quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Torreão deslizante

Não vá ele introduzir-se no túnel do Metro...
Para quem não viu, e com a devida vénia ao Expresso, aqui vão os planos da obra.

Bananas

Por João Paulo Guerra no Diário Económico de 26/02/2006

Ora aqui temos um conjunto de itens para uma cabal, actual e completa definição de República de Bananas.

República de Bananas será aquela em que o espírito da denúncia e do denunciante se insinuam, sentem força para agir, agem e encontram eco nos poderes constituídos, fazendo dos bufos e equiparados uma casta com poderes e privilégios.

República de Bananas será depois aquela em que qualquer cabo de esquadra tem autoridade para se graduar a si próprio em intérprete e executante da lei, inspector da polícia do pensamento e zelador dos costumes. E pode proceder como tal, apreendendo aquilo que na tacanha mentalidade dos denunciantes, ou do próprio cabo de esquadra, perturbe a ordem, ofenda a moral, desafie a parolice reinante.

República de Bananas é igualmente aquela em que um burocrata tem poder para decidir que, tanto pode ser proibido dizer uma piada, como pode ser obrigatório participar num corso carnavalesco.

República de Bananas será também aquela em que qualquer empreendimento empresarial merece, da parte do poder político como também das agências estatais especializadas, a aplicação da magnânima regra da excepção às regras gerais do ambiente, pois o dinheiro justifica tudo e mais alguma coisa.

República de Bananas será ainda aquela em que o carácter tortuoso e labiríntico das leis faz que, na prática, o crime económico em geral e a corrupção em particular compensem. Pois não só são escassíssimas as probabilidades de inquirir e provar um crime de colarinho branco, como as atenuantes e a graduação das penas constituem uma caricatura de justiça mas uma boa aplicação em detergente para lavar um colarinho sujo.

Querem exemplos? Basta ler os jornais nas páginas do noticiário nacional.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

MARECHAL ANTÓNIO DE SPINOLA


Decorreram escassos trinta e cinco anos desde que publicou "PORTUGAL E O FUTURO", 22 de Fevereiro de 1974. Ainda bem que não era bruxo senão tinha editado qualquer coisa sobre hipismo!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Faróis de Portugal

Para recordarem os velhos tempos em que andavam a tomar-lhes o azimute, vejam esta infografia que aqui deixo com a devida vénia ao “Expresso.pt”.

CARNAVAL


É Carnaval. Descansemos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Efemérides

Estrato da Wikipédia:

Nasceu no bairro da Ajuda e ingressou, aos 17 anos, na Marinha .
Distinguiu-se como cartógrafo, a partir de
1898 quando de sua primeira comissão em Timor. Até 1920 levantou e cartografou não apenas aquele território mas também o de São Tomé e Príncipe, o de Angola e o de Moçambique.
Respondeu pela delimitação definitiva da
fronteira entre Angola e o Zaire. No decurso destes trabalhos fez a pé a travessia da África, onde conheceu Sacadura Cabral.
Este incentivou-o a dedicar-se ao problema da navegação aérea, o que levou ao desenvolvimento do
sextante de bolha artificial, posteriormente comercializado pela empresa alemã Plath com o nome "Sistema Gago Coutinho"[.
Juntos inventaram ainda um "corretor de rumos" (o "plaqué de abatimento") para compensar o desvio causado pelo
vento. Para testar essas ferramentas de navegação aérea, realizaram em 1921 a travessia aérea Lisboa-Funchal.
Assim preparados, em
1922, no contexto das comemorações do centenário da Independência do Brasil, realizaram a primeira travessia aérea do Atlântico Sul.
Em
1954 a TAP convidou-o para um vôo experimental ao Rio de Janeiro num DC-4, antecipando a futura linha regular que se estabeleceria em 1961.
A partir de
1925 dedicou-se à História Náutica, tendo desenvolvido vasta obra de investigação científica, publicando significativa variedade de trabalhos geográficos e históricos, principalmente acerca das navegações portuguesas, como, por exemplo, "O Roteiro da Viagem de Vasco da Gama" e a sua versão de "Os Lusíadas". Vários de seus trabalhos encontram-se compilados na "Náutica dos Descobrimentos".
Como reconhecimento de sua obra, foi nomeado director honorário da
Academia Naval Portuguesa em 1926, e distinguido como piloto aviador. Retirou-se da vida militar em 1939.
Pertenceu ao
Grande Oriente Lusitano da Maçonaria Portuguesa.

