domingo, 21 de fevereiro de 2010

DFE 12

Recebido, por correio electrónico, o seguinte comentário (referente à "onda" do J.N. Barbosa de 16/02/10):

"Não sendo OC desculpar - me - ão a intromissão neste tema mas, como estava na Guiné por essa altura, o sucedido também me diz respeito. A leitura do artigo em causa, de que tomei conhecimento pelo vosso Blog, não estivesse eu estado lá, far - me - ia supor que somente um DFE entrara em combate na Guiné. O caracter laudatório não me espanta já que ouvi, a um membro daquele Destacamento, que tendo sido projectado no ar, pelo rebentamento de uma granada de RPG, após uma pirueta, e ainda no ar, conseguiu abater 3 inimigos a tiro.
Penso não ser novidade para ninguém afirmar que o então Comandante Chefe tinha uma particular aversão à Marinha, aversão essa de que julgo conhecer alguns dos motivos. Também penso que não constituirá novidade que o então Comandante da Defesa Marítima da Guiné, por motivos que quem lá estava certamente conhecerá, poucos dias antes de acabar a comissão passou a ter um ódio de estimação ao Comandante Chefe .
O comando operacional das unidades de fuzileiros por oficiais do Exército nalguns poucos casos foi uma solução adequada, não o foi, de forma alguma, em muitos outros . O que também não se pode esquecer é que, para o dispositivo então assumido, a Marinha não dispunha, na Guiné, de oficiais superiores com experiência e formação para o exercício de tais comandos.

Um abraço amigo do E. Gomes

P.S. Nem calculam a inveja que tenho de só poder celebrar no Bairro Alto , local provável da morte do patrono do meu curso, no 50 º aniversário de entrada para a Escola Naval."

Nota: o artigo referido neste texto e na "onda" do JNB pode ser lido "clicando" aqui.

Conferências na Fundação Calouste Gulbenkiam

Como habitualmente, transcrevo o aviso de mais uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian.
Tenham uma boa semana de trabalho!
Um abraço.
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"Última Conferência do ciclo “NAS FRONTEIRAS DO UNIVERSO”. Não falte!
24 Fevereiro 2010 18h00 NAS FRONTEIRAS DA GRAVITAÇÃO VITOR CARDOSO
A Relatividade Geral de Einstein é tida como um dos maiores feitos do pensamento humano. Nesta sessão vamos falar um pouco sobre o que esta teoria é, e o que nos diz acerca do mundo que nos rodeia. Vamos também debruçar-nos sobre algumas das previsões mais fantásticas, como buracos negros e ondas gravitacionais, passando pelas lentes gravitacionais.
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Vitor Cardoso é investigador no Instituto Superior Técnico (IST), onde trabalha no CENTRA - Centro Multidisciplinar de Astrofísica. É também professor-adjunto na Universidade do Mississippi. Foi investigador de pós-doutoramento nas Universidades de Coimbra, Washington em St. Louis, e Mississippi.
Recebeu em 2002 e em 2005 o Prémio de Estímulo à Investigação da Fundação Calouste Gulbenkian pelo seu trabalho sobre buracos negros e em 2008 o Prémio Jovem Investigador UTL/ Caixa Geral de Depósitos, na área de Física.
Em 2008-2009 foi cientista Fulbright no Mississippi e é actualmente membro da colaboração científica do LIGO. A sua pesquisa incide principalmente sobre buracos negros, fontes de ondas gravitacionais e a sua detecção, e também sobre efeitos gravitacionais em colisões relativistas.
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Fundação Calouste Gulbenkian Auditório 2
Transmissão directa nos espaços adjacentes
Videodifusão http://live.fccn.pt/fcg/

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

OLÁ AMIGO

Na terça-feira, dia em que passaram 65 anos sobre o nascimento de Nuno Mergulhão, o Município de Portimão promoveu uma sentida homenagem ao ex-autarca, desaparecido de forma prematura aquando do exercício das suas funções.
O TEMPO – Teatro Municipal de Portimão, cujos primeiros passos do projecto foram dados pelo edil, foi ontem à noite o cenário da cerimónia, que lotou o Grande Auditório, baptizado com o nome do homenageado, num acto público que teve a presença de familiares de Nuno Mergulhão e culminou com um concerto a cargo da Banda da Armada.

