terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Mais um ano passou e entre vós nos diferentes eventos ou almoços de curso pareceu-me sempre que a felicidade dos anos passados voltava com juventude, alegria e camaradagem! Agradecido meus amigos.
Para vós, amigos e camaradas, e para vossas famílias, um Santo Natal e umas boas entradas no 2010 que espero de muita saúde e alguns €s.
Abraços sinceros
Jaime Montalvão
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Espanto e embaraço

Em entrevista à Antena 1, o general CEMGFA lança dúvidas sobre a utilidade dos submarinos, diz o Diário de Notícias. Questionado pela Antena 1 como vai ser rentabilizado o primeiro submarino a chegar para o ano, deu esta resposta: Quando os submarinos chegarem certamente que será procurada para eles a melhor aplicação e a melhor rentabilização... A entrevistadora surpreendida: Ainda não há missão conhecida para esse primeiro submarino? Resposta: Conhecem-se em tese as capacidades dos submarinos ... e é nesse contexto que procuraremos a melhor aplicação do novo recurso.
Fiquei sem pinga de sangue! O comandante-chefe, comandante operacional das F.A. que em tudo manda não sabe para que servem os submarinos. Obviamente que não percebeu o que os submarinos por cá andam a fazer há noventa anos e portanto, agora que é ele que os quer utilizar, não sabe como. E não tem a humildade de perguntar.
O problema é este: Um comandante operacional de nível estratégico tem que ter um passado operacional e um conhecimento razoável do funcionamento das forças de todos os ramos, e não se deve substituir aos comandos operacionais de cada ramo. Não é o caso, pelos vistos, com a agravante de julgar que se incluem submarinos no sistema de forças sem saber para que servem. Não podia ser mais insultuoso para os anteriores CEMGFAs e CEMAs.
Onda do
J.N.Barbosa
@
18:51 –
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Postal de Goa (VII)
MANDOS & DULPODS

Goa é uma terra de música e de músicos, onde se fundem harmonicamente as tradições musicais da Índia e do ocidente. Assim sucede com o mando [mandó], por vezes considerado como a canção de Goa.
O mando é uma forma musical que nasceu e se desenvolveu em Goa durante o século XIX, incorporando elementos musicais indianos e ocidentais e que é cantado em Konkani, a língua nacional de Goa, embora inclua muitas palavras de origem portuguesa.
É muito popular entre a comunidade católica de todo o território de Goa, sobretudo no sul de Goa e especialmente em Loutolim, Curtorim e Raia, sendo cantado por pequenos grupos em ocasiões festivas e, especialmente, nas festas de casamento.
Os mandos são, sobretudo, canções de amor, de afecto e de saudade, embora também incluam o lamento, a crítica social, o anúncio de novidades e a descrição de acontecimentos.
Associado à música, o mando desenvolveu-se também como uma dança de salão de elevado requinte estético. Os homens e as mulheres dispõem-se em filas separadas. Os homens vestem calças de fantasia e casaca, segurando uma cartola na mão e um lenço branco no outro, ou apenas fato escuro, o que mostra a influência portuguesa;
as mulheres vestem o bazu torop ou pano baju, uma elegante saia comprida bordada a ouro, uma blusa de mangas compridas e usam um lenço dobrado sobre os ombros, como se fosse um xaile. Fazem-se sempre acompanhar por um leque, com que cobrem uma parte da face e, com os olhos, exibem uma sofisticada mímica de sedução.
Se o mando é uma expressão romântica da cultura goesa, o dulpod é um hino de alegria que o completa, com um andamento muito rápido, que evoca o riso e o humor despreocupado e que tem a função de amenizar a tristeza do mando.
O mando e o dulpod são complementares e não são cantados em separado. São acompanhados pelo gumot, que é um instrumento de percussão tradicional de Goa, enquanto o violino, a viola e o violão foram incorporados mais tarde, por influência portuguesa.
Porém, apesar de haver muitos estudos sobre a música tradicional goesa e sobre o mando, que procuram compreender a sua origem e as suas formas, não há unanimidade sobre esta matéria, embora todos reconheçam uma forte influência ocidental e, sobretudo, portuguesa.
Em 1965 o Clube Nacional organizou o primeiro Festival do Mando em Pangim, mas a partir de 1974 o festival passou a ser organizado pelo Goa Cultural and Social Centre, em colaboração com a Kala Academy que, neste ano de 2009, realizaram o 43rd Mando Festival com a participação de 42 grupos.
O interesse das novas gerações pela moderna música ocidental tem sido uma ameaça para a sobrevivência do mando, enquanto expressão popular da música tradicional goesa, mas o Festival tem respondido com sucesso a essa ameaça e tem contribuído para o renascimento do interesse pelo mando.
Para os não especialistas e para aqueles que não sabem Konkani, o mando é um espectáculo de grande riqueza estética e, em Portugal, pode ser apreciado através de algumas ocasionais apresentações públicas do Ekvat, um grupo de música e danças tradicionais de Goa, constituído em Lisboa em 1989, no âmbito das actividades culturais da Casa de Goa (http://www.ekvat.org/).
O mando é uma forma musical que nasceu e se desenvolveu em Goa durante o século XIX, incorporando elementos musicais indianos e ocidentais e que é cantado em Konkani, a língua nacional de Goa, embora inclua muitas palavras de origem portuguesa.
É muito popular entre a comunidade católica de todo o território de Goa, sobretudo no sul de Goa e especialmente em Loutolim, Curtorim e Raia, sendo cantado por pequenos grupos em ocasiões festivas e, especialmente, nas festas de casamento.
Os mandos são, sobretudo, canções de amor, de afecto e de saudade, embora também incluam o lamento, a crítica social, o anúncio de novidades e a descrição de acontecimentos.
Associado à música, o mando desenvolveu-se também como uma dança de salão de elevado requinte estético. Os homens e as mulheres dispõem-se em filas separadas. Os homens vestem calças de fantasia e casaca, segurando uma cartola na mão e um lenço branco no outro, ou apenas fato escuro, o que mostra a influência portuguesa;

