domingo, 24 de novembro de 2013

O Homem

Com pompa e circunstância e grande cobertura mediática, a Brigada do Alzheimer avançou. Rodeado pela habitual corte de sabujos e parasitas, o Homem presidiu. O Homem está xéxé e, como tal, disse disparates, proferiu ameaças, lançou invectivas. Não seria importante se o Homem não tivesse sido um dos mais importantes políticos dos últimos cinquenta anos, se não tivesse ocupado os mais altos cargos, estando o País devedor pelo seu, no passado, grande empenhamento posto na luta pela democracia e pela liberdade.
É uma pena que algumas pessoas não saibam envelhecer com dignidade!

11 comentários:

O Nunes da Cruz disse...


Allen: com o devido respeito, permitia-me lembrar que a liberdade de expressão é um facto nos dias de hoje no nosso País, tanto a tua como a de qualquer outro cidadão.
No entanto e com base nela, não gostaria de ver instalado neste blogue (e nisso julgo não estar só), o insulto a quem quer que seja. Não foi para isso que ele foi criado.
Penso que concordarás.
Um abraço.

O Luís Silva Nunes disse...

Concordo e apoio inteiramente o comentário do JNC. Não me lembro se na vida deste blogue já se disse que os conteúdos publicados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Ora aqui está uma boa oportunidade para lembrar (ou relembrar) esta regra.

O Allen disse...

Nunes da Cruz e Silva Nunes, concordo absolutamente convosco. contudo penso tambem que a liberdade de expressão não é uma rua de sentido único.

O Ferreira da Silva disse...

Fui à Aula Magna e não faço nem nunca fiz parte de corte nenhuma. Como disse o Pacheco Pereira o que ali se foi fazer foi dizer que já se foi longe demais e que é preciso por fim à actual situação política em que vivemos neste país. As divergências, essas, vamos debatê-las noutras circunstâncias.

O Ferreira da Silva disse...

Porque penso que foi o Pacheco Pereira que melhor compreendeu o que levou a "Brigada do Alzheimer" (no dizer do Allen)aqui vai o link para o seu discurso:
abrupto.blogspot.pt/2013/11/na-aula-magna-21-de-novembro-de-2013.html

O Luís Silva Nunes disse...

Allen: Não percebo a referência ao sentido único. Que eu saiba, nunca aqui foi coarctada a liberdade de expressão seja a quem for, independentemente do sentido.

O Fernão disse...

Bela polémica!Quase faz recordar a do "Bom senso e bom gosto" embora com recorte menos literário e mais juridico. Intervenho nesse ambito:
1. Para lembrar ao nosso Silva Nunes que não é pacifico que o "proprietário" de um blogue seja desresposabilizado do seu conteúdo pela simples afirmação que a resposabilidade pertence aos autores. Pelo contrário , se seguir na senda do que ocorre com a imprensa periódica; o director de jornal tem sido condenado solidariamente com o autor da peça.
2. Mas penso que aqui não se prefigura qualquer insulto. O Allen, muito legitimamente, manifesta uma opinião politica em contraponto a outra. Poder-se-à dizer que o faz de forma demasiadamente "colorida" mas o destinatário não poderá ofender-se, no contexto do que se passou na Aula Magna,onde "gatuno" quase era elogioso, por lhe chamarem "xéxé". Nem os assistentes por serem apelidados de "sabujos e parasitas". Eu, embora ideologicamente esteja noutra, também lá fui e por causa da Alzheimer nem me lembro do significado de tais palavras.

O Manel disse...

Luís, no olho do furacão.
Para exemplificar a tua excelsa razão no nº 1 , basta recordar o bizarro acontecimento no magnífico blogg" A voz da Abita..." com o Engº Macário Correia, onde o nosso camarada e Amigo Botelho Leal foi metralhado com incómodos

O Nunes da Cruz disse...

Bom, isto com opiniões juridicamente abalizadas, tem muito mais piada. Por tal, é muito bem-vinda a intervenção do nosso Fernão.
A propósito, vem-me à memória aquela sentença de um juiz ao absolver um réu que tinha chamado filha da p… a alguém: “O sr. está absolvido graças à boa argumentação do filho da p… do seu advogado”. É que o advogado tinha conseguido convencer o juiz de que aquela expressão tinha diversas e abundantes conotações, algumas delas simpáticas e amistosas.
Apreciando embora a argumentação do referido advogado e a elegante abertura do juiz, e considerando que em outros “fora” o epíteto de gatuno possa não constituir insulto pela sua banalização e aplicação a muito boa gente (admito até com muita propriedade em muitos casos), eu (e julgo que muitos de nós) não gostaria de ver aqui apelidados de xé-xés, sabujos ou parasitas quem quer que seja.
Preferia que as ondas do nosso OCeano continuassem a ser outras, no espírito do enunciado inicial do Blogue.

O Jorge Beirão Reis disse...

Magnífico!
Olhando para trás, verifico que as intervenções anteriores têm sido escassas e desinteressantes.
Concluo agora que permanecemos vivos.
Relativamente ao assunto destas intervenções, estou inclinado a concordar com quase todas (e, no meu caso particular, sinto que estou velho, chato, desmemoriado, enfim xexé e não me posso sentir ofendido se o afirmarem, mesmo publicamente.
Confesso que gostei muito da intervenção inicial do OCeano Allen (que corresponde ao sinto relativamente ao Homem, com o H grande que ele merece) e considero extremamente pertinentes os comentários dos OCeanos Paiva de Andrade e Pinto Machado.

E venham mais intervenções!

O Luís Silva Nunes disse...

Confesso que nunca me passou pela cabeça a possibilidade de ser demandado judicialmente por causa da "onda" do Allen ... aliás considero essa hipótese descabida e a roçar as raias do ridículo. A razão do meu "lembrete" sobre a "responsabilização" estava mais ligada à imagem do nosso blogue (não se esqueçam que ele é público) ... não corramos o risco de resvalar para o baixo nível, por exemplo, da Assembleia da República onde as acusações cretinas, os insultos fáceis e as agressões verbais (e não só, já ouvi convites à confrontação física) são o pão nosso de cada dia.