sexta-feira, 29 de abril de 2022

O 60º ANIVERSÁRIO DO CURSO “OLIVEIRA E CARMO”


Aproxima-se a celebração do 60º aniversário do alistamento na Escola Naval dos cadetes do Curso Oliveira e Carmo e, naturalmente, começamos a pensar nesse grande acontecimento das nossas vidas. Hoje, um grupo constituído pelos OC1, OC2, OC11, OC18, OC27, OC38 e OC41 reuniu informalmente na esplanada do Museu de Marinha, para avançar com ideias e sugestões práticas. Alguma coisa se avançou e é caso para dizer que a carruagem arrancou, mas a velocidade é tão moderada que todos ainda podem apanhar este comboio e que todos são esperados e bem-vindos.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

As abelhas na Guiné


 Recebida a seguinte colaboração:

"Meus caros 

Alguns dos comentários ao artigo em causa (Abelhas de 22Abr22) contêm refrências ao ataque de um avião da FAP aos destacamentos de fuzileiros 8 e 10, respectivamente do 1º Ten Alpoim Calvão e 1º Ten Faria Roncon , de que eram imediatos o 2º Ten Malhão Pereira e o 2º Ten. Castanho Paes respectivamente. A operação , de nome de código Túlipa, ocorreu entre 7 e 9 de Julho de 1964,  foi a 1ª operação em que interveio o DFE 10 e nela participou igualmente o DFE 9 do 1º Ten. Metelo de Nápoles e de que era imediato o 2º Ten Oliveira Monteiro. O episdódio ocorreu no dia 8  quando o DFE 8 e o DFE 10 estavam em Campeane e tanto num como no outro  houve mortos e feridos , no DFE 10 foram mortos 1 sargent e 1 praça e feridos 21 elementos ( 1 oficial, 2 sargentos e 18 praças)

A acção da FAP decorreu do pedido de apoio de um dos destacamentos que foi atacado por um grupo inimigo instalado entre os dois grupos  dos fuzileiros 

A minha chegada ao DFE 10 ocorreu bastante depois deste acidente  e tudo o que sei dele resultou não só das muitas conversas tidas com o pessoal, como do facto de ter sido eu quem elaborou grande parte dos processos e bem assim da consulta do relatório da operação.

Nunca ouvi, nem li , qualquer referência ao pessoal do destacamento ter sido atacado por abelhas.

Abraço do E. Gomes"


ADÁGIOS MARÍTIMOS

Se vem chuva e depois vento, põe-te em guarda e toma tento.

Primeiro água, depois vento, toma cuidado e mete dentro.

Vento de rachar depressa deve calar.

Vento SW mansinho e panga é de temer quando se zanga.

Vento vendaval, amarra a barca e vai-te abrigar.

Viagem por mar não se pode taxar.

Volta direita vem satisfeita, volta de cão traz furacão.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

ALMIRANTADO

 A 25 de Abril de 1795, a Rainha D. Maria I cria o “Conselho do Almirantado”.

OCEANOS

 25 de Abril de 1944, nasce o Vasco Leitão Rodrigues, comemorando os seus 78 anos. Ingressa na E. Naval no O. C. Notabilizando-se pelo espírito de camaradagem que sempre demonstrou em toda a sua vida. Em determinada altura foi o “Imediato” da classe João Belo. Era ele que várias vezes instruía os comandantes. Passou há uns anos por forte borrasca, adornou mas recompôs-se com a sua força de vontade. Um exemplo para todos nós. Tem o respeito de quem trabalhou com ele.

Que tenhas um óptimo dia de aniversário junto com os teus e que ainda o repitas muito mais vezes com saúde e boa disposição.

Um enorme Abraço.

25 de Abril, Dia da Liberdade


 Viva o 25 de Abril !!!

domingo, 24 de abril de 2022

BRASIL

Álvares Cabral desembarca a 24 de Abril de 1500 num local a que chamou Porto Seguro, Brasil.

