quinta-feira, 23 de abril de 2015

EFEMÉRIDES NAVAIS

(Ponta dos Rosais, Ilha de S. Jorge)

Em 1343, a 23 de Abril, Gonçalo de Bruges, Capitão da Ilha Terceira, descobre a Ilha de S. Jorge (Açores ).
Também a 23 de Abril mas no ano de 1499, Vasco da Gama, de regresso da Índia, fundeia na Ilha de Santiago (Cabo Verde).

1 comentário:

O A.R.Costa disse...

Apenas duas notas: 1) Em dias de boa visibilidade a ilha de São Jorge avista-se da ilha Terceira e por isso tem pouco sentido falar-se da sua descoberta; 2) Apesar disso, os autores antigos apontam Jácome de Bruges, flamengo, como o homem que achou e descobriu a ilha, presumindo ter sido por volta de 1450.
Para os eventuais interessados transcrevo duas passagens desses autores.

Gaspar Frutuoso, o principal cronista dos Açores, escreveu em 1589 o "Livro VI das Saudades da Terra e do Céu", onde diz que a ilha de São Jorge “foi achada e descoberta logo depois da Terceira, pois não se sabe em certeza quem fosse o que primeiro a descobriu, senão suspeita-se que devia ser Jácome de Burges, framengo, primeiro capitão da Terceira, que depois acharia a de São Jorge, e, pela achar em dia deste santo, lhe poria o seu nome...” (pág. 229). Mais adiante diz: “Já que não sei em certeza quem primeiro achou a ilha de São Jorge...” (pág. 231)

António Cordeiro na sua "Historia Insulana das Ilhas a Portugal sugeytas no Oceano Occidental", publicada em 1717, escreveu o seguinte:
[A ilha de São Jorge] “foi achada em vinte e três de Abril, dia do Divino Cavaleiro, e Mártir valerosíssimo São Jorge, e por isso lhe deram o nome, mas em que ano fosse descoberta, se não acha; presumo porém que o foi no ano de 1450, pouco mais, ou menos... (p. 425). “Quem fosse o primeiro descobridor desta Ilha de São Jorge, uns dizem que foi o primeiro Capitão Donatário de toda a ilha Terceira Jácome de Bruges, e que à sua Capitania da Terceira lhe ficou logo unida a de São Jorge...” (pág. 426). “O mais antigo povoador que se sabe da ilha de São Jorge (diz o já citado Frutuoso) foi um fidalgo flamengo e muito rico, natural da cidade de Bruges, chamado Guilherme Vandaraga...” (pág. 426).