quarta-feira, 14 de abril de 2010

Almoço de 13.4.2010 - A concorrência

Não querendo deixar os seus créditos por mãos alheias, a concorrência, ou seja o Allen, associa-se à reportagem fotográfica do LSN, fazendo inveja aos que se vão esquecendo da data das segundas terças feiras de cada mês.

Almoço OC (13Abr10)

País Marítimo

O Governo estará disposto a conceder aos transportadores rodoviários de mercadorias o desejado “gasóleo profissional” e descontos nas portagens. Falta saber como isso será feito.
Notícia de hoje (ou melhor de ontem) e que demonstra perfeitamente a opção pelo transporte marítimo, o tal menos poluente!!!!!!

terça-feira, 13 de abril de 2010

STANAVFORLANT

A Stanavforlant já não existe, mas ainda é assim que se referem as novas forças navais permanentes da NATO suas sucessoras. Portugal participou sempre, desde 1969, nesta força que foi um dos motores da modernidade da Marinha e uma escola prática para gerações de marinheiros. Pois bem, este ano, pela primeira vez em quarenta anos, não participaremos por decisão de quem tem agora o poder de mandar nas Forças Armadas. Ameaças houve no passado para torpedear a nossa ida à SNFL, inclusivé em ano em que comandávamos a força, já com todos os compromissos assumidos. Este ano,certamente mercê de uma apreciação conjunta das prioridades nacionais, a Marinha vai sendo posta de lado quando tem que actuar. Tal como não sabem que missão dar aos submarinos, não souberam para que servia uma fragata na emergência da Madeira, não sabem o que representa a participação nacional numa força operacional desta natureza. É assim...

sábado, 10 de abril de 2010

COMME le TEMPS PASSE

Dizem-me que o único Oficial ainda no activo do nosso tempo de Escola Naval é o Fernando Melo Gomes, Excelentíssimo CEMA.

Vejam só.....

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Postal de Goa (XXI)

O MINÉRIO DE GOA

O movimento das barcaças carregadas de minério de ferro e manganés a descer o rio Mandovi (mas também o rio Zuari) e o movimento inverso das barcaças descarregadas a subir os mesmos rios, fazem parte da paisagem goesa contemporânea.
Para alguns, aquelas barcaças são a imagem de uma enorme riqueza económica, mas para outros são a imagem da delapidação dos recursos naturais e da destruição da paisagem.

Carregadas de minério, as barcaças descem o rio Mandovi e navegam até aos grandes navios mineraleiros fundeados ao largo da barra de Goa.

Depois de descarregadas, as barcaças regressam à sua base para voltar a carregar minério, subindo o rio Mandovi.


O território de Goa possui grandes concentrações de minério em qualidade e quantidade, com possibilidade de extracção a céu aberto e de escoamento por via fluvial, mas a sua exploração só começou a ter uma escala industrial e um valor significativo nas exportações goesas depois da 2ª Guerra Mundial.
Após a independência da Índia e com o bloqueio económico que, alguns anos depois, foi imposto ao Estado Português da Índia, as autoridades portuguesas decidiram iniciar a exploração mineira através do licenciamento de muitas concessões a grupos privados. Em 1953 já foram extraídas cerca de 1 milhão de toneladas de minério e, este resultado, mostrava como fôra eficaz a resposta portuguesa ao bloqueio indiano. Em 1959 havia 213 explorações mineiras e tinham sido extraídas cerca de 3 milhões de toneladas de minério.
Depois de 1961, a exploração mineira foi incrementada. Antes, os principais importadores eram o Japão, a Suécia e a Itália, mas nos últimos anos a procura mundial aumentou, estimulada sobretudo pela procura crescente da indústria chinesa.
Hoje são exportadas anualmente mais de 40 milhões de toneladas de minério, enquanto a actividade assegura cerca de 11.000 empregos directos e cerca de 10.000 indirectos, o que faz dela a segunda actividade económica mais importante do Estado de Goa, logo a seguir ao turismo.
Como consequência desta actividade, a paisagem marítima de Goa alterou-se substancialmente nos últimos anos e, ao longo da avenida marginal de Pangim, pode observar-se o movimento fluvial quase contínuo das barcaças do minério que descem ou sobem o rio Mandovi.
No promontório da Aguada e sobre o mar Arábico, o nosso olhar detecta várias dezenas de navios mineraleiros fundeados ao largo, a aguardar a chegada das barcaças com o minério que seguirá para a China, para o Japão e para a Europa.
Durante o período mais intenso da monção (Junho a Agosto), todo este movimento cessa, porque as condições marítimas se deterioram substancialmente. No entanto, por vezes são desafiados os limites de segurança e o que aconteceu ao N/M River Princess é um exemplo: encalhado no dia 6 de Junho de 2000 na praia de Candolim, lá continua no mesmo local a lembrar alguns dos riscos adicionais da actividade mineira.