VASCO DA GAMA

 

(Pilar Vasco da Gama em Melinde)

A 24 de Abril de 1498, Vasco da Gama larga de Melinde para a última etapa da descoberta do caminho marítimo para a Índia.

sábado, 23 de abril de 2022

ESCOLA NAVAL

Foi a 23 de Abril dev1845 que foi publicada a carta de lei que cria a Escola Naval em substituição da Academia de Guardas-Marinha.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Abelhas

Uma das recordações dos tempos da Guiné que ainda hoje me causa pesadelos são os ataques de abelhas. Apanhei muitas picadas de abelhas durante as operações. Possivelmente, adivinhando já os diabetes de que viria a sofrer mais tarde, não poucas vezes, durante as progressões uma abelha resolvia pousar nas poucas partes descobertas do meu corpo, normalmente os braços e a cara, onde não tinha barba, para me deixarem um ferrão. Era doloroso, mas com o tratamento do enfermeiro que me arrancava o ferrão e me punha por cima uma mezinha apropriada, a coisa passava depressa. O que não esqueço mesmo são os ataques de enxames de abelhas em que por duas ou três vezes me vi envolvido juntamente com alguns homens que estavam perto de mim. A fúria de milhares de abelhas que se agarravam à cara e a todas as partes do corpo descobertas para lá deixarem os seus dolorosos ferrões, deixam-nos completamente indefesos e, nessas ocasiões, larga-se tudo e foge-se em qualquer direcção até que elas desistam. Quando isso acontecia, nem o enfermeiro me valia e todas as partes do corpo mais expostas ficavam inchadas e doridas durante um ou dois dias. No meio disto tudo havia alguns homens a quem as abelhas não incomodavam, que ficavam imperturbáveis, uns completamente estáticos, outros dando uns estalidos com os dedos, outros assobiando. Tentei todas estas estratégias sem qualquer resultado. As abelhas realmente gostavam mesmo de mim.

 

