terça-feira, 24 de agosto de 2010

Espiões militares

Esta silly season estava um bocado morta, vai daí o Ministro da Defesa dá uma entrevista ao jornal i em que, no engodo do jornalista, diz que vai mandar uma célula de informações militares para o Afeganistão e outra, provavelmente, para o Líbano. Como é sabido, a nova LOBOFA criou um serviço de informações militares cuja missão deverá ser a colheita de informações nos teatros de operações onde as forças actuam (a colheita de informação estratégica, rejeitada pelo SIED, parece que não é de ninguém). Agora, esta de o ministro anunciar o início de operações clandestinas é original, se bem que neste país haja uns antecedentes do mesmo calibre, num passado não longinquo. Ao mesmo tempo, SExa anuncia que a partir de Outubro não daremos mais uma força de reacção rápida, ficando só umas equipas de formação no Afeganistão. Então, pergunto, para que servem as informações? Igualmente no Líbano, com uma companhia de engenharia a fazer obras, que informações vão lá buscar os agentes secretos?
Apesar de aparentados com os mouros,não estou a ver o nosso tenente Silva ou o nosso cabo Santos vestidos de beduinos a conviverem com os indígenas, a discutir futebol em urdu ou árabe!
Talvez se fiquem pelo quartel a fazer recortes da imprensa local, aonde apõem no fim o carimbo de confidencial...

3 comentários:

O LSN disse...

Só falta aparecerem no jornal as fotocópias dos BI's dos "espiões"!!!

O Bastos Moreira disse...

Já que o SIEDM não resultou, e o SIED nada faz, talvez queiram voltar aos glorioos tempos da DINFo em que se fazia álguma coisa.

O Manel disse...

O homem diz nos corredores aos amigalhaços que não tem medo de nada , pois os seus contestatários são a "brigada do reumático" de meia duzia de reformados