O primeiro orador foi o almirante da Armada Carlos Rodolfo, que enalteceu as aptidões militares e as qualidades humanas de Nuno Mergulhão, destacando a sua “paixão pelo mar e pela vela, adquirida nos tempos de juventude em Portimão e que serviram de estímulo para uma brilhante carreira na Marinha Portuguesa, ao serviço do país.”

O professor universitário Adriano Pimpão considerou Mergulhão como um autarca e político “com rara visão estratégica, que implantou uma gestão moderna no município, fruto da sua grande capacidade de decisão, cumprindo todos os compromissos que assumia”.

Deu como exemplo a criação do pólo de Portimão da Universidade do Algarve, na altura em que Pimpão exercia as funções de reitor, e considerou o homenageado “um edil sempre ao serviço da comunidade”.

Convidada por Mergulhão para trabalhar consigo enquanto vereadora, a hoje governadora civil de Faro Isilda Gomes disse que o autarca “sabia aglutinar as pessoas à sua volta, para que formassem equipas coesas, em prol do município".

Para João Nuno Mergulhão, o pai foi o “melhor amigo e um porto de abrigo seguro durante a juventude”.

“De carácter forte e inigualável rigor, possuía uma vontade intrínseca de ajudar o seu semelhante”, afirmou, referindo que a “maior herança recebida é o exemplo de vida” do progenitor.

Realçou ainda a estratégia adoptada para a diversificação da oferta turística de Portimão e a “nova dinâmica da cidade, na senda de um desenvolvimento sustentável”.

O presidente da Câmara Municipal de Portimão Manuel da Luz, que também integrou como vereador os executivos liderados por Nuno Mergulhão, explicou que preferiu agendar esta homenagem para o dia de aniversário, e não para a data em que passaram 10 anos sobre o dramático falecimento do ex-autarca (29 de Dezembro), “justamente para celebrar a vida de quem deu boa parte de si ao município, por dedicação plena à causa pública”.

Em particular, salientou o seu exemplo enquanto “autarca próximo das pessoas, que procurava incessantemente plataformas de consenso com os representantes de todas as sensibilidades políticas”.

Lembrou ainda que foi durante os seus mandatos que surgiu a ideia de que “é bom viver em Portimão, um sonho que a cada dia que passa ganha maior consistência”.

“A melhor forma de homenagearmos Nuno Mergulhão é cada um de nós dar o seu contributo para que a comunidade local tenha uma melhor qualidade de vida e se sinta mais feliz”, expressou Manuel da Luz no final da cerimónia.

Oficial superior da Marinha Portuguesa e licenciado em Engenharia Electrotécnica, Nuno Mergulhão exerceu a presidência da Câmara Municipal de Portimão entre 1993 e 1999.
20 de Janeiro de 2010 | 18:43


















Chegada

Entrei ... fazendo alarde da minha força!!!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Postal de Goa (XVI)

O CARNAVAL EM GOA


Goa festeja o Carnaval com grande entusiasmo e eu imagino que, não sendo propriamente o popular Carnaval do Rio de Janeiro ou o sofisticado Carnaval de Veneza, terá muitas semelhanças com os lusitanos Carnavais de Torres Vedras, de Loulé ou de Ovar.
No dia 13 de Fevereiro em Pangim e nos dias seguintes em Margão, Vasco da Gama e Mapuça, um corso com cerca de cem carros alegóricos festejou o Carnaval de Goa de 2010, percorrendo o mais nobre percurso urbano de cada uma destas cidades.
No caso de Pangim, a avenida marginal encheu-se de cor, animação, música e de muita gente esperando o início do cortejo carnavalesco.
As autoridades e a organização tinham delimitado o espaço para dar visibilidade aos patrocinadores e para evitar excessos de entusiasmo da multidão. Ao som de apropriada música cantada em português, o cortejo abriu com um carro onde se encontravam o Rei do Carnaval (Mark Anthony Dias) e a Rainha (Stacia Azevedo). Depois, e durante mais de 3 horas, desfilou o cortejo, sempre acompanhado por muitos foliões e mascarados, grupos de dança a imitarem as escolas de samba e muita música brasileira.
Embora nesse mesmo dia tivesse havido desfiles de Carnaval em muitos lugares do mundo, sobretudo na Europa e na América do Sul, Goa foi, provavelmente, o único lugar da Ásia que festejou o Carnaval.



