OPERATION SAIL 1964
A 16 de Julho de 1964 tivemos 2 eventos.
De manhã embarcamos em 2 autocarros para "Battery Park" onde teve início a parada, que nos levou pela Broadway até ao "City Hall". A nossa formação era comandada pelo então 1º Ten. Costa Catalão, e levava o estandarte da Sagres à frente, único com escolta armada (espada), pois o Comandante da nossa força não arreou e exigiu a escolta com espada. Este estandarte, bordado com fio de ouro foi uma oferta da Amália Rodrigues que o encomendou a uma senhoras portuguêsas emigrantes no Brasil . Impressionante a multidão a assistir à parada dos Cadetes dos 13 países, e mais sensibilizante ver Portugueses que se ajoelhavam à passagem do nosso Estandarte, alguns com lágrimas nos olhos.
Quando acabou a parada e até ao embarque fomos envolvidos pelos Luso-americanos, que nos convidavam para ir às suas casas.
Há noite foi o "Grand Ball", no Holland-Amercan Line Pier 40, que é dos poucos que resistem ainda.
Cadetes de todos os países, teen-agers americanas loucas para dançar com o Cadete. Aí conhecemos uma bebida muito apreciada pelas jovens: Orange ou Lemon Screwdriver, bebida feita com vodka e laranjada ou limonada. Nunca vi um nome tão apropriado para uma bebida!
Quero lembrar dois discos de 45 rpm que de alguma maneira marcaram esta viagem, o Baby Love da Diana Ross and the Supremes comprado pelo Calvet, e um outro de que não sei o nome mas que começava com a seguinte letra: "Peter do you want to see a parade? A parade, a real parade?", este comprado pelo OCeano Adelino e que foi tocado no último desfile do nosso curso,para o pequeno almoço no dia do Juramento de Bandeira. Será que o Costinha ainda tem esta preciosidade?



2 comentários:
Aprecio muito este teu relato e felicito-te por esta continuada exposição de memórias. Quanto ao disco que de facto tinha muita piada, talvez esteja num qualquer dos meus caixotes de coisas antigas... Pode ser que um dia apareça.
Então e o "Everybody love somebody sometime" do Dean Martin?
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