sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Governa-se quem pode

Em notícia difundida hoje pelos boletins informativos da antena 1 da RDP, a partir das 7 00 da manhã, fiquei a saber que um senhor ex-administrador (Presidente do Conselho de Administração?) do BCP, que de lá saiu há bem pouco tempo em circunstâncias para si não muito agradáveis, ficou com uma pensão vitalícia do banco de 35 000 € mensais (14 meses por ano) para além de uma indemnização de 10 000 000 € (sim, uma dezena de milhões de euros).

Não ponho em causa a legalidade do facto, é legal com certeza. O que acho é que é uma perfeita imoralidade, numa sociedade em que existe fome, em que muita gente que quer trabalhar não o consegue ou que com que o que ganha não consegue satisfazer as necessidades mínimas.

Não aceito o argumento de que se trata de uma organização privada. É-o de facto mas a sua actividade só existe, com os consequentes resultados, porque actua no meio de nós e à custa de nós. No meio do Saara ia à falência.

O que se trata é de um problema de repartição da riqueza produzida pela comunidade, pela interactividade de todos os cidadãos, do tal tão badalado PIB.

Isto de sermos (uma maneira de dizer, quem tiver de enfiar o barrete faça o favor de o fazer...) fortes com os fracos e fracos com os fortes (onde é que eu já ouvi isto?) é cómodo e não muito difícil a curto prazo.

10 comentários:

O LSN disse...

E depois dizem que a Soraia Chaves é que faz cenas escabrosas ... para não dizer obscenas, que é o que se vem passando no BCP.

O Jorge Beirão Reis disse...

Lamento, principalmente, que dois dos ex-administradores do BCP tenham sido oficiais da Reserva Naval. No melhor pano cai a nódoa!

O Manel disse...

Pois eram da RN , ou ainda são , mas olha que nada fizeram por ninguém da "briosa"!!!

Quanto ao resto , salvo a citação do Santana Lopes , que hei de dizer senão concordar em absoluto e lembrar que no discurso de ano novo o PR falou disso , e foi criticado por muitos , entre os quais Lobo Xavier e Pulido Valente

O Manel disse...

Só mais um pequeno toque.A Senhora esposa (PTC ) não foi agora nas listas para um lugar nos corpos sociais do mesmo banco , tipo Conselho geral?

O Fernão disse...

Só nao compreendo tanta preocupação com entidades privadas e ninguém comenta o vencimento do Scolari que esse sim é pago com algum do que me levam todos os meses e temos o Mourinho que fazia melhor à borla nos intervalos em que está sem clube.

O Ferreira da Silva disse...

Não sei se ouviram alguma coisa das explicações que o Constâncio deu ontem na AR.
Aprendi que existe uma nova maneira de fiscalizar designada por prudencial. o homem repetiu algumas dezemas (talvez mais de uma centena de vezes) que o que o BP fazia era prudencial ... que agia prudencialmente ... etc.
O significado pessoal que dei a toda a conversa que ouvi foi mais ou menos este: Prudencial - deixar os amigos fazerem as maroscas todas e fechar os olhos com a experança de não virem a ser descobertos e apanhados. Se o forem lavo daí as minhas mãos.

´Se isto se generaliza ficamos com um país muito mais catita do que o que já está!

O Manel disse...

Prudencial.....

o Homem para o fim já estava descomposto. Já agora lembro-vos , e pensem , que o Governador do BP, e sua equipa , têm mandatos de 5 anos 5 , e , no caso deste Senhor, que deve estar multimilionãrio mais a esposa , foram mais 5 , que acabam ,creio, que em 2011.Ou seja ....olhem nada.
Ainda falavam do Tenreiro e do Supico Pinto. Coitados
Prudencial , como diz o "Selva"

O 403 d'62 disse...

O seu a seu dono:
Quando um dos visados R.N. estava à frente do Totta e Açores o pessoal da Marinha obteve benesses naquele banco que nem os próprios funcionarios tinham.

O Manel disse...

Isso é muito antes . carissimo Zé Manel.

Mas , mesmo que fosse , eu não me referi á Instituição , mas sim a seus membros.

De qualquer forma que se lixe o assunto

O Ferreira da Silva disse...

O problema parece estar mesmo nas benesses aos amigos e por vezes menos amigos, mas que vão comendo da mesma gamela (como diziam lá para o Norte!)
Quando é que somos todos tratados da mesma forma, de acordo com os nossos direitos?