldade na sua estiva. Foi desembarcada em Moçâmedes para vagões do combóio para seguir para o Leste.

Como nota à margem, em Moçâmedes não havia pessoal nem material suficiente para pear, com segurança, “carga” deste tipo aos vagões, era com material do navio (cabos, mordentes, manilhas, calços de LA) e a arte e o engenho do pessoal de bordo que o assunto se resolvia.

Com saudações amigas

Francisco DC "

2 comentários:

O LSN disse...

Nunca estive no Leste de Angola mas em conversas informais com camaradas julguei perceber que havia lanchas no rio Cuando e no rio Zambeze (Chilombo). Alguém pode esclarecer?

O MPM disse...

Já expliquei que uma passou por mim , no Lungué Bungo , com destino creio que ao Cuando , nas terras do fim do mundo.Aguardo pormenores do Gen. Rocha Vieira.

Também estive na Lumbala e Chilombo e de momento não me recordo bem se já lá havia a lancha , mas depois houve