domingo, 31 de maio de 2020

OCEANOS


Hoje é dia de festa para o Oceano António Gomes de Azevedo. Foi precisamente em 31 de Maio de 1942, em plena guerra mundial que o António veio ao mundo.
Camarada e Amigo destaca-se ela sua prontidão a auxiliar o amigo, o camarada. Na sua vida naval variada, destacam-se as suas passagens por Angola, Moçambique e Macau.
Só se conhecem amigos entre aqueles que colaboraram com o António, na sua carreira.
 Que tenhas um óptimo dia de aniversário repetindo-o muitas vezes com saúde e a tua boa disposição.
Um Abraço.

sábado, 30 de maio de 2020

ESTÓRIAS OCEÂNICAS


Foi a 30 de Maio de 1964 que Cascais ofereceu uma recepção no jardim da Parada, aos Cadetes embarcados nos veleiros que vão participar na regata da STA. A linha do Estoril ofereceu as passagens de combóio Lisboa-Cascais-Lisboa. Muitas meninas, não só da linha, foram à festa, algumas cancelando mesmo os seus namoros para assim poderem interagir com os Cadetes.
Ao por  do sol acabou a festa e cada um zarpou independentemente.

WENCESLAU DE MORAIS


A 30 de Maio de 1854, nasce Wenceslau  de Morais. Oficial de Marinha, depois de ter realizado uma comissão no Japão, resolve sair da Marinha e aí radicar-se. Escritor de nomeada com temas nipónicos conseguiu assimilar a cultura japonesa e ao fim de uns anos amargos a sociedade local finalmente aceitou-o como um dos seus. Chegou a ter um cargo oficial local.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

OCEANOS- ABORDAGEM


O OCeano Fernando Maciel recordou este episódio da abordagem entre as embarcações alemã e portuguêsa, era um dos proeiros lusitanos. No meio da salganhada dos remos, o OCeano Lobo Varela, convencido da responsabilidade germânica, resolveu, naquele seu ímpeto indomável, reagir e atacar com o seu remo os alemães. Como se pode calcular foi dificílimo impedir o contra-ataque deste OCeano que atirava também umas palavras bonitas aos adversários. Mas lá por fim acabou a refrega.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

OCEANOS


Iniciam-se a 28 de Maio de 1964 as competições náuticas, Natação, Remo e Vela,  entre os Cadetes dos vários veleiros que participam na regata da STA.
Em natação conseguimos um 2/o lugar em 100m bruços (S. Lopes ) e 4x50 estilos ( Camilo Alves, Monteiro Marques, A. O’Neil e S. Lopes). Em vela ficamos em 2/o (N. Mergulhão e S. Lopes).
Em remo não fomos felizes, depois de uma abordagem com os alemães, fomos desclassificados.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Botões



Aparentemente é um vulgar botão de oficial de Marinha, mas reparando no verso do botão pode ler-se uma inscrição que não é do nosso tempo: TW & W, PARIS e uma pequena âncora. Um luxo, esta Marinha que mandava vir os botões de Paris.

SAGRES


A 27 de Maio de 1964, a Sagres atraca à Doca da Marinha, aí permanecendo até à véspera da largada da regata Lisboa - Hamilton.

sábado, 23 de maio de 2020

"Fuzos" no mais profundo de Angola


Embora já aparecido no "Navio... desarmado" julgo adequado publicar aqui este postal do Ultramar da autoria do saudoso OCeano MPM e que o João Freire usou (muitíssimo bem) para uma das suas crónicas.

"Além da acção no controlo da margem esquerda do rio Zaire desde 1961, os Fuzileiros foram enviados mais tarde para o Leste e Sueste de Angola, onde actuaram ao longo daquelas pouco conhecidas vias fluviais. Desenvolveram acções de combate contra os guerrilheiros independentistas e reagruparam populações, prestando-lhe algumas ajudas, sobretudo sanitárias. Foi mais divulgada a povoação a que atribuíram o nome de Vila Nova da Armada, sobre o rio Cuito. Mas o texto que segue dá conta de uma outra dessas intervenções.  JF 

