SAGRES 1964
A Sagres está num poço sem vento, é uma tristeza. O Comandante Horta manda tocar à faina geral às 10 00. Fala à guarnição. Com a voz embarga explica que temos que desistir da regata para cumprir o programa da viagem. Explica que a rota escolhida era a que prometia mais vento, nesse ano de 1964 o Deus Eolo resolveu soprar mais a Norte. E assim a guarnição começou a carregar e a ferrar o pano a preceito. O “Papagaio” chorava em pranto, o “20” triste dizia que preferia ter perdido as apostas e nāo termos desistido. Era o silêncio, só cortado pelos apitos dos contramestres e o soluço da marinhagem.
E assim a 24 de junho de 1964, terminou o sonho de chegarmos à vela a Hamilton.



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