Mas, de todos os ataques de abelhas, o que sempre me assalta a memória foi mesmo o primeiro e aconteceu logo no nosso primeiro mês de Guiné num reembarque em botes do DFE 12, depois de uma operação na península de Sambuiá. Como era a primeira vez que essa missão estava atribuída ao meu destacamento resolvi acompanhar o pessoal dos botes que iriam fazer o reembarque num afluente do rio Cacheu. Eram sete ou oito botes, com dois homens cada que penetravam no rio até encontrarem o pessoal que se encontrava junto da margem à nossa espera. Seguia no 3º bote acompanhado por um marinheiro veterano e a subida do rio correu sem qualquer percalço. Em determinada altura começamos a ouvir gritos, aceleramos a marcha e depois de uma curva do rio vimos alguns homens, entre os quais me lembro ainda do tenente Lobato, chamando-nos e agitando freneticamente os braços. A primeira ideia que me veio à cabeça foi a de haver alguém ferido e que os gestos e gritos seriam para nos apressarmos, mas logo que os dois primeiros botes chegaram junto deles, vi que também os homens que os guarneciam se começaram a comportar de forma pouco habitual, agitando o corpo e sacudindo a cabeça ao mesmo tempo que os homens no rio se içavam rapidamente para dentro dos botes. Nessa altura o marinheiro que me acompanhava diz-me que são abelhas e para eu não me mexer, mas nessa mesma ocasião fomos completamente rodeados por nuvens de abelhas furiosas que esvoaçavam à nossa volta e nos atacavam. Os dois primeiros botes retiram com o pessoal recolhido e os que vinham atrás de nós não se aproximaram, mas o marinheiro que ia ao motor avança até ao local de recolha para se certificar de que ninguém tinha ficado para trás e, insistentemente, aconselha-me a não me mexer. Foi o que tentei fazer, mas cada vez mais abelhas chegavam, pousavam e picavam. Arranquei da cara algumas mãos cheias de abelhas, mas as dores das ferroadas tornaram-se insuportáveis. Não consegui manter a imobilidade que o marinheiro me aconselhava e atirei-me para o rio tentando ficar com a cabeça debaixo de água. O marinheiro também não aguentou e atirou-se para a água. O bote seguiu, devagar, rio acima. Tentei usar a minha experiência de mergulho, mantendo a cabeça debaixo de água o mais tempo que podia, mas logo que vinha à superfície ficava novamente completamente coberto de abelhas. Isto durou algum tempo até que elas deixaram de aparecer e os dois fomos para a margem do rio oposta àquela onde o pessoal reembarcara. Nessa altura, já não havia ninguém naquela zona, mas ouvíamos os motores dos botes e vozes mais abaixo no rio. O resto do DFE 12, ao aperceber-se do ataque das abelhas tinha procurado um outro local para o reembarque. Estávamos desarmados e escondemo-nos no tarrafo esperando que alguém nos viesse buscar. Em determinada altura aparece o nosso bote com o motor parado, a descer o rio com a maré. O marinheiro propõe-me que lhe empreste o meu casaco do camuflado para ele o pôr cima da cabeça e tentar agarrá-lo. Dispo o casaco e ele entra na água completamente coberto, apanha o bote, consegue subir e pôr o motor a trabalhar. Eu saio do tarrafo, entro na água, chego junto do bote e com a sua ajuda consigo também embarcar. Nesse preciso momento caem-nos novamente em cima as abelhas que desta vez para além da cara têm todo o meu tronco para explorar. O motor do bote vai abaixo, o marinheiro tenta socorrer-me, descobre a cabeça e também ele fica imediatamente coberto de abelhas. Volta, desesperadamente, a tentar que o motor arranque. Não aguento as dores, atiro-me novamente para a água. Ele acaba por fazer o mesmo. Estávamos os dois a tentar escondermo-nos debaixo da água quando aparece um bote com dois marinheiros, com todo o corpo protegido por cobertores que tinham arranjado na LFG. Conseguem içar-nos para bordo. O que não vinha ao motor, aponta-nos um extintor de incêndios e cobre-nos de espuma. Regressamos a toda a velocidade à LFG que nos esperava no rio Cacheu. O enfermeiro prestou-nos os primeiros socorros. A toda a força das máquinas o navio ruma a Ganturé, onde o médico do Exército que estava em Bigene nos esperava e nos tratou e acompanhou até que os efeitos das picadas das abelhas abrandassem. Nenhum de nós fez alergia grave e dois dias depois já os inchaços que tinham sido bem visíveis, sobretudo na cara e nos olhos, tinham quase desaparecido. Uns dias mais tarde comecei a ter dores fortes num dos ouvidos e fui à enfermaria pedir ajuda. O enfermeiro resolveu o problema fazendo-me uma lavagem e retirando-me uma abelha morta que estava alojada bem no fundo do ouvido.

 

NAVEGAÇÃO A MOTOR

 Chega ao Porto de New York o primeiro navio de propulsão mecânica, neste caso a vapor, a atravessar o Oceano Atlântico. O navio tinha o nome de “Sirius” e era inglês.

BRASIL

22 de Abril de 1500, data oficial do “achamento “ do Brasil. Foi neste dia que Álvares Cabral com a sua armada avista terra, a terra de Vera Cruz, mais tarde chamada de Brasil. Fundeia em frente a um monte a que devido à época foi chamado de Monte Pascoal.

BRASIL-PORTUGAL


Hoje é o dia comemorativo da “Comunidade Luso-Brasileira”.

quinta-feira, 21 de abril de 2022

ADÁGIOS MARÍTIMOS


Então Sul é má peste. Pede capa e sueste.

Quando o tempo se prepara lentamente, não abandona o marinheiro fàcilmente, mas se de repente se declara, é de fraca duração e pronto pàra.

Quando soa o temporal, mal pela terra, pior pelo mar.

Timoneiro que não marca, mal vai a barca.

Se um trovão solto no céu reboa, temporal violento nos apregoa.

Poucos fuzis, trovões em barda, rumo em que o vento se alabarda.

Vaga ao revés encrespada, vai dar-te o vento saltada.

Quando há vento, molha-se a vela.

Vento antes da chuva, deixa andar que não tem dúvida.

Se tens ventos depois água, deixa que não faz mágoa.

quarta-feira, 20 de abril de 2022

APOLLO XVI


A 20 de Abril de 1972, a Apollo XVI, sob o comando do astronauta John Young, pousou na Lua.