quinta-feira, 25 de setembro de 2025
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Água aberta ... no OCeano |
Em 1961, durante o processo que levou à queda da Índia Portuguesa, o então 2º Ten Oliveira e Carmo bateu-se heroicamente, sacrificando a própria vida na defesa de Portugal. Em sua homenagem, a Armada decidiu que o curso a entrar na Escola Naval em 1962 o teria como patrono. Foi o “OC”. Este curso, que desde sempre fomentou e cimentou fortes laços de camaradagem e amizade, vem criar este espaço de contacto, cuidando assim de aproximar o que a lei da vida vai afastando. |
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1 comentário:
Mensagem dirigida há uns bons anos a um de nós, por “e-mail”, por um antigo oficial da Reserva Naval que tinha sido camarada de curso na Marinha do filho mais novo do Comandante Oliveira e Carmo.
Pensando não estar a cometer nenhuma inconfidência, transcreve-se na íntegra, para dar um testemunho do respeito e da admiração de que a figura do nosso patrono suscitava no meio naval, passado que era um quarto de século sobre o seu desaparecimento:
“Eis como eu soube quem foi o Comandante Oliveira e Carmo:
Cumpri o serviço militar como oficial da Reserva Naval. Pertenci ao 51º CFORN que entrou na Escola Naval em Junho de 1986. Provavelmente saberão que o filho do patrono do vosso curso foi também oficial RN e camarada do meu.
A instrução de infantaria era ministrada por 2 primeiros-sargentos fuzileiros dum aprumo inexcedível. Numa das primeiras sessões, não sei porquê, perguntaram ao Jorge o seu nome. Ele respondeu: “Jorge Oliveira e Carmo”.
O sargento disse-lhe então: “O senhor cadete tem um apelido que merece toda a honra e que deve dignificar. Já ouviu falar no Comandante Oliveira e Carmo que morreu em combate na Índia?”. A resposta do Jorge foi: “Já sim. Era o meu pai.”
Os dois sargentos, automaticamente, puseram-se em sentido e fizeram-lhe uma sentida continência. Todos nós ficámos no mais profundo silêncio pois não sabíamos a história ilustre do seu pai.
Passados 20 anos não esqueço esse momento.
Cumprimentos,
José Machado”
Nota: publicada no nosso Livro do (Per)Curso.
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