O N/M River Princess encalhou na praia de Candolim na noite de 6 de Junho de 2000 e, dez anos depois, ainda continua a simbolizar uma das consequências nocivas da actividade mineira.

Os ambientalistas queixam-se da delapidação que a exploração mineira está a provocar em cerca de 14% do território de Goa, ameaçando aldeias, poluindo a água e inviabilizando a cultura do arroz, mas ainda se queixam mais porque todo o minério de ferro de Goa é exportado para o estrangeiro, pelo que reclamam pelo encerramento das minas.
Segundo os ambientalistas e outros activistas a exploração mineira está a destruir o território de Goa e apenas está a contribuir para o desenvolvimento da economia da China, para o financiamento do governo federal de Nova Delhi e para os elevados lucros das companhias mineiras privadas, dando apenas um escasso contributo de menos de 1 por cento para as receitas totais do Estado de Goa.
Sobre a riqueza mineira de Goa é muito curiosa a observação expressa pelo Capitão de Fragata Augusto Eduardo Neuparth, engenheiro hidrógrafo e comandante da canhoneira Sado, num “Estudo sobre o rio Mandovy” que apresentou em Janeiro de 1909:
Se algum dia se conseguir o aproveitamento da laterite que constitui a quase totalidade do solo da nossa Índia pode afoitamente dizer-se que a India portuguesa em relação à sua área, será o paiz mais rico do mundo.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Goa e os meus postais


Durante cerca de 5 meses estive em Goa ao serviço da Fundação Oriente, a exercer as mesmas funções que tinha desempenhado entre 1998 e 2000. O trabalho que agora me foi solicitado por alguns meses consistiu, sobretudo, na gestão de um projecto que está em vias de conclusão. Encontro-me em Lisboa desde meados de Março, a monção aproxima-se e, consequentemente, o meu regresso a Goa já não se justifica.
Com a indispensável ajuda técnica do Luís Silva Nunes, durante a minha permanência em Goa, editei regularmente no Água Aberta alguns POSTAIS DE GOA, mas tendo regressado a Lisboa, interrompi a sua publicação.
Não me parece impróprio que, mesmo ausente de Goa retome a publicação de alguns dos textos que ainda lá preparei, sob o mesmo título genérico, embora os eventuais leitores fiquem a saber que o autor já não está em Goa e que, portanto, os postais apenas estão a ser recebidos com atraso.

sábado, 3 de abril de 2010

"Submarinos, afinal para quê?"


Para ler a opinião do Almirante Reis Rodrigues sobre esta matéria, publicada hoje no "Diário de Notícias", é só seguir esta ligação.
Pessoalmente julgo que se as nossas contas públicas estivessem equilibradas e a actual profunda crise não tivesse acontecido, ninguém estaria a discutir os submarinos que, hoje, não são mais do que um problema económico e político.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Submarinos

Jornal Noticiais de 2Abr2010 - Tiro o chapéu às declarações dos ex-CEMAS Vieira Matias e Vidal Abreu. Lá ficou explicita toda a falta de coerência e de sentido de estado dos nossos governantes e políticos que ao menos podiam escrever o que dizem para mais tarde não se contradizerem.
E os actuais Chefes certamente que confiam no MDN para garantir o bom nome da corporação.
E já agora, os senhores jornalistas podiam estudar melhor o assunto para não informarem de forma tão confusa, misturando pessoas, factos e datas (os contractos estão em execução desde 2004 e só agora é que se colocam dúvidas à sua legalidade? Quem os foi executando eram os contínuos e as auxiliares de limpeza?)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

ÚLTIMA HORA !!!!!

De acordo com notícias publicadas em vários "sites" de órgãos de comunicação social, o senhor da fotografia acaba de apresentar a sua demissão, arrastando consigo todo o Governo ... já não era sem tempo, digo eu!!! A causa próxima parece ser o escândalo dos submarinos. O PR já aceitou a demissão.

SUGESTÃO

O Luís Silva Nunes que me perdoe pela minha ignorância mas, não haveria forma de recebermos os "posts" (poucos) que são colocados no blog no nosso correio electrónico à semelhança do que acontece em "A Voz da Abita..."?
Parece-me que tal poderia significar não só um conhecimento atempado dos mesmos mas, também, um incentivo à colaboração dos filhos da escola. Penso eu, de que...

quarta-feira, 31 de março de 2010

PÁSCOA 2010

Mais uma festa para juntar a família. A todos os Oceanos faço votos de uma Páscoa feliz, com muitas amêndoas (atenção às proteses dentárias),

quinta-feira, 25 de março de 2010

Medalhas

Recebido por correio electrónico:

"Caros Camaradas
Conheço o possuidor de duas medalhas referentes à Marinha. A comemorativa do 1º centenário da Escola Naval e a do 1º centenário do Clube Militar Naval.
As medalhas são em prata, com cerca de 7 cm de diâmetro e 5 a 6 mm de espessura. Consta que pertenceram ao espólio de figura graúda do anterior regime.
Envio fotografias de frente e verso das duas medalhas e, se houver alguém interessado, posso pô-lo em contacto com o actual proprietário.

