Fazer o que ainda não foi feito
Confesso que sou lento a ler o Expresso. Só hoje, 5ª feira, cheguei à página n.º 22 do Expresso Economia do passado sábado, 4 de Setembro, e li, deleitado, o artigo acima, o qual reproduzo com a devida vénia.
O que é que ainda não foi feito? A redução dos salários dos funcionários públicos: uma redução de 10% permitiria, segundo o autor, reduzir a despesa em 2 mil milhões de euros por ano (o equivalente a, mais ou menos, quatro submarinos). Alternativamente, digo eu, reduzir o número de funcionários públicos a 90% do número actual (em todas as categorias, não apenas nas de salários mais baixos), alternativa que o autor não recomenda.
Quando falei nisto, ao almoço, a dois funcionários públicos (reformados) a reacção foi: coitadinhos dos funcionários públicos, que já sofrem tanto!
Isto é que vai uma crise!!
Recomendo a leitura crítica deste artigo.
Tenham um bom fim de semana!


2 comentários:
Estás melhor do que um velho republicano anti fascista da minha terra que andava sempre a ler "A Republica" de há uma semana atrás.
Sobre o assunto propriamente dito, julgo que a verdadeira solução era acabar mesmo com todos os funcionários públicos!
Acabar com eles é um pouco drástico ... mas cortar 30% nos salários (e sem explicações como pedia o outro) permitiria poupar uns dinheiritos que podiam ser aplicados a ajudar os bancos, as companhias de seguros, a EDP, a GALP, etc, que , coitadas, estão bem aflitas. (Já agora, e com menos atraso, vejo na primeira página do Expresso de 11Set:
- Portugal corre o risco de uma explosão social;
- Pais reduzem gastos com educação;
- Suicídios aumentam;
Parece-me um terreno propício a cortar ordenados)
Comentar esta onda