quarta-feira, 28 de março de 2012
Tenho para mim que se torna cada vez mais necessário um debate nacional sobre a existência (ou não) de Forças Armadas no nosso País. Recentemente, o MDN considerou-as "insustentáveis" tal como estão e o assunto ..." vem estando novamente, e com força, na ordem do dia e pelas mais variadas razões, pese embora se verifique uma maior ênfase e concentração nas questões da “carreira militar”, do “funcionamento” e “dos recursos” que são atribuídos e alocados às FA."
É neste ambiente que ás vezes prima pela demagogia e, direi mesmo, alguma ignorância que se torna importante ouvir especialistas na matéria e tomar nota de alguns pontos quantitativos bem pertinentes. É o caso do OCeano JPN que publica um oportuno artigo no "Jornal Defesa e Relações Internacionais" com o título " A Despesa com as Forças Armadas e a Linguagem dos Números" onde estes são analisados e se evidencia que as políticas públicas, nos anos mais recentes, se traduzem em claros desinvestimentos o que " origina uma distorção completa do orçamento de funcionamento e dos respetivos agregados de despesa."
Uma boa leitura, para quem se interessa por estes assuntos, que pode ser feita seguindo esta ligação.
segunda-feira, 26 de março de 2012
O Sargento Fuzileiro Guerreiro
Foi em 22 de junho de 2009 que apareceu publicado neste blogue um "pequeno escrito" do OCeano FBV intitulado "O Sargento Fuzileiro Guerreiro". Acontece que o "site" onde o dito escrito, cheio de interesse e humor, estava armazenado foi à vida pelo que se tornou impossível aceder ao mesmo. O assunto está resolvido pois o autor, neste ano do cinquentenário, reenviou a sua obra para tornar a ser publicada. Pode ser lida aqui.
Onda do
Curso OC
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13:59 –
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domingo, 25 de março de 2012
Marinha da RFA


Já não é comum ver, mas este fim de semana um task group alemão permaneceu fundeado em Cascais. É constituido por uma fragata da classe Brandenburg, a fragata Emden e o reabastecedor Frankfurt am Main. Com este tempo de verão os marinheiros germanicos até devem julgar que se justifica o dinheiro que nos emprestam.
Onda do
J.N.Barbosa
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19:27 –
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quinta-feira, 22 de março de 2012
Observem bem
Foi notícia a eleição da nova direcção do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), que deu nas vistas por congregar nas lista tudo quanto era maçonaria, ex-espiões, ex-polícias, e o inefável Rui Pereira, ex-ministro e ex- tudo o resto e mais alguma coisa. O que terá o OSCOT para atrair toda esta gente? Sempre os mesmos, claro. O observatório devia ser um lugar calmo de gente desinteressada e descomprometida que pudesse observar e fazer recomendações sobre a matéria. Neste caso, estão lá para se observarem uns aos outros e tentarem uns tachos no aparelho da segurança, a cujo controlo pretendem voltar um dia. Nós é que temos que os observar.
Onda do
J.N.Barbosa
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19:31 –
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Navio polivalente
Estava hoje, de manhã, fundeado ao largo de Cascais.
Pelas 0900 hrs suspendeu e seguiu para sul.
Nota: Para ampliar, "clicar" sobre as imagens.
Onda do
Luís Silva Nunes
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11:35 –
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segunda-feira, 19 de março de 2012
Estivadores em greve
("Clicar" na imagem para ampliar)
Onda do
Luís Silva Nunes
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11:46 –
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A Marinha ainda mexe
Verifiquei hoje, com satisfação, que uma força naval saia para o mar. Seguiam duas fragatas, duas corvetas e o Bérrio. Presumo que seja um exercício, mas a página da Marinha na net não tem informação. Fico na dúvida se o Gaspar autorizou ou se foi preciso despacho de primeiro-ministro.
Onda do
J.N.Barbosa
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10:15 –
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sábado, 17 de março de 2012
?????
Não sei o que aconteceu ... depois da última "onda" do ZED, quando se acede ao blogue apenas fica visível a "Página inicial". Para verem as outras "ondas" têm que "clicar" em "Mensagens antigas" (em baixo, à direita). Como não houve qualquer alteração na configuração, presumo que se trata de uma situação temporária ... a ver vamos!
PS: Agradecia que dessem uma indicação sobre este problema (o ZED, por ex., não detecta qualquer anomalia). Sou só eu e o NC a ver a dita anomalia? Ou há mais situações idênticas?
PS1: Após retirar a "onda" original do ZED tudo voltou à primitiva. Parece, portanto, que a fonte do problema está encontrada ( O Sistema Operativo do ZED). Voltei a recolocar a "onda" pertubadora usando o meu SO, o Windows 7, e tudo parece estar bem.
