Bom dia OC!
Dei ontem com um artigo do Público (que podem ler aqui) sobre o centenário do nascimento de um matemático português — António Aniceto Monteiro — de que nunca tinha ouvido falar (ignorância em que, infelizmente, não devo estar sozinho). Vi também que, embora de uma forma um tanto ou quanto discreta, o seu centenário está a ser comemorado pela Sociedade Portuguesa de Matemática.
Daquilo que me foi possível ler sobre António Aniceto Monteiro, fiquei a saber que nasceu em Moçamedes no dia 31 de Maio de 1907 e que foi aluno do Colégio Militar. Licenciou-se em 1930 em Ciências Matemáticas, na Faculdade de Ciências de Lisboa, e doutorou-se em Paris, em 1936.
Voltou para Portugal depois do doutoramento, mas foi-lhe vedada a entrada na carreira universitária e impedido de exercer funções docentes porque se recusou a assinar um compromisso de fidelidade à Constituição de 1933 e assumir que não seguiria os ideais comunistas.
Perseguido pelo obscurantismo vigente, partiu em 1945 para o Brasil a fim de prosseguir a carreira académica. Mas, até aí, o longo braço de Salazar conseguiu pressionar o Reitor da universidade onde António Aniceto Monteiro trabalhava de modo a evitar a renovação do seu contrato. Depois de 4 anos no Brasil, foi para a Argentina onde ensinou quase duas décadas na Universidade do Sul, em Bahia Blanca.
Ainda voltou a Portugal em 1977, tendo trabalhado cerca de dois anos como investigador no Centro de Matemática e Aplicações Fundamentais da Universidade de Lisboa. No entanto, não quis morrer em Portugal e regressou à Argentina em 1980, vindo a falecer em Bahia Blanca no dia 29 de Outubro desse ano.
A forma como os melhores são afastados neste reino da mediocridade, demonstra bem os perniciosos efeitos da “pestilência da raça”. E de tal forma são mal tratados, que nem cá querem morrer…
Daquilo que me foi possível ler sobre António Aniceto Monteiro, fiquei a saber que nasceu em Moçamedes no dia 31 de Maio de 1907 e que foi aluno do Colégio Militar. Licenciou-se em 1930 em Ciências Matemáticas, na Faculdade de Ciências de Lisboa, e doutorou-se em Paris, em 1936.
Voltou para Portugal depois do doutoramento, mas foi-lhe vedada a entrada na carreira universitária e impedido de exercer funções docentes porque se recusou a assinar um compromisso de fidelidade à Constituição de 1933 e assumir que não seguiria os ideais comunistas.
Perseguido pelo obscurantismo vigente, partiu em 1945 para o Brasil a fim de prosseguir a carreira académica. Mas, até aí, o longo braço de Salazar conseguiu pressionar o Reitor da universidade onde António Aniceto Monteiro trabalhava de modo a evitar a renovação do seu contrato. Depois de 4 anos no Brasil, foi para a Argentina onde ensinou quase duas décadas na Universidade do Sul, em Bahia Blanca.
Ainda voltou a Portugal em 1977, tendo trabalhado cerca de dois anos como investigador no Centro de Matemática e Aplicações Fundamentais da Universidade de Lisboa. No entanto, não quis morrer em Portugal e regressou à Argentina em 1980, vindo a falecer em Bahia Blanca no dia 29 de Outubro desse ano.
A forma como os melhores são afastados neste reino da mediocridade, demonstra bem os perniciosos efeitos da “pestilência da raça”. E de tal forma são mal tratados, que nem cá querem morrer…


2 comentários:
Vê-se logo que era asilante...
Acho que vocês, ex-asilantes, deviam fazer alguma coisa para que este Homem fosse mais conhecido.
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