sábado, 14 de fevereiro de 2015

Mais comandantes?

Aparece agora na imprensa que a questão de os enfermeiros virem a ser oficiais está em vias de resolução. Ao que dizem, a carreira do enfermeiro vai até coronel ou capitão de mar-e-guerra! Pergunto ingenuamente, para que serve ou quem quer um enfermeiro capitão de mar-e-guerra? É óbvio que a partir de capitão-tenente não porão mais os pés numa botica e irão para uma qualquer secretária empurrar papel com a barriga até à hora de dar o salto e ir lá para fora tratar dos negócios das injecções. Também nos navios pequenos quererão um camarote que não existe e, ainda, que sendo agora doutores, não queiram embarcar por ser um desperdício de competências ou, eventualmente, serem mais antigos do que o comandante. Vejo ainda problemas de escala, quando o médico tiver um posto inferior ao enfermeiro, quer a bordo, quer em terra. Enfim, não são problemas que um competentíssimo director-geral de recursos não possa resolver.
E como será o seu tratamento? Sr. comandante, como a maioria dos bombeiros e protecção civil? E como será a cor do fundo dos galões?
É caso para recordar a anedota do grumete que entra na botica e diz: Sr. comandante dê-me a injecção.

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