Contas... (Réplica ao soneto publicado em 1.2.2015)
Da autoria de frei
Castelo Branco, frade arrábido do sec. XVII:
Deus nos pede do tempo
estreita conta
é forçoso dar conta a
Deus do tempo!
Mas como dar, do tempo,
tanta conta
se se perde sem conta
tanto tempo?!
Para fazer, a tempo, minha conta
dado me foi, por conta, muito tempo.
Mas não cuidei no tempo e foi-se a conta,
eis-me agora sem conta... eis-me sem tempo
Oh vós, que tendes tempo e tendes conta,
não o gasteis, sem conta, em passatempo,
cuidai, enquanto é tempo, em terdes conta
Ah ! se quem isto conta do seu tempo
tivesse feito, a tempo, apreço e conta,
não chorava, sem conta, o não ter tempo
Abraço do E. Gomes


1 comentário:
Boa réplica. Haverá mais?
Comentar esta onda