Um abraço amigo

Salgado Soares
"

(Em cima: CMN A e B; em baixo: EN A e B)

terça-feira, 23 de março de 2010

A propósito dos prémios dos gestores

Os prémios são um instrumento de gestão poderoso quer para a motivação do pessoal de qualquer organização, quer para promover a sua competitividade. É evidente que há algumas correntes políticas ou económicas qoe colocam objecções de natureza filosófica, moral ou política em relação a esta prática , mas também a prática nos dá muitos exemplos da sua utilização e dos resultados positivos obtidos.
O homem é o que é e, ao longo da história, os movimentos sociais e políticos, os estados e as empresas têm utilizado sistematicamente a sua natureza para atingirem os objectivos a que se propõem.
Nas empresas em que o objectivo é económico é natural que o prémio motivador seja também de ordem económica. O prémio pecuniário é assim um meio legítimo e poderoso para que as empresas possam atingir os seus objectivos.
Nos últimos dias tem sido muito discutida a questão dos prémios atribuídos aos gestores das empresas públicas.
Para além da perplexidade que me tem assaltado ao ver a performance de alguns desses premiados quando botam palavra (como é possível que um alienado mental ,não o digo por ser adepto do dragão, que há dias foi ouvido numa comissão da Assembleia da República, seja gestor de uma das maiores empresas nacionais e aufira os vencimentos e os prémios que foram referidos), há muitas perguntas que me tenho feito a propósito deste assunto. Aqui deixo algumas.
Porque razão os gestores e de uma maneira geral os quadros superiores de qualquer organização necessitam de prémios pecuniários para se motivarem? Não está implícito na qualidade de gestor ou quadro superior uma motivação elevada? Não são, de uma maneira geral, as remunerações normais dos quadros superiores das empresas em causa motivadores só por si?
Numa empresa em que os prémios dos gestores atingem os valores de que se fala em virtude, suponho, dessa empresa ter atingido ou superado os seus objectivos qual os valor do prémio dos quadros intermédios, dos trabalhadores especializados e dos trabalhadores indiferenciados? Qual o bolo anual de prémios distribuídos nessas empresas e qual a sua repartição?
E nas empresas que não atingem os seus objectivos e até têm prejuizo também há castigos para os gestores nas mesmas proporções que os prémios? Com frequência ouvimos dizer que as empresas públicas estão a dar prejuízos. O que tem acontecido aos gestores responsáveis por esses prejuízos. Será que só são responsáveis quando as coisas correm bem? E quando correm mal, são os trabalhadores os responsáveis?
Se um gestor tem um prémio do 6 ou 12 vezes o seu ordenado mensal, passa-se o mesmo com o pessoal a todos os níveis? Se isso acontecer, embora tenha algumas dúvidas quanto à sua equidade, há pelo menos uma regra assente num conceito de igualdade.
O que acontecerá numa empresa em que se fica a saber que o prémio de um gestor é superior à soma de todos os ordenados que um quadro intermédio ganhará em toda a sua vida activa? Que motivação terão os trabalhadores (que precisariam de três ou quatro vidas para atingirem esse valor) para produzirem e lutarem pela qualidade dessa produção? Será que estes gestores consideram os seus trabalhadores dessas empresas como indivíduos e não como escravos acéfalos, domesticados e meros robôs?
Muito francamente, não percebo como um trabalhador numa dessas empresas todos os dias ao levantar-se não pense para si mesmo: " Os tipos que o ganham, que trabalhem se quiserem" e sintam a sua motivação a zero ou mesmo negativa.

domingo, 21 de março de 2010

Club da Dívida Externa


Recortei esta pequena tabela do semanário Expresso, Caderno de Economia, página 05. Já há algum tempo que andava à procura dets tipo de informação.
Estes 20 países devem a módica quantia de (espero não me ter enganado nas contas) 48599 mil milhões de dólares - dívida pública e privada.
E pergunto: Devem a quem? E que juros pagam dessa dívida? E porque se endividaram tanto?

No caso de Portugal, sabemos que a dívida do Estado atinge 110% do PIB nacional. De acordo com a tabela a dívida total de Portugal atinge 230 % do PIB. Não sendo dívida do Estado os remanescentes 120% do PIB quem se endividou desta maneira? E porquê? E quem garante o pagamento desta dívida? Espero sinceramente que não seja o "bom povo", no qual eu me considero incluido. Ou será que, para além de pagar as dívidas do BPN e do BPP (as quais não contraí), também terei de pagar outras que nem sem quais são ou quem se endividou?

Começo a ficar profundamente preocupado!

Tenham uma boa semana de trabalho! Se puderem ...