ESTÓRIAS OCEÂNICAS
Para narrar esta estória é necessária uma introdução. Hoje fui visitar o Manel e tivemos uma longa cavaqueira, lembrando estórias dos nossos passados. Quando eu lhe contei esta estória ele disse-me que a deveria publicar. É natural que o OCeano interveniente não tenha reparado. Passou-se no dia da apresentação do OC ao Comandante Silva Horta, comandante da Sagres, e foi-me contada 5 anos depois numa viagem de instrução da Sagres em 1969, pelo nosso Amigo Capelão Mello.
Nesse dia ao jantar, na câmara de oficiais o Comandante Horta desabafa: "Nunca me aconteceu isto: um Cadete ao apresentar-se diz-me: Vá para o C..., eu peço que repita e ele insiste dizendo entre dentes o mesmo: Vá para o C..."
O Capelão Mello percebeu o imbróglio e foi chamar o referido Cadete, que tinha dificuldade em falar por ter sido encostado por um bicho de cornos, e à porta da Câmara de Oficiais lá pronunciou o seu nome retirando em seguida. Ficou tudo esclarecido, o Comandante Horta que era um pouco duro de ouvido percebeu enfim que o Cadete só tinha proferido o seu nome. Foi gargalhada geral entre os oficiais.


1 comentário:
É no que dá, a pronúncia alentejana...
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