«[…] Falo-te destas terras do fim do mundo, deste rio com um nome tétrico e esquisito, desta unidade que tem fardas, armas, galinhas, vacas, couves, e corações a transbordar de amor e nostalgia.
Este postal não é ilustrado, com as cores tropicais dum Mussulo ou duma baía de Luanda, mas sim um vulgar postal de correio de 5 tostões, já velho e sujo de suor e que talvez nem devesse já circular.
O Lungué-Bungo, que nasce próximo do rio Cuito, na região entre Munhango e Cuemba, tem uma extensão verdadeiramente assustadora, para cima dos mil quilómetros, todo em meandros exóticos, percorrendo regiões isoladas e distantes, com as suas enormes chanas alagadiças e as frondosas matas vigilantes.
Desagua no Zambeze, em território zambiano, alheio a guerras e diplomacias, correndo sempre, sempre, com os seus 7 nós, infestado de peixes e aves maravilhosas, num colorido fabuloso, brincando nos seus rápidos e nos seus bancos de areia, desafiando o homem e a máquina da civilização.
É um rio de calma latente, um monstro sereno que se deixa explorar com reservas, mantendo troços invioláveis, guardando avidamente os seus filhos, aqueles muitos afluentes misteriosos que esconde do homem com o capim alto das suas margens.
A caça vem nele beber e ver-se ao espelho nas maravilhosas noites de luar africanas. Os hipopótamos espojam-se na lama e deslizam felizes a violar uma fronteira.
É um rio de Fuzileiros e Jacarés.
É com ele que eu sonho todas as noites e quero que tu sonhes também. É dele que eu vivo e nele me alimento, esgotando as raízes do esforço e da paz. Fiz dele a estrada que sulco para me atirar à aventura e à missão que aqui cumpro, sentindo o perigo que se esconde, aproveitado no campo da traição e da morte.
É a mulher que violo e exploro sem piedade, que me despreza e repudia, mas que eu não posso largar nem esquecer. E quando a largar lá virão outros e outros e outros, coitados, continuar a sua grande luta com este inesgotável colosso.
Odeio-o por me fazer seu vigilante, mas amo-o por me fazer seu confidente.
Quando, de princípio, os Fuzileiros aqui se instalaram, os “turras” de um grupo e partido inimigo ainda fraco, tentaram convencer as populações da área a beberem toda a água do Lungué, para os Fuzos não poderem circular. E afinal foi através dessa magnífica estrada individual que os pequenos botes em patrulhas constantes e repentinas, recolheram essas tribos nómadas, por essas margens fora e as abrigaram no seu seio, constituindo um agregado populacional de mais de mil indivíduos. Essas populações, vulgo “dos Fuzos”, vivem deles e para eles, e mesmo que apareça algum mulato será bem-vindo porque, afinal, é um Fuzo também. Até os cães e mesmo os filhos dos indígenas nascidos já nos “quimbos do Lungué” se chamam Fuzo 1, Fuzo 2, etc.
Fuzo, uma palavra fácil de aprender e bem amada.
Num próximo postal, poder-te-ei contar o que faz e como vive esta gente, mas por agora só te digo que chegam a fugir de suas aldeias para virem para o Lungué-Bungo onde os “tropa” são bons. […]» 

(Manuel Pinto Machado, “Postais do Ultramar – Angola – Postal Nº 3 – Lungué-Bungo – Fins de Outubro de 68”, Anais do Clube Militar Naval, A. 98, Out.-Dez. 1968: 694-696)"   

PORTUGAL


A 23 de Maio de 1179, o Papa Alexandre II pública a Bula Manifestis Protabum, em que reconhece Afonso Henriques como Rei de Portugal. Oficialmente Portugal torna-se um reino independente.

quinta-feira, 21 de maio de 2020

DESCOBERTAS


A 21 de Maio de 1502 João da Nóvoa descobre a ilha que recebeu o nome de Santa Helena. Esta ilha nunca foi colonizada pelos Portuguêses.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

AVIAÇÃO NAVAL


A 20 de Maio de 1925 é criada a “Escola de Aviação Naval Gago Coutinho” no Centro aero-naval de Aveiro, S. Jacinto.

VASCO DA GAMA


A 20 de Maio de 1498, Vasco da Gama chega a Calecute, terminando a tarefa do “Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia “.
Razão pela qual se comemora o Dia da Marinha nesta data.

terça-feira, 19 de maio de 2020

ESCOLA NAVAL


É publicado a 19 de Maio de 1845, o decreto que estabelece a organização da Escola Naval.

OCEANOS


A 19 de Maio de 1965, os OCeanos regressam à BNL, terminando a sua viagem de instrução.

domingo, 17 de maio de 2020

OCEANOS


A 17 de Maio de 1965, as fragatas Corte Real e Diogo Cão, com os OCeanos embarcados atracam no Porto de Leixões. Quase a terminar a nossa viagem de instrução.