PS: Agradecia que dessem uma indicação sobre este problema (o ZED, por ex., não detecta qualquer anomalia). Sou só eu e o NC a ver a dita anomalia? Ou há mais situações idênticas?
PS1: Após retirar a "onda" original do ZED tudo voltou à primitiva. Parece, portanto, que a fonte do problema está encontrada ( O Sistema Operativo do ZED). Voltei a recolocar a "onda" pertubadora usando o meu SO, o Windows 7, e tudo parece estar bem.
Onda do
Luís Silva Nunes
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12:31 –
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sexta-feira, 16 de março de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
Para quem não sabe, algumas verdades sobre a Alemanha
Ingratidão e falta de memória
(excelente artigo de Jorge Soares - jornalista)
A
ingratidão dos países, tal como a das pessoas, é acompanhada
quase sempre pela falta de memória. Em 1953, a Alemanha de Konrad
Adenauer entrou em default, falência, ficou Kaput, ou seja, ficou sem
dinheiro
para fazer mover a actividade económica do país. Tal qual como a Grécia actualmente.
A Alemanha negociou 16 mil milhões de marcos em dívidas de 1920 que entraram em incumprimento na década de 30 após o colapso da bolsa em Wall Street. O dinheiro tinha-lhe sido emprestado pelos EUA, pela
França e pelo Reino Unido.
Outros 16 mil milhões de marcos diziam respeito a empréstimos dos EUA no pós--guerra, no âmbito do Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs (LDA), de 1953. O total a pagar foi reduzido 50%, para cerca de 15 mil
milhões de marcos, por um período de 30 anos, o que não teve quase impacto na crescente economia alemã.
O resgate alemão foi feito por um conjunto de países que incluíam a Grécia, a Bélgica, o Canadá, Ceilão, a Dinamarca, França, o Irão, a Irlanda, a Itália, o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, o Paquistão, a Espanha, a Suécia, a Suíça, a África do Sul, o Reino Unido, a Irlanda do Norte, os EUA e a Jugoslávia. As dívidas alemãs eram do período anterior e posterior à Segunda Guerra Mundial. Algumas decorriam do esforço de reparações de guerra e outras de empréstimos gigantescos norte-americanos ao governo e às empresas.
Durante 20 anos, como recorda esse acordo, Berlim não honrou qualquer pagamento da dívida.
Por incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se encontrava.
Ora os custos monetários da ocupação alemã da Grécia foram estimados em 162 mil milhões de euros sem juros.
Após a guerra, a Alemanha ficou de compensar a Grécia por perdas de navios bombardeados ou capturados, durante o período de neutralidade, pelos danos causados à economia grega, e pagar compensações às vítimas do exército alemão de ocupação. As vítimas gregas foram mais de um milhão de pessoas (38 960 executadas, 12 mil abatidas, 70 mil mortas no campo de batalha, 105 mil em campos de concentração na Alemanha, e 600 mil que pereceram de fome). Além disso, as hordas nazis roubaram tesouros arqueológicos gregos de valor incalculável.
Qual foi a reacção da direita parlamentar alemã aos actuais problemas financeiros da Grécia? Segundo esta, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e objectos de arte para reduzir a sua dívida.
Além de tomar as medidas de austeridade impostas, como cortes no sector público e congelamento de pensões, os gregos deviam vender algumas ilhas, defenderam dois destacados elementos da CDU, Josef
Schlarmann e Frank Schaeffler, do partido da chanceler Merkel. Os dois responsáveis chegaram a alvitrar que o Partenon, e algumas ilhas gregas no Egeu, fossem vendidas para evitar a bancarrota.
"Os que estão insolventes devem vender o que possuem para pagar aos seus credores", disseram ao jornal "Bild".
Depois disso, surgiu no seio do executivo a ideia peregrina de pôr um comissário europeu a fiscalizar permanentemente as contas gregas em Atenas.
O historiador Albrecht Ritschl, da London School of Economics, recordou recentemente à "Spiegel" que a Alemanha foi o pior país devedor do século xx. O economista destaca que a insolvência germânica dos anos 30 faz a dívida grega de hoje parecer insignificante.
"No século xx, a Alemanha foi responsável pela maior bancarrota de que há memória", afirmou. "Foi apenas graças aos Estados Unidos, que injectaram quantias enormes de dinheiro após a Primeira e a Segunda
Guerra Mundial, que a Alemanha se tornou financeiramente estável e hoje detém o estatuto de locomotiva da Europa. Esse facto, lamentavelmente, parece esquecido", sublinha Ritsch. O historiador sublinha que a Alemanha desencadeou duas guerras mundiais, a segunda de aniquilação e extermínio, e depois os seus inimigos perdoaram-lhe totalmente o pagamento das reparações ou adiaram-nas. A Grécia não esquece que a Alemanha deve a sua prosperidade económica a outros países. Por isso, alguns parlamentares gregos sugerem que seja feita a contabilidade das dívidas alemãs à Grécia para que destas se desconte o que a Grécia deve actualmente.
