quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Mais uma reforma

Cada ministro sua reforma. É preciso apresentar serviço. Para o ano deve entrar novo MDN. O que é que irá fazer? Baralhar tudo outra vez? Baralhado já isto anda, basta ler os preâmbulos da molhada de leis que saíram para se perceber a clareza de pensamento e a lógica das coisas. A lógica do dinheiro fica logo evidente quando é determinado que o processamento, liquidação e pagamento de todo o pessoal no âmbito do MDN é feito pela secretaria-geral do ministério. Podemos prever o pior.
No MDN fundiram três direcções-gerais numa só, a D.G. Recursos, cujo D.-G. se intitulará Director Nacional de Armamento. Estão a ver o eterno Alberto Coelho ou outro qualquer rapazito do partido sentado em Bruxelas como Director Nacional de Armamento?
O EMGFA continua a engordar. Para além do hospital e do Instituto ainda lhe penduram uma nova Unidade de Ensino, Formação e Investigação de Saúde Militar que substitui a ESSM, que era do Exército.
As relações de comando são uma baralhada de conceitos onde se mistura níveis de comando com modalidades de comando, na ânsia de o CEMGFA mandar em tudo e sempre. Neste aspecto a missão do Comando Naval é patética. Basicamente faz o que lhe mandarem no campo militar, mas tem muito mais competências no âmbito da autoridade marítima. Não há atribuição de responsabilidades de área aos comandos operacionais, que agora chamam comandos de componente, macaqueando uma moda dos anos 90 em que tudo tinha que ser conjunto, mesmo que não fosse preciso (os políticos tinham aprendido a palavra). Mas salve-se uma coisa: o Comando Naval continua a ser o SUBOPAUTH. Pelos vistos ninguém teve a lata de pôr um major do EMGFA a tratar da segurança dos submarinos !
Desapareceu a Flotilha, revertendo as suas funções para o Comando Naval, como era dantes. Fechou-se o circulo. Pena que as esquadrilhas não voltem a chamar-se flotilhas. A terminologia continua errada.
Não tive tempo de ler as leis orgânicas do Exército e da Força Aérea. Fica para o ano.


2 comentários:

O Pires Neves disse...

Felicito-te pelo comentário e principalmente pela paciência que ainda tens para o fazeres. No actual contexto digo-te que é obra! Um bom ano.

O Nunes da Cruz disse...

Não percebo nada do assunto mas também te felicito pela paciência e comentário, fazendo minhas as palavras do nosso especialista anterior JPN.