Sorte e asneira


Tanto o MDN de França como o do Reino Unido foram muito lacónicos nos comunicados sobre o acidente que envolveu os submarinos Vanguard e Le Tiomphant. Não admira, dado tratar-se de meios estratégicos nucleares, e a imprensa dos dois países não vai mais longe, especulando apenas sobre o silêncio dos submarinos, dificuldades de detecção e nada mais. Ora o que tem que ser perguntado é o que fazem dois submarinos em imersão na mesma área, ainda por cima em missões separadas. Esta é uma situação teoricamente impossível, excepto se fossem submarinos de ataque em situações especiais, como seja em operações de apoio. Não se tratando disso e sabendo que gestão do espaço marítimo é muito rigorosa, feita com antecedência e com conhecimento de todos os interessados, põem-se interrogações várias: O SUBOPAUTH sabia da existência de um submarino francês na área? Os francêses fazem patrulhas submarinas sem comunicarem à autoridade coordenadora? A França não fazer parte da estrutura militar da NATO terá algo a ver com isto?

Podemos ainda especular que a nova estrutura de comando da NATO eliminou comandos de área ou que a mania dos comandos conjuntos fez desaparecer competências que eram, no passado, do mais alto nível. Uma coisa me parece certa, é que a culpa não foi dos pobres dos submarinistas que desta vez se safaram de um triste fim. E, a propósito, o facto de os submarinos não se terem detectado um ao outro não é um defeito, pelo contrário, revela alta qualidade da tecnologia usada na construção naval para a eliminação de ruidos.

Coisas da Sorte



Abalroaram em imersão mas o Neptuno não estava com apetite e lá se safaram.

Sem ver, aposto que foi culpa do francês!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

NO COMMENTS


Sobre a Crise


"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável.
O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"

Karl Marx, Das Kapital, 1867
Bom fim de semana

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Darwin

(Darwin com 51 anos)
Nasceu há duzentos anos o criador da teoria da evolução. Charles Robert Darwin publicou o "On the Origin of Species by Means of Natural Selection" há 150 anos (22 de Novembro de 1859) e obteve um sucesso imediato. Os interessados em saber mais sobre este senhor e a sua obra podem ir aqui e aqui.

PS: Tenho algumas dúvidas sobre se Darwin previu o ramo evolutivo que a seguir se ilustra.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

RACHIDA DATI


Para o devido esclarecimento da opinão pública e afastando rumores maldosos declaro, para todos os efeitos legais, que nunca vi esta senhora ao vivo e consequentemente não sou o pai da criança.

Sede da APL

Como noticiado, prepara-se a Administração do Porto de Lisboa para construir a sua sede na praia de Algés, inutilizando uma vasta área de lazer e a pouca vista do Tejo que ainda resta. Está a correr uma petição que pode ser subscrita em www.petitiononline.com/oer2009/, com a finalidade de impedir mais esta. Quem quizer...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

EU NÃO vos disse?



O Chelsea não é governado como a nossa selecção , nem está lá , para bem deles , o sr.madaíl.
Eu bem vos disse que este senhor não percebe nada de bola , mas ninguém ouvia.
Ganhou os primeiros jogos porque a equipa vinha feita , mas quando começou a ter atritos com os jogadores e a mostrar a sua teimosia , começou a ver-se o que ele é.
Está na rua!!!!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Patrulhões...para variar.


A última crónica de Arquitectura Naval dos Anais do CMN é, como sempre, arrasadora para todo o processo de construção naval, com especial incidência nos patrulhões, que continuam penosamente no estaleiro com entrega para sabe-se lá quando (diz-se 2009), com quatro anos de atraso, «apresentando não-conformidades muito substanciais, extensamente documentadas em sede própria». «Pelo contrário, o plano de pagamentos tem avançado de modo muito mais célere do que o previsto no contrato e do que o andamento das construções recmendaria». É também revelado que a auditoria da Inspecção-Geral da Defesa Nacional mandada fazer em 2007 a titulo extraordinário e urgente não deu origem a qualquer relatório final ou despacho!

Enfim, temos aqui mais um caso que se enquadra perfeitamente no padrão habitual deste país, a que infelizmente já só reagimos com um sorriso amarelo! Recomendo a leitura.