AVIADORES NAVAIS
Isto é uma história verídica dos tempos dos aviões da Marinha. Em 1952 é criada a FAP e a Marinha perde os seus aviões. Os pilotos que ficaram na Marinha podiam fazer horas de voo nos hidroaviões para manter a qualificação, por mais uns anos.
Sacadura Cabral conseguiu amarar um hidroavião na doca do Bom Sucesso, era o tempo dos “Heróicos Malucos das Máquinas Voadoras”.
Em 1956, em Junho ou Julho, um desses pilotos, que deu brado como aviador, voava num Grumman Widgeon e resolveu amarar na Doca do Bom Sucesso, no sentido Norte-Sul. Desceu a rasar a encosta e ao estar já em cima da doca, fez a inversão das pás dos hélices. Resultado, acabou por o avião cair no Tejo, com alguns estragos nos flutuadores. Como estava fundeada ao largo da doca a Espadilha, o comandante do navio enviou o gasolina que deu reboque ao avião ficando amarrado à popa da lancha.
O piloto, mais antigo que o comandante da lancha, que era também piloto aviador, exigiu que fosse levado para terra e foi-se embora.
E lá ficou a lancha fundeada sem poder navegar até que viessem buscar o hidroavião.



4 comentários:
A antiguidade é um posto. Dono e senhor do material que lhe é dado para o serviço...
Nos conhecemos o dito oficial, era Comodoro e nós Cadetes.
O Morgado Belo?
Não. Paulo Viana. O comandante da lancha era o meu Pai.
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