sábado, 24 de abril de 2021
quinta-feira, 22 de abril de 2021
Os leitões de Barro
Na margem esquerda do rio Cacheu, na área próxima da base de Ganturé, ficavam três povoações que eram bem conhecidas dos fuzileiros. Bigene, que se ligava a Ganturé por uma estrada e era a sede do Comando Operacional, Binta, a montante, que ficava junto ao rio, com uma companhia do Exército visitada frequentemente pelos fuzileiros nas suas patrulhas e Barro, a jusante, situada uns quilómetros afastada do rio, mas a que se podia aceder através de um desembarcadouro e de uma picada.
Em
Barro, numa das comissões da companhia do Exército lá sedeada, um dos soldados
que tinha sido cozinheiro num restaurante da Bairrada, ao aperceber-se que na
povoação havia muitos leitões que corriam livremente pelas ruas limpando tudo o
que pudesse servir de alimento, lembrou-se de propor ao Capitão da Companhia
construir um forno para assar leitões. A experiência correu tão tostada e
saborosa que o Capitão começou a convidar os Comandantes de Companhia próximos
para um repasto de leitão e ao fim de pouco tempo a fama do leitão de Barro
começou a ser conhecida em toda a região e por todos os que para lá se
deslocavam. Rapidamente se operacionalizou um sistema de encomendas de leitões,
tratando o Capitão de Barro da compra, assadura dos ditos e transporte até ao
embarcadouro e os fuzileiros do seu transporte pelo rio até ao seu destino.
Tornou-se
assim prática corrente, organizarmos com as LFG que vinham fazer a sua comissão
de patrulha em Ganturé uma ou duas vindas de leitão de Barro que era degustado
em franca e amena camaradagem. Era uma operação conjunta que não exigia grande
planeamento, tantas vezes era realizada. Muitas vezes no regresso a Bissau os
navios faziam uma paragem em frente do embarcadouro de Barro para também
embarcarem encomendas que traziam de Bissau, tal a fama que os leitões
alcançaram.
Quando
o DFE 8 foi colocado em Vila Cacheu recebemos, um dia, uma mensagem de que uma
LFG, cujo comandante, para além de grande amigo, era um apreciador especializado
e muito conceituado nos leitões de Barro, iria pernoitar na ponte-cais, esperando
pela maré favorável para subir o rio Cacheu até Ganturé. Quis fazer-lhe uma
surpresa e encomendei para Barro um leitão. Aproveitamos uma patrulha de botes
no Cacheu para a deslocar um pouco para fora da nossa zona de acção e recolher
a encomenda. Tivemos assim um jantar e uma noite de boa e franca camaradagem
naval. No regresso do navio a Bissau, o Comandante fez questão de atracar em
Vila Cacheu e partilharmos o leitão que, desta vez, tinha ele recolhido quando
passara frente ao embarcadouro de Barro. A experiência foi um sucesso, com o
senão de termos constatado que um único leitão acabava por deixar alguns
espaços vazios nos nossos estômagos.
Ficou
combinado que na próxima vinda da LFG para o Norte da Guiné se repetiria o
convívio. E isso aconteceu algum tempo depois quando recebemos, com a devida
antecedência, a informação da próxima paragem do navio em Vila Cacheu. Montamos
a "Operação Reco", desta vez contemplando dois exemplares do dito.
Tudo
estava a correr de acordo com o planeado. Os dois botes de patrulha tinham
chegado ao embarcadouro de Barro, embarcaram a encomenda e já se encontravam de
regresso a Vila Cacheu, quando o Coronel comandante do CAOP aterrou num
helicóptero no quartel do Exército, mandou chamar-me e deu-me instruções para
montar uma operação para essa mesma noite, com o objectivo de interceptar uma
coluna do PAIGC na qual, de acordo com informações recebidas e consideradas
seguras, se incorporaria um conhecido dirigente do PAIGC.
Por
isso, quando o navio atracava estávamos nós a prepararmo-nos para partir numa
LDM para a operação. Ainda tive oportunidade de me despedir do Comandante da
LFG, que largaria na manhã do dia seguinte e de combinar que deixasse o que
sobrasse dos leitões na nossa sala para o almoço.
O
Destacamento, desembarcou, fez um percurso de alguns quilómetros, fustigado por
chuvadas e trovoadas frequentes e montou, cerca das 10 horas da noite,
emboscadas em dois locais onde seria previsível a passagem da coluna do PAIGC,
enquanto alguns botes ficaram a patrulhar o rio.
