Cuidado, Muito Cuidado
Recomendo a leitura de um artigo, da autoria do Prof. Pedro Adão e Silva, publicado no Diário Económico de hoje, na 2ª página, intitulado "As virgens ofendidas", sendo o tema "a judicialização da actividade política".
Tomo a liberdade de transcrever, com a devida vénia, o seu último período: "É um sintoma de que está a germinar uma visão em que o poder judicial já não quer ser independente do poder político, mas sim este subjugado ao seu poder."


4 comentários:
Quem quiser ler o artigo em questão pode usar o endereço seguinte: http://economico.sapo.pt/noticias/as-virgens-ofendidas_83571.html
Não resisto a transcrever o primeiro comentário ao artigo, que se pode ler no "site" do Diário Económico:
"Tanto disparate chega a ser constrangedor. E se falasse do tempo?"
LSN
Já respondi ao Jorge Beirão Reis. Também, estás nos destinatários.
Um Abraço
Li o comentário que mandaste para para o mail. Acho que ficaria muito bem aqui. Um abraço
Caríssimo Jorge Beirão Reis,
Obrigado pelo artigo. A minha opinião sobre o autor não é lá muito abonatória. Costuma aparecer nas televisões com a designação incaracterística de "politólogo", omitindo a sua ligação politico-partidária. Tanto mais, que foi um dos coordenadores da moção do Sócrates ao congresso do PS. Assim, só lhe ficaria bem se assumisse publicamente a sua conotação política, em vez de tentar iludir a opinião pública, fazendo-se passar por pretenso "independente". Iludirá os desatentos que, infelizmente, julgo serem muitos. Mas, não iludirá os atentos e que tentam manter-se informados e esclarecidos, tanto quanto as condições da informação dísponível o permitem.
Sobre a Justiça, já tenho expresso o meu pensar e sentir na "Água Aberta no Oceano", pelo que te dispenso o incómodo. Apesar disso, aproveito para te dizer que, em minha opinião, se o poder judicial está a ocupar o lugar do legislativo e do executivo, a culpa tem sido dos respectivos "actores" que integram aqueles poderes. A sua postura, falta de transparência, compadrio, nepotismo, mentira, ausência de ética e solidariedade para com os mais desprotegidos, a par da utilização indevida da "cousa" pública, com critérios de duvidosa aceitação, é que propiciam o ambiente e descrédito das suas pessoas e acções junto da opinião pública. Situação que é apelativa ao aparecimento de outras tentativas de ocupação do espaço da administração e gestão da vida pública. É minha convicção que, se os actores do legislativo e do executivo souberem estar à altura das suas responsabilidades para com o País e os cidadãos, não haverá qualquer perigo de usurpação de poderes pelo judicial. Assim, aqueles saibam dignificar a confiância que os cidadãos neles depositam quando os elegem como seus representantes na instituição máxima da "democracia representativa", a Assembleia da República".
Um Abraço,
Ramiro Rodrigues
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