A Nova Identidade Visual da Marinha
"11 MAI 2016, 19:00
Esta nova imagem representa duas velas com a Cruz da Ordem de Cristo. As Cruzes de Cristo referenciam a participação de vulto desta ordem militar da qual era Grão-Mestre o Infante D. Henrique, na Epopeia dos Descobrimentos Portugueses e, por conseguinte, evocam a história secular da Marinha.
Este restyling das velas em relação ao símbolo anterior em que as velas apareciam mais folgadas e agora aparecem caçadas, resulta da atualização dos paradigmas da sociedade, onde as instituições têm de navegar mais rápido e por vezes bolinar contra ventos e marés. Esta alusão visual às caravelas do século XV, realça o seu desempenho fundamental na época dos Descobrimentos Portugueses e consequentemente no genoma da globalização.
“Uma identidade comunicacional coerente e graficamente apelativa, com uma uniformização de conteúdos e da imagem da Marinha, assume-se como vital para qualquer organização de relevo. Este Brand uno, sólido e facilmente reconhecível permite reforçar a personalidade da Marca e, ao mesmo tempo, assegurar uma imagem de coesão e força.
Esta é a nossa Marinha”
Luís Macieira FragosoALM CEMA"
Nota minha: Gosto da Nova Identidade Visual da Marinha (o texto acima foi retirado do Portal da Marinha) mas, há sempre um mas, acho o "restyling" e o "Brand" um pouco deslocados. Não haverá alternativas???



6 comentários:
Para estar up to date.
Não gosto.
A nossa marinha é a única no mundo (?) que não tem a âncora como distintivo. Ainda me pergunto porque usamos o botão de âncora.
A Marca Marinha poderia ser um desenho que pudesse ser usado num emblema, num bolso de lapela ou na frente de um boné azul ferrete, e que identificasse a Marinha Portuguêsa. Este desenho é bonito mas faz-me lembrar duas velas de proa de um barco à vela, uma genoma é um estai.
Francamente, não gosto.
Recebido o seguinte comentário:
"Meus caros
O teor dos comentários fez-me recordar um episódio ocorrido vai para muitos anos na Escola de Fuzileiros. No de curso de uns exercícios na Arrábida comentava-se a necessidade de alterar a boina ( ao tempo só tinha uma ancora metálica) por uma com maior significado. No meio das variadíssimas propostas uma surgiu que quase ganhou a aprovação geral. Dizia uma praça ( daqueles que iriam ao inferno puxar os bigodes ao diabo) que a boina dos fuzileiros devia ser azul e verde, às riscas, com um penacho vermelho. Acrescentava ele que, de tão ridícula, seria objecto de troça generalizada, sendo assim dispensável qualquer outro pretexto para dar umas bofetadas em alguém.
Vá-se lá ser prior desta freguesia, foi a expressão então usada por um camarada mais antigo e que hoje faço minha.
A braço amigo do E. Gomes "
... e não morro de amores com a cor do fundo. Um azul claro de mais?
Eu, por mim, começo por me insurgir contra o "brand" e o "restyling". Quando não houver vocábulos portugueses (admitindo que lhes possa acontecer o mesmo que aos Correios e à REN, entre outros), talvez não tenhamos outro remédio senão importar palavras. Até lá, porém, ainda estamos a falar da "Marinha Portuguesa", embora o "lettering" (tomem lá mais outra) tenha omitido o "Portuguesa". Estaremos a ficar mais globais, ou menos focados? Não seria bom guardarmos as devidas distâncias entre a "modernidade" e o novo-riquismo? Ah, e de caminho: estamos a falar de todas as marinhas (de guerra, de pesca, mercante e de recreio) ou só da "nossa"?
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