Para não deixar o blogue morrer
de tédio e à falta de melhor, aqui vão duas situações por mim ouvidas hoje.
1ª – No programa da manhã da Antena 1, no espaço do Conselho Superior,
a comentarista (pessoa demais conhecida na nossa esfera política), ao referir-se aos órgão de informação
designava-os por “media” mas
pronunciando “mídia” (o que muito boa
gente se habituou a fazer).
Eu não sou
filólogo, mas parece-me que aquela palavra, sendo de origem latina, se prnuncia
“média” tendo-a os anglo-saxónicos adoptado e pronunciado à maneira deles.
Não é rebuscado
um português (no caso uma portuguesa) pronunciar uma palavra de uma língua
donde resultou a sua, à maneira anglo-saxónica? Ou pretenderá mostrar uma
cultura (pelos vistos bacoca) acima da média (ou será mídia?).
2ª – No metropolitano, quase vazio dada a hora, viajava ao pé dum
casalinho simpático, bem apresentado e com bom aspecto, que devia rondar uma
idade próxima de fim de adolescência.
- Olha lá,
dizia ela para o companheiro, 46 são 4x4?
- Não,
respondia-lhe ele.
- Àh pois, são
32, não é verdade?
- Também não,
retorquia o rapaz, são 16.
- É verdade! Concluía
ela com satisfação. Mas, continuava ela encrençada no primeiro número, o 46 não
te diz nada? Já sei, são 7x8, não é verdade?
Chegou a minha
paragem e saí, deixando-os certamente entregues a estas altas matemáticas da
tabuada.
Será por já
ser um “kota” que reparo nestas coisas, pelos vistos normais, de pessoas daquelas
idades não saberem a tabuada? Qual de nós no fim da nossa distante e saudosa 1ª
classe a não sabia? Pois é, não havia máquinas de calcular, nem telemóveis com
elas, nem sei que mais…