terça-feira, 25 de novembro de 2014

Retalhos do quotidiano

Para não deixar o blogue morrer de tédio e à falta de melhor, aqui vão duas situações por mim ouvidas hoje.

1ª – No programa da manhã da Antena 1, no espaço do Conselho Superior, a comentarista (pessoa demais conhecida na nossa esfera  política), ao referir-se aos órgão de informação designava-os por “media” mas pronunciando “mídia” (o que muito boa gente se habituou a fazer).
Eu não sou filólogo, mas parece-me que aquela palavra, sendo de origem latina, se prnuncia “média” tendo-a os anglo-saxónicos adoptado e pronunciado à maneira deles.
Não é rebuscado um português (no caso uma portuguesa) pronunciar uma palavra de uma língua donde resultou a sua, à maneira anglo-saxónica? Ou pretenderá mostrar uma cultura (pelos vistos bacoca) acima da média (ou será mídia?).

2ª – No metropolitano, quase vazio dada a hora, viajava ao pé dum casalinho simpático, bem apresentado e com bom aspecto, que devia rondar uma idade próxima de fim de adolescência.
- Olha lá, dizia ela para o companheiro, 46 são 4x4?
- Não, respondia-lhe ele.
- Àh pois, são 32, não é verdade?
- Também não, retorquia o rapaz, são 16.
- É verdade! Concluía ela com satisfação. Mas, continuava ela encrençada no primeiro número, o 46 não te diz nada? Já sei, são 7x8, não é verdade?
Chegou a minha paragem e saí, deixando-os certamente entregues a estas altas matemáticas da tabuada.
Será por já ser um “kota” que reparo nestas coisas, pelos vistos normais, de pessoas daquelas idades não saberem a tabuada? Qual de nós no fim da nossa distante e saudosa 1ª classe a não sabia? Pois é, não havia máquinas de calcular, nem telemóveis com elas, nem sei que mais…

1 comentário:

O speedy disse...

Mas tínhamos um "Iblack" que prescindia de teclado e tinha uma "pen" para escrever no ecran preto. Quando era préciso um"delete" até com a mão se podia apagar.