Como nasceu este Carnaval de Goa?
Não há respostas concretas nem coincidentes para esta pergunta, mas todas convergem na ideia de que foi trazido para Goa pelos portugueses, tendo sido adoptado localmente através de diferentes práticas e em diferentes localidades. Eram os populares festejos do Entrudo.
Até 1961 os grandes animadores do Entrudo eram os descendentes – grupo de portugueses nascidos em Goa – que festejavam com as suas brincadeiras, os seus assaltos e os seus bailes de máscaras, sobretudo nos clubes sociais.
Depois de 1961 o Carnaval foi um pouco esquecido, até porque estava demasiado conotado com a vida social do tempo dos portugueses.
Porém, um dia alguém que se inspirou no Carnaval brasileiro e na sua faceta de atracção de turistas, lembrou-se de sugerir a ressurreição do Carnaval, já não como uma festa de amigos, mas com um cortejo com carros, cartazes e muita animação, isto é, como um verdadeiro produto turístico.
O Governo de Goa apoiou e, de facto, o Carnaval tornou-se rapidamente num cartaz turístico, embora tenha um aspecto cada vez mais abrasileirado com o seu desfile alegórico, a sua música carnavalesca, os seus foliões e muitos turistas.
Contudo, o espírito do Entrudo à moda portuguesa não morreu em Goa e, por isso, também as festas locais têm ressuscitado. Os jornais goeses anunciaram várias festas e bailes de Carnaval e um dos mais famosos terá sido o tradicional Red & Black Dance, organizado conjuntamente pelo Clube Nacional e pelo Clube Vasco da Gama, no qual é obrigatório um traje que combine estas duas cores.
Porque o salão é pequeno, todos os anos o trânsito é cortado na Mahatma Gandhi Road, o baile extravasa para a rua e dura até às tantas…


O anúncio do Red & Black Dance organizado pelo Clube Nacional e pelo Clube Vasco da Gama

O Clube Nacional em Pangim, na manhã de 17 de Fevereiro

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

DFE 12


O Diário de Notícias de 14 de Fevereiro publica um suplemento especial intitulado Guerra em África - Um testemunho, da autoria de Serafim Lobato, antigo oficial do DFE 12, licenciado em História e mestre em Estudos Portugueses. São quatro páginas de um arrasoado dificilmente legível, confuso e cuja veracidade não sei avaliar porque não estive na Guiné. Parece-me, contudo, que se trata de um caso típico do subalterno que, a partir do ponto de vista limitado da sua posição quer pintar o grande quadro da situação. Com atrevimento quanto baste... No artigo é mencionado o DFE 8 e o Ferreira da Silva, incluindo uma carta do alm. Moura da Fonseca para o mesmo.

Para que esta história possa ser devidamente interpretada, apelo aqui ao Ferreira da Silva que nos esclareça.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Críse - Consequências 2


Mais alguns dados relativos às potenciais responsabilidades do contribuinte, em consequência dos avales do Estado à banca.

Clicar sobre a imagem:

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

A Crise - Consequências 1

Por causa da "potencial crise sistémica da banca" estamos avalistas de 4.500 milhões de euros.
Vamos lá ver se não teremos de os pagar!...

Clicar sobre a imagem:


Portal do Cliente Bancário

Portal de interesse para todos. Já que "obrigatoriamente" somos clientes bancários.


sábado, 13 de fevereiro de 2010

Moçambique - Pemba - 1967


Já naquela época o Costinha dava aulas de história e cultura de Goa, Damão e Diu.

Estaria mesmo a dizer-me que 43 anos depois teria a oportunidade de demonstrar a sua curiosidade e dedicação à pesquisa e divulgação do que por lá fez este povo. Povo que, aqui e agora, parece andar à deriva. À procura de rumo que, depois de uma boa singradura, lhe permita aterrar em bom porto.

Costinha, porque não pensas em fazer uma publicação, com os magníficos excertos históricos e respectivas imagens daí, na comemoração dos 50 anos de entrada do OC para a EN?

Já agora. Porque não aproveitar a sugestão do Cruz? Uma viagem que será mais uma sinalização daquela efeméride? Claro que contamos contigo para sicerone. Sugere já a data e o itinerário. Os OC's que se pronunciem.

Costinha, continua com as tuas magníficas mensagens. A continuação de boa estada e magnífico trabalho. Bem hajas. Até sempre

PALOP's

Importações portuguesas dos PALOP caíram 55% em 2009, exportações estabilizaram


PALOP's

Embaixador de Angola em Lisboa desafia empresários portugueses a investir no país


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Postal de Goa (XV)

A ESTÁTUA DE CAMÕES EM VELHA GOA


No dia 10 de Junho de 1960, na ampla praça central de Velha Goa, o Governador Vassalo e Silva inaugurou uma estátua de Luís de Camões, que foi custeada através de uma subscrição pública por iniciativa do jornal Diário Popular, datada de 1956 e da autoria do escultor Martins Correia.
Nesse dia, o jornal O Heraldo incluía um editorial intitulado “O Dia da Raça” e ilustrava-o com uma fotografia da estátua e, no dia 12, noticiava que as comemorações do Dia de Portugal no Estado da Índia “tiveram um brilho extraordinário nesta terra”. No dia 14 o mesmo jornal ainda voltava a referir “a brilhante e significativa cerimónia”, salientando que a estátua “se encontrava rodeada por centenas de filiados da M.P.” e reproduzia o discurso proferido na ocasião pelo major Ramos de Freitas, sub-chefe do Estado-Maior.
A nova e imponente estátua de Camões “sobreviveu” aos acontecimentos de 1961 que levaram à queda da Índia Portuguesa e, em Junho de 1980, durante uma visita privada que o general Vassalo e Silva fez a Goa, ainda foi fotografado junto dela.
Porém, em 1982 a estátua foi danificada por um engenho explosivo colocado por alguns “Freedom Fighters”, com o argumento de que Camões era o poeta dos colonizadores.
A estátua foi imediatamente reparada e passou a ser guardada de noite pela Polícia, mas porque era demasiado oneroso manter aquele dispositivo de segurança, o policiamento cessou pouco tempo depois. Em 1983 a estátua voltou a ser atacada e danificada pelos mesmos activistas.
Então, as autoridades decidiram retirá-la daquele local privilegiado e colocaram-na no interior do Archaeological Museum & Portrait Gallery, que ocupa um edifício conventual anexo à Igreja de S. Francisco de Assis, a pouca distância do local onde a estátua foi inicialmente colocada. Este museu aloja a famosa Galeria dos Vice-Reis e nele se encontra, também, a estátua de Afonso de Albuquerque que, até 1961, esteve na rotunda de Miramar, em Pangim.

A recolocação da estátua de Camões no seu local original tem sido defendida por alguns sectores de opinião de Goa e o assunto é, por vezes, tratado nos media goeses.
É bem possível que, devido à imagem turística que Goa tenta projectar como sendo “a Europa da Índia”, devido às influências culturais portuguesas que ainda conserva e ao seu “estilo mediterrânico”, um dia a estátua de Camões volte ao local onde foi inicialmente colocada.


Nota: Todas as imagens, com excepção da mais pequena, podem ser ampliadas "clicando" sobre elas.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Comunicação telepática

Estando eu a cogitar com os meus botões, em frente à TV, naquele período pós almoço, perigosíssimo para pessoas da nossa idade, em que em linguagem mais terra a terra se pode exprimir por passando pelas brazas, vi nitidamente, vinda do éter, qual transmissão telepática, a foto ao lado acompanhada da seguinte legenda:

"Talvez a antecipar e a dar força à ideia que germina em muitos de nós, para visitarmos o antigo Estado da Índia quando celebrarmos o 50º aniversário da nossa entrada na Escola Naval, eis que dois ilustres OCeanos se encontraram exactamente no local onde Afonso de Albuquerque assistiu e dirigiu a conquista de Goa em 1510.
Foi há dois dias que foram fotografados em Velha Goa, certamente a preparar com eficácia, desde já, essa nossa desejada aventura de 2012. "

Dão-se alvíssaras a quem os identificar.

Paisanice ou Bandalheira no Hospital de Marinha?

Na continuação dos reparos que há tempos fiz nesta página relativamente à epígrafe supra, venho dar público testemunho - por que é de toda a Justiça também dizer bem quando tal se justifica - de que o atendimento no Hospital de Marinha, tanto quanto me tem sido dado experimentar, melhorou substancialmente. Ainda bem!!!