as mulheres vestem o bazu torop ou pano baju, uma elegante saia comprida bordada a ouro, uma blusa de mangas compridas e usam um lenço dobrado sobre os ombros, como se fosse um xaile. Fazem-se sempre acompanhar por um leque, com que cobrem uma parte da face e, com os olhos, exibem uma sofisticada mímica de sedução.
Se o mando é uma expressão romântica da cultura goesa, o dulpod é um hino de alegria que o completa, com um andamento muito rápido, que evoca o riso e o humor despreocupado e que tem a função de amenizar a tristeza do mando.
O mando e o dulpod são complementares e não são cantados em separado. São acompanhados pelo gumot, que é um instrumento de percussão tradicional de Goa, enquanto o violino, a viola e o violão foram incorporados mais tarde, por influência portuguesa.
Porém, apesar de haver muitos estudos sobre a música tradicional goesa e sobre o mando, que procuram compreender a sua origem e as suas formas, não há unanimidade sobre esta matéria, embora todos reconheçam uma forte influência ocidental e, sobretudo, portuguesa.
Em 1965 o Clube Nacional organizou o primeiro Festival do Mando em Pangim, mas a partir de 1974 o festival passou a ser organizado pelo Goa Cultural and Social Centre, em colaboração com a Kala Academy que, neste ano de 2009, realizaram o 43rd Mando Festival com a participação de 42 grupos.
O interesse das novas gerações pela moderna música ocidental tem sido uma ameaça para a sobrevivência do mando, enquanto expressão popular da música tradicional goesa, mas o Festival tem respondido com sucesso a essa ameaça e tem contribuído para o renascimento do interesse pelo mando.
Para os não especialistas e para aqueles que não sabem Konkani, o mando é um espectáculo de grande riqueza estética e, em Portugal, pode ser apreciado através de algumas ocasionais apresentações públicas do Ekvat, um grupo de música e danças tradicionais de Goa, constituído em Lisboa em 1989, no âmbito das actividades culturais da Casa de Goa (http://www.ekvat.org/).
Video clips por cortesia de Joel D'Souza (Goa)
Onda do
A.R.Costa
@
16:03 –
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sábado, 12 de dezembro de 2009
Hôtel de la Marine
Em França como em Portugal, o estado quer livrar-se de património, neste caso o edífício do Estado-Maior da Marinha situado na Praça da Concórdia desde a Revolução. O edifício, obra de Gabriel, é um dos mais belos da capital e parece que o destino dele será um aluguer de longa duração a um grupo com capitais do Qatar, o que está a causar polémica nos meios ligados à cultura. Um grupo de amigos da Marinha já lançou uma petição para garantir o futuro do edifício histórico.
O mau ambiente não é só cá, pelos vistos.
Onda do
J.N.Barbosa
@
18:01 –
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
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