quarta-feira, 22 de abril de 2026
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Água aberta ... no OCeano |
Em 1961, durante o processo que levou à queda da Índia Portuguesa, o então 2º Ten Oliveira e Carmo bateu-se heroicamente, sacrificando a própria vida na defesa de Portugal. Em sua homenagem, a Armada decidiu que o curso a entrar na Escola Naval em 1962 o teria como patrono. Foi o “OC”. Este curso, que desde sempre fomentou e cimentou fortes laços de camaradagem e amizade, vem criar este espaço de contacto, cuidando assim de aproximar o que a lei da vida vai afastando. |
Foi a 22 de Abril de 1529 que os reis de Portugal e Espanha assinam um tratado em Saragoça, dividindo o Oceano Pacifico e seus territórios entre os seus países. Foi usado um meridiano 297.5 léguas a Leste das Ilhas Molucas.
Onda do
speedy
@
19:26 –
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8 comentários:
Como é que eles mediam a longitude? Qual o grau de correcção dessas medidas?
A história das longitudes é muito longa. Aos interessados recomendo o livro "Naufrágios e longitude" do Comandante Costa Canas, publicado pela Comissão Cultural da Marinha em 2003.
Eu tenho uma ideia geral sobre o assunto, da história do concurso dos relógios, etc. etc. Gostava de saber era como se calculava na época.
Com o auxílio da IA aqui vai o método mais usado:
"Métodos de Medição no Século 16
A medição baseava-se em cálculos manuais e observações visuais rudimentares:
A Barquinha: Para estimar a velocidade, lançava-se ao mar uma peça de madeira presa a uma corda com nós. Contava-se quantos nós passavam pelas mãos do marinheiro num intervalo de tempo (medido por uma ampulheta de areia).
Bússola e Rumo: O piloto registava a direção (rumo) e a velocidade estimada a cada hora.
Cálculo no Papel: No final do dia, o piloto somava todas as distâncias e direções percorridas para "chutar" a posição atual no mapa.
Variação Magnética: Alguns navegadores tentavam usar a diferença entre o norte magnético e o norte verdadeiro, mas o método era inconsistente.
ABC - Academia Brasileira de Ciências"
É claro que os erros eram enormes com este método ... mas julgo que não havia nada melhor na época.
Bom, então os meridianos dos tratados de Tordesilhas e de Saragoça eram fixados muito sobre o mais ou menos, o que para a época servia perfeitamente. Por exemplo lá no Brasil, no meio da selva, tanto fazia mais quilómetro menos quilómetro para lá ou para cá.
Recebido o seguinte comentário:
"Meus caros
Não li o livro indicado pelo Rodrigues da Costa sendo pois possível que, o que vou referir em resposta ao Silva Nunes, ali se encontre
Em Portugal, ao tempo, já era possível calcular a Longitude com bastante rigor recorrendo à observação dos eclipses lunares , o que para a navegação não tinha qualquer utilidade.
Do que tenho lido fiquei com a convicção de que o método mais utilizado foi o da determinação da variação magnética que, embora desde cedo se sabia errado, continuou à falta de outro melhor a ser praticado
Abraço do E. Gomes"
Era só estima até que o John Harrison criou um relógio embarcável, na segunda metade do século XVIII.
Só aqui vim para referir uma interessante e pouco conhecida historieta, a propósito do diferendo com Castela sobre a localização das Molucas, que é narrada pelo Garcia da Horta; os Portugueses convenceram os chefes das ditas cortando os frutos do cravinho e mostrando que a sua forma correspondia ao Brazão do Rei de Portugal sendo portanto sua propriedade. Tinham esperto na cabeça!
Fernão: e eles embarcaram nessa? Olha que meninos! Não seria galga do Garcia da Horta?
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