Por
essa ocasião, o Comandante do navio entrava em contacto rádio perguntando se
tudo estava a correr bem e como estava o tempo, porque por Vila Cacheu tinha
acabado de passar um tornado com muita chuva e trovoada. Também nós tínhamos
apanhado com um violento tornado, mas agora o tempo estava relativamente calmo.
Desejou-me boa-sorte, dando-me conta de que ele e o Imediato se iam debatendo
com sucesso e boa disposição com o primeiro dos leitões, embora com pena de não
poderem partilhar da nossa companhia. Por volta das duas da manhã, voltou a
entrar em contacto para se informar como nos estávamos a desenrascar com os
sucessivos tornados que iam passando. Também eles se mantinham solidariamente acordados
aproveitado para ir debicando nos leitões, que tinham acabado deo de enxertar
um pouco o segundo, mas que ficasse descansado que sobraria ainda para o nosso
almoço quando chegássemos.
Aos
primeiros alvores levantamos as emboscadas, reunimos o destacamento e começamos
a caminhar para o ponto de reembarque, uma caminhada muito dificultada por
sucessivos aguaceiros e trovoadas que nos iam atrasando a marcha. Já a manhã ia
adiantada quando conseguimos chegar ao ponto de reembarque.
Por
essa altura, o Comandante da LFG volta a entrar em contacto, lamentando não
poder atrasar a largada e esperar pela nossa chegada porque tinham de aproveitar
a maré favorável para subir o rio até Ganturé. Agradecia os leitões e
penitenciava-se por não ter sobrado muito, mas prometia que na viagem de volta
nos retribuiria convenientemente.
Quando
a LDM navegava tentado esforçadamente vencer a corrente que na altura corria
forte, cruzamo-nos com a LFG que seguia ligeira rio acima. As duas guarnições
trocaram alegres saudações e tive ainda oportunidade de desejar boa viagem ao
camarada que me acenava sorridente da ponte do navio e me retorquiu com um
sonoro "bom apetite".
Quando
chegamos ao nosso aquartelamento e nos dirigimos à varanda que nos servia messe,
encontramos a mesa posta e no meio uma enorme travessa, tendo no centro,
orgulhosamente implantado, um pequeno rabo de leitão assado rodeado por algumas
folhas de alface.
No
regresso da missão em Ganturé, a LFG atracou em Vila Cacheu, devidamente
abastecida com uma dose dupla de leitões. Esta boa prática repetiu-se …
religiosamente, enquanto nos mantivemos por Vila Cacheu. O que ainda hoje me
custa a compreender é como foi possível fazer entrar um leitão assado inteiro
num estômago humano em tão pouco tempo! (embora, conhecidas, que são, as
proezas gastronómicas de um dos comensais, me assaltem sérias dúvidas se a
distribuição dos dois leitões teria sido equitativa).
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Ferreira da Silva
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18:22 –
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TRATADO DE SARAGOÇA
A 22 de Abril de 1529 Portugal e Espanha assinam o “Tratado de Saragoça” dividindo o Oceano Pacífico e os seus territórios entre os dois países. A linha limítrofe ficava 297.5 léguas a Leste das Ilhas Molucas.
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speedy
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10:55 –
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TERRA DE VERA CRUZ
A 22 de Abril de 1500 dá-se o “achamento” por Álvares Cabral de uma terra a Ocidente a que deu o nome de “Terra de Vera Cruz”, mais tarde denominado de Brasil. No local descoberto havia um monte a que deu o nome de “Monte Pascoal”.
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10:51 –
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quarta-feira, 21 de abril de 2021
Hospital das Forças Armada
Desde manhã a tentar marcar uma consulta!
A central telefónica não está operacional e mandam-nos para a Internet!
Tenta-se fazer o registo e recebe-se um sinal de erro interno!
Será que tenho de mesmo de passar a ponte para marcar uma consulta de rotina?
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Ferreira da Silva
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15:43 –
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AVIAÇÃO NAVAL
A 21 de Abril de 1926, descola do Tejo frente à Estação Aeronaval de Bom Sucesso, o hidroavião “Infante de Sagres” tripulado pelos oficiais de Marinha José das Neves e João Moreira de Campos, para a primeira viagem Lisboa- Madeira- Açores- Lisboa.
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09:33 –
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terça-feira, 20 de abril de 2021
CRUZADOR S. GABRIEL
Chega a Lisboa, a 20 de Abril de 1911, o cruzador S. Gabriel terminando a sua viagem de circunnavegação. Largou de Lisboa em plena Monarquia e chegou em plena República.
