sexta-feira, 26 de maio de 2023

CMG (Ref.) António Manuel Varela Marques de Sá


 

A notícia correu esta manhã, triste e muito dolorosa, informando que o António Sá nos deixara sem que pudéssemos dar-lhe um último abraço e expressar-lhe a nossa gratidão pelo seu exemplo de companheirismo e de camaradagem, de humildade e de discrição, de sensatez e bom humor. As suas qualidades humanas eram verdadeiramente excepcionais, bem como o seu comportamento cívico. Era um Homem grande e bom. Todos os que o conhecemos e que com ele privamos sabem disso. O António Sá vai fazer-nos falta! O Comandante António Marques de Sá entrou para a Escola Naval em 1962 como cadete de Marinha do Curso “Oliveira e Carmo”, mas como ele próprio escreveu “já no decorrer do 2º ano” decidiu “aprofundar e solidificar conhecimentos”, transitando para o Curso “Corte Real”. Foi promovido a guarda-marinha em Janeiro de 1967, tendo iniciado uma carreira muito diversificada, sempre com a correção da sua esclarecida inteligência. Integrou um destacamento de fuzileiros especiais no Leste de Angola (DFE11), comandou a LDG “Cimitarra” no Norte de Moçambique, foi o primeiro imediato da corveta “João Roby” que em 1975 esteve nos Estados Unidos e depois em Timor, onde se encontrava aquando da invasão indonésia, vindo a completar uma viagem de circum-navegação em 1976. Nascera em Angra do Heroísmo por circunstâncias inerentes à profissão do seu pai que era oficial do Exército, tendo vindo a cumprir comissões em águas açorianas no navio-patrulha “Maio” e como imediato e comandante da corveta “Jacinto Cândido”, tendo sido ainda imediato da fragata “Comandante Hermenegildo Capelo” onde assumiu o comando em circunstâncias imprevistas e muito complicadas.

Teve uma vida exemplar de marinheiro e, nas suas próprias palavras, "podendo assim afirmar, duma forma clara e com satisfação, que a minha vida não se pautou pela rotina". Foi um bom militar e um óptimo camarada.

O “Água aberta… no Oceano” apresenta sentidas condolências à sua Família e aos seus Amigos e Camaradas.

6 comentários:

O A.R.Costa disse...

Era um bom amigo, um grande marinheiro e um homem de grande carácter, como observei nos tempos difíceis de 1975 e continuei a observar até há poucas semanas. R. I. P.

O speedy disse...

Mais um que destacou em definitivo para outra guarnição. Que descanses em paz, Camarada.

O José Cruz disse...

Deixa muitas saudades, pela sua verticalidade, pelo seu companheirismo, pela sua boa disposição.
Onde quer que estejas, um abraço amigo.
A sua Família, os meus sentidos pêsames.

O Luís Silva Nunes disse...

Tive um tremendo choque emocional quando, hoje de manhã, tive conhecimento desta triste e trágica notícia. O Marquês ou Sá Preto, era assim que o tratávamos, foi um grande Camarada e um Amigo de longa data (já lá vão mais de sessenta anos). Lembro, já com saudade, os muitos convívios em que ele mostrava o seu humor caustico e certeiro, os belíssimos "cruzeiros" no Meia-Praia com grandes patuscadas e conversas até altas horas da noite, os almoços dos "Manhosos", a nossa já antiga tertúlia de que ele era frequentador assíduo e grande impulsionador. Era ele, quase sempre, que sugeria o local das nossas atividades gastronómicas pois estava sempre ao corrente das novidades nesta área. Nem sempre teve uma vida fácil na Marinha, Marinha que serviu com correção nos sete cantos do mundo e que nem sempre foi "madrinha" para com ele. Passou por muitas circunstâncias complicadas que conseguiu ultrapassar. Tive, de facto, um grande choque ao saber desta fatalidade, choque que vai levar muito tempo a absorver. Quando falei com ele, a última vez há alguns dias, senti-o muito debilitado e queixoso mas nunca me passou pela cabeça este desfecho fatal ... adeus Sá e leva um grande abraço meu nesta tua derradeira viagem. Inté!!!

O J.N.Barbosa disse...

A notícia é chocante por inesperada. Pelo menos para mim. Alguém sabe dizer qual a causa da morte?

O Fernão disse...

Sabe-se certa mas duvida-se sempre até que a P. da realidade a confirma.
RIP