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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

EIS A VERDADE?


"Em visita ao Afeganistão, o secretário de Estado da Defesa anunciou que Portugal vai reforçar o seu contingente neste país, passando dos actuais 74 militares para 110 em 2009. Este reforço é feito num contexto em que aumentam as baixas militares das forças da NATO, tendo 2008 sido o ano mais sangrento desde a ocupação do país em 2002. "Os talibãs adaptam-se constantemente", afirma o Comandante português no terreno.
"Actualmente temos cerca de 70 elementos, o C-130 [destacamento de cerca de 40 elementos e uma aeronave] vai retirar mas, em 2009, esse número subirá para cerca de 110 elementos, portanto vai haver um reforço efectivo da nossa presença", garantiu à Lusa o secretário de Estado João Mira Amaral, em visita às tropas portuguesas no Afeganistão.
Portugal tem actualmente 74 militares na missão da ISAF em terras afegãs, divididos entre um destacamento de 45 militares com uma aeronave de transporte logístico Hércules C-130 e mais 29 em funções no Operational Mentoring and Liasion Team (OMLT) - 20 da Força Aérea, 6 da Marinha e 3 do Exército Português.Em declarações à Lusa, o comandante da força portuguesa que está em Cabul, tenente-coronel Rodrigues, afirmou que o centro da capital está a ser afectado por "muitos incidentes" com talibãs, explicando que estes estão em "constante adaptação""Desde o início de Novembro já houve 45 incidentes no centro de Cabul", informou o comandante da força portuguesa, acrescentando que nos últimos meses as forças internacionais e afegãs "têm tido bastante contacto" com as insurreições talibãs, que têm resultado em baixas quase diárias.Esta semana um soldado francês morreu depois de pisar uma mina a menos de 10 quilómetros da cidade. Há cerca de um mês, no início de Novembro, numa emboscada a cerca de 20 quilómetros da capital do Afeganistão, mais 10 soldados franceses morreram ao serem surpreendidos por cerca de uma centena de talibãs.
Segundo o tenente-coronel Rodrigues, "ataques suicidas, emboscadas e minas" são as ofensivas mais comuns contra as forças da NATO e da coligação norte-americana. E adiantou também que "no centro de Cabul os acidentes de trânsito normalmente transformam-se em manifestações".Os 272 militares mortos no Afeganistão e o avanço constante do domínio talibã no país fizeram de 2008 o ano mais sangrento desde o início da missão da Força Internacional ."



Nesta noticia até chamam ao homem Mira Amaral. Eu a isso nunca me atrevi

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A NOSSA MISSÃO

A participação militar portuguesa na missão da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) no Afeganistão vai ficar reduzida a um décimo do esforço inicial, cerca de 300 militares, que passarão a menos de trinta antes do Natal.
Segundo dados fornecidos pelo Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), Portugal tem actualmente na missão da ISAF, liderada pela NATO desde 2003, um conjunto de 74 militares, distribuídos por um «destacamento de 45 com uma aeronave de transporte logístico Hércules C-130», a que se somam mais «29 militares no Operational Mentoring and Liasion Team (OMLT) - 20 da Força Aérea, 6 da Marinha e 3 do Exército Português».
Com o fim da participação do destacamento do C-130 antes do final do mês de Dezembro, Portugal passa a contar com apenas 29 militares em território afegão, a mais baixa participação desde o início da missão da ISAF, em 2002, primeiro ano em que foram enviadas tropas portuguesas para o Afeganistão.
Portugal começou por enviar cerca de 300 militares, tendo este número sido progressivamente reduzido ao longo dos últimos anos, para aproximadamente 150 militares a partir de 2005 e uma redução mais significativa este ano, quando seguiu para Cabul a equipa de 45 militares e do C-130.
Em declarações à agência Lusa, o antigo porta-voz da ISAF, o general português Carlos Branco, defende que a participação portuguesa está «enquadrada dentro das prioridades da Aliança Atlântica», acrescentando que houve «uma alteração qualitativa da participação portuguesa», que alterou a tipologia da sua participação militar.
Questionado sobre se prevê um aumento da participação portuguesa em 2009, o general Carlos Branco preferiu «não comentar políticas do Estado português».
O ano de 2008 teve o balanço mais negativo na história da missão da ISAF, com 272 militares das forças internacionais mortos - da NATO e da coligação norte-americana.
Alguns relatórios de grupos de reflexão especializados internacionais e o aumento de atentados e ataques contra os militares da ISAF indicam um aumento do domínio talibã no Afeganistão, o que tem levado vários quadros superiores da NATO a apelarem a um reforço militar naquele país.