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09:39 –
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PASSAROLA
A 20 de Abril de 1709, o padre Bartolomeu de Gusmão experimenta o seu aeróstato perante o rei D. João V, no Terreiro do Paço.
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09:37 –
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segunda-feira, 19 de abril de 2021
COMANDANTE CIRNE DE CASTRO
Nasceu a 19 de Abril de 1930, o Pássaro. Claro que me refiro ao magnífico Instrutor de Cálculos Náuticos, Camarada e Amigo que nos ajudou a formar quem nós somos, o então 1/o Tenente Cirne de Castro. Dos últimos Aviadores Navais quando a Marinha tinha uma verdadeira aviação. Quando soubemos que iria connosco na Sagres, na viagem de instrução, ficamos “à rasca”, mas foi para nós um verdadeiro líder Camarada mais antigo e Amigo. Aquelas noites escuras com o céu estrelado e ele para nós: senhor Cadete, aquela estrela é a ... e aquela outra ... eram momentos em que ele nos transmitia o saber da astronomia.
Que tenha um dia muito feliz com todos os seus e que viva sempre com saúde e boa disposição.
Um grande Abraço.
Onda do
speedy
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09:54 –
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sábado, 17 de abril de 2021
POLÍTICOS
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speedy
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10:33 –
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sexta-feira, 16 de abril de 2021
REI D. LUÍS
A 16 de Abril de 1858, o Rei D. Luís termina a sua primeira viagem como comandante de um navio, ao entrar a barra de Lisboa ao comando do brigue Pedro Nunes.
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10:42 –
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quinta-feira, 15 de abril de 2021
LÍNGUA PORTUGUESA
Tive a satisfação de ter lido um artigo do Nuno Pacheco, no "Público" de hoje (pág. 8), que constitui um verdadeiro oásis no matagal de atentados que cada vez com maior frequência a nossa língua materna sofre, quantas vezes dos que maior responsabilidade têm no assunto.
Dele transcrevo um excerto:
" ... Dois recentes e interessantes artigos abordam a estafada saloiice nacional que é pôr inglês em tudo, numa rendição à preguiça e num desprezo pela riqueza da língua portuguesa.
Em “O português a saque” (Expresso, 1 de Abril), Rui Cardoso escreve que “uma novilíngua orwelliana, parece querer substituir o português. É uma mistura de chavões, tiques de linguagem, modismos e palavras contrabandeadas do inglês aprendido à pressa.
Qual vírus parasitando o sistema imunitário, contagia os media e as universidades, sem esquecer figuras públicas de quem se esperaria outro aprumo na forma de expressão.”
Já em “Erradicar o português: ponto de situação” (Observador, 20 de Fevereiro), Alexandre Borges prefere a ironia para descrever o mesmo cenário: “Pense no que está no seu top of mind. Se tem ou não tem a drive. Nesse mindset. Estará na cloud? O importante é estar sem-pre on. Viu o mail? Foi ao chat? Recebeu o briefing. Fez o debriefing. Teve atenção ao target e ao benchmark. Fez o brainstorm com vista ao break-even. O problema é o budget. Mas pense no ROI. Não tem business plan. É um B to B; não um B to C. Não ouviu o chairman? É o nosso core business. Tem de experimentar o coaching. Falta-nos mentoring. Trabalha em cowork. Conseguiu com crowdfunding. Mas não se esqueça do deadline. Recebeu o forward?
Agora, faça o follow-up. Dê-nos feedback. E cuidado com o gap.” Ah, por falar em “novilíngua orwelliana”: ainda paira por aí o acordês, que o texto de Rui usa (que remédio) e o de Alexandre não.
A ele voltaremos."
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José Cruz
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18:17 –
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OCEANOS
Mais um OCeano aniversariante. Nascido a 15 de Abril de 1945 celebra os seus 76 anos o Aires da Silva. Na Escola Naval notabilizou-se como o “bateria” do conjunto musical. Havia uma personagem da TV Norte-americana que era muito parecido com o OCeano, o Perry Mason. Retirado das actividades navais, resolveu ir para Angola onde tem transmitido o seu saber aos angolanos.
Que tenhas hoje um feliz dia e que o repitas muitas vezes com saúde e boa disposição.
Um grande Abraço.
Onda do
speedy
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10:38 –
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quarta-feira, 14 de abril de 2021
TITANIC
Às 2340, hora local, do dia 14 de Abril de 1912, o Titanic, na sua viagem transatlântica inaugural, colide com um iceberg começando a afundar-se o que aconteceu pelas 0220 do dia seguinte.
Onda do
speedy
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09:43 –
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