Estrangeirismos
Reflexão de um reformado, antiquado e não filólogo.
Não aprecio, antes pelo contrário, que de há uns tempos para
cá se venha utilizando de forma crescente, em particular nos meios de
comunicação social mas não só, estrangeirismos absolutamente desnecessários na
nossa língua materna. Não incluo evidentemente nesta constatação os termos
novos, consequentes da evolução científica e tecnológica, para os quais não
exista já na língua portuguesa vocábulo que exprima o conceito.
Interrogo-me sobre a razão de tal fenómeno: snobismo,
manifestação de cultura (parola…), ignorância, preguiça mental ou qualquer
outra?
Recentemente, entre essas pérolas vocabulares que por aí
grassam, assentou arraiais o termo “start-ups”, que rapidamente se infiltrou na
sociedade portuguesa de tal modo que não há bicho careto de empresário ou
candidato a tal, moderno e atirado para a frente, que não o utilize.
Mas o que são as “start-ups”? Ora hoje clarifiquei ideias sobre
o seu conteúdo, ao adoptar para consumo próprio a definição dada na última
“Visão” pelo Ricardo Araújo Pereira que com a devida vénia não resisto a transcrever:
“… start-ups, que são
empresas que abrem, recebem umas injecções de capital, consomem esse capital, e
fecham. De vez em quando, uma destas empresas torna-se multimilionária e, em
nome de um mundo novo e melhor, adopta todos os procedimentos das empresas
multimilionárias do mundo velho e pior, como a tentação do monopolismo e
aversão ao pagamento de impostos.”


2 comentários:
Este tipo de neo-português também me causa engulhos.
A definição não podia ser melhor.
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