Sérgio Soares
jornalista
para fazer mover a actividade económica do país. Tal qual como a Grécia actualmente.
A Alemanha negociou 16 mil milhões de marcos em dívidas de 1920 que entraram em incumprimento na década de 30 após o colapso da bolsa em Wall Street. O dinheiro tinha-lhe sido emprestado pelos EUA, pela
França e pelo Reino Unido.
Outros 16 mil milhões de marcos diziam respeito a empréstimos dos EUA no pós--guerra, no âmbito do Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs (LDA), de 1953. O total a pagar foi reduzido 50%, para cerca de 15 mil
milhões de marcos, por um período de 30 anos, o que não teve quase impacto na crescente economia alemã.
O resgate alemão foi feito por um conjunto de países que incluíam a Grécia, a Bélgica, o Canadá, Ceilão, a Dinamarca, França, o Irão, a Irlanda, a Itália, o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, o Paquistão, a Espanha, a Suécia, a Suíça, a África do Sul, o Reino Unido, a Irlanda do Norte, os EUA e a Jugoslávia. As dívidas alemãs eram do período anterior e posterior à Segunda Guerra Mundial. Algumas decorriam do esforço de reparações de guerra e outras de empréstimos gigantescos norte-americanos ao governo e às empresas.
Durante 20 anos, como recorda esse acordo, Berlim não honrou qualquer pagamento da dívida.
Por incrível que pareça, apenas oito anos depois de a Grécia ter sido invadida e brutalmente ocupada pelas tropas nazis, Atenas aceitou participar no esforço internacional para tirar a Alemanha da terrível bancarrota em que se encontrava.
Ora os custos monetários da ocupação alemã da Grécia foram estimados em 162 mil milhões de euros sem juros.
Após a guerra, a Alemanha ficou de compensar a Grécia por perdas de navios bombardeados ou capturados, durante o período de neutralidade, pelos danos causados à economia grega, e pagar compensações às vítimas do exército alemão de ocupação. As vítimas gregas foram mais de um milhão de pessoas (38 960 executadas, 12 mil abatidas, 70 mil mortas no campo de batalha, 105 mil em campos de concentração na Alemanha, e 600 mil que pereceram de fome). Além disso, as hordas nazis roubaram tesouros arqueológicos gregos de valor incalculável.
Qual foi a reacção da direita parlamentar alemã aos actuais problemas financeiros da Grécia? Segundo esta, a Grécia devia considerar vender terras, edifícios históricos e objectos de arte para reduzir a sua dívida.
Além de tomar as medidas de austeridade impostas, como cortes no sector público e congelamento de pensões, os gregos deviam vender algumas ilhas, defenderam dois destacados elementos da CDU, Josef
Schlarmann e Frank Schaeffler, do partido da chanceler Merkel. Os dois responsáveis chegaram a alvitrar que o Partenon, e algumas ilhas gregas no Egeu, fossem vendidas para evitar a bancarrota.
"Os que estão insolventes devem vender o que possuem para pagar aos seus credores", disseram ao jornal "Bild".
Depois disso, surgiu no seio do executivo a ideia peregrina de pôr um comissário europeu a fiscalizar permanentemente as contas gregas em Atenas.
O historiador Albrecht Ritschl, da London School of Economics, recordou recentemente à "Spiegel" que a Alemanha foi o pior país devedor do século xx. O economista destaca que a insolvência germânica dos anos 30 faz a dívida grega de hoje parecer insignificante.
"No século xx, a Alemanha foi responsável pela maior bancarrota de que há memória", afirmou. "Foi apenas graças aos Estados Unidos, que injectaram quantias enormes de dinheiro após a Primeira e a Segunda
Guerra Mundial, que a Alemanha se tornou financeiramente estável e hoje detém o estatuto de locomotiva da Europa. Esse facto, lamentavelmente, parece esquecido", sublinha Ritsch. O historiador sublinha que a Alemanha desencadeou duas guerras mundiais, a segunda de aniquilação e extermínio, e depois os seus inimigos perdoaram-lhe totalmente o pagamento das reparações ou adiaram-nas. A Grécia não esquece que a Alemanha deve a sua prosperidade económica a outros países. Por isso, alguns parlamentares gregos sugerem que seja feita a contabilidade das dívidas alemãs à Grécia para que destas se desconte o que a Grécia deve actualmente.
Sérgio Soares
jornalista
Onda do
